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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Pela Amazônia em Ipanema



A convocação foi feita rapidamente enquanto se desenrolavam ações polêmicas do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, representante do governo e do próprio presidente Jair Bolsonaro. Uma caminhada pela Amazônia em Ipanema no domingo, 25 de agosto de 2019.

A tarde nublada convidava a um passeio na praia aproveitando a abertura da pista de lazer na orla. Na direção de Ipanema, por volta das três da tarde, se via o início da movimentação com um enorme boneco de Lula levado pelo núcleo do PT de Niterói.

Apesar de marcada para duas horas, no Posto 8, a concentração foi mais para frente. No sinal da Vieira Souto da esquina da Teixeira de Melo, grandes grupos esperavam para cruzar para a pista de lazer, e com aquela pontualidade carioca, entre as três e as quatro horas, a pista foi enchendo.

O cortejo, encabeçado por um grupo de crianças com cartazes, faixas e um grupo de artistas, se prolongava por boa parte da orla, embalado por músicas que remetiam a questão ambiental, cruzava com quem passeava e, nas laterais era fácil reconhecer quem se juntaria aos manifestantes e os que simplesmente passariam, para mais tarde, relatarem o clima da tarde e a quantidade de gente presente.

Tudo na maior tranquilidade conforme podiam constatar os policiais militares encarregados de manter a lei e a ordem, que acompanhavam o movimento.

Pulo a narrativa pessoal e convido você a acompanhar as narrativas visuais em fotos e vídeos.
Clique AQUI  para acessar o álbum “Pela Amazônia em Ipanema“, no Flickr


#valerio2019
#coisadorio

Algumas dessas fotos estão na coleção Getty Images de Valéria del Cueto, as demais fazem parte do acervo da fotógrafa em @no_rumo do Sem Fim
Aqui a sequência de vídeos captados durante o evento.


Ensaio fotográfico e registros no canal del Cueto, no youtube de (C)2019 Valéria del Cueto, all rights reserved
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domingo, 13 de julho de 2008

Andar com fé...


Andar com fé...


Texto e foto de Valeria del Cueto*


Fazer footing em Cuiabá é heroismo.

Nos últimos dias do outono, de temperatura amena para os felizes possuidores de um guarda roupa completo, o que não é meu caso ( “Calor em Cuiabá em abril e maio? Impossível” pensava eu ingênuamente ao fazer minha mala cuiabana),
aproveitei para colocar em prática a proposta (desafio, seria melhor) que ouvi de um dos participantes do Prêmio do Rock  que fui assistir no Museu da Caixa dÁgua: andar em Cuiabá.

Isso mesmo, a pé....

Talvez inspirada pela localização do apartamento que estou morando e querendo conhecer melhor as cercanias é que comecei o exercício. Primeiro, saí do Getúlio Grill, desci a Getúlio Vargas, cortei pela rua que passa na frente da Escola Técnica, desci a Mato Grosso e segui até a avenida do CPA, rumo ao viaduto da Miguel Sutil.  Quase morri de cansaço, mas cheguei incólume ao meu destino.

Não é que tomei gosto pela coisa? Foto que é bom ( esta era minha intenção inicial, fotografar o percurso), neca, já que tive que prestar uma atenção enorme aos caminhos que percorria. Eta calçada mais desigual...  Parece caminhada de obstáculos. Com tempo e atenção um exercício divertido, na pressa do dia a dia, um tortura...

Na segunda excursão exploratória tomei o rumo do centro da cidade. Desci a Avenida do CPA, segui pela Prainha e quebrei pelo centro histórico de Cuiabá. Uma delícia. Acabei dando uma passada no Museu da Imagem e do Som. Ali, na parte antiga da cidade, consegui fazer algumas fotos  (o objetivo dos passeios, lembra?)

Como o clima ainda não havia recuperado sua temperatura costumeira e a umidade relativa do ar estava num nível suportável, fiz mais um raid, desta vez em direção ao Shopping Pantanal. Das rotas, é a mais tranquila, onde há o melhor calçamento, pensava eu, até cair no primeiro matagal, já fora do centrão da Avenida do CPA. No segundo, fiquei surpresa. Fica ao lado do Shopping, e, cá entre nós, deixa a área com um aspecto bem feinho.

A sugestão é que o dito cujo assuma sua conservação. Afinal, se o espaço serve para a colocação de out doors vendendo o sonhos de consumo para a população emergente, por que não mantê-lo com um aspecto legal? Cuidar da vizinhança é de bom tom e dá um ótimo exemplo para outros empreendimentos, além de atrair a simpatia dos que chegam a pé. (alguém mais se habilita?)

Por falar nisso, outra coisa me chamou a atenção e gera uma sugestão: quem chega a pé na área, não tem direito a uma cobertura contra o sol e a chuva até a entrada, lá em baixo. Por que não fazer uma proteção do portão junto ao ponto de ônibus até o prédio? Afinal, quem enfrenta aquela rampa tem sempre o mesmo objetivo: consumir. E hoje, tapete vermelho é pouco para os que movimentam a economia local. Uma coberturazinha básica, então, é apenas um agrado, uma consideração...

Bom, sinto que o calor famoso da cidade está volta, o que restringe meu raio de ação exploratória. Não sou mulher o bastante para passear durante a noite e, nas horas diurnas, isto se torna impossível com a “lua” que nos espia e a umidade relativa do ar que despenca a cada dia.

Mais notícias e impressões sobre o footing local só  no próximo friozinho. (que, parece, vai demorar...)


*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da série Parador Cuyabano