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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tudo isso e muito mais

Belém 150916 139 Ver o Peso vegetal Banca Dona Coló aberta São JorgeTudo isso e muito mais

Texto e fotos sobre Belém, de Valéria del Cueto
Estive na Estação das Docas (de novo!), em Belém do Pará, para assistir ao lançamento, em setembro, do III Prêmio de Jornalismo em Turismo “Comendador Marques do Reis”, no Teatro Maria Sílvia Nunes.
Foi como entrar no túnel do tempo. Ali, há uma década, começava minha paixão pela capital paraense. O curta metragem “História Sem Fim, do Rio Paraguai – o relatório” era um dos selecionados para o Festival de Cinema de  Belém, produzido por Emanuel Freitas e pela maior representante paraense no cinema nacional, a queridíssima Dira Paes. A base do festival era numa embarcação atracada no cais, na ponta dos 500 metros ocupados pelos três armazéns que compõem o complexo  de salas, cinemas, restaurantes, lojas, a beira da Baía do Guajará.
Foi pelos corredores do teatro, onde os filmes eram apresentados, que vi passar um “cortejo” da Marujada que homenageia o santo negro. Ela é realizada, desde 1798, pela Irmandade de São Benedito de Bragança, no nordeste do estado. Como boa cuiabana “pau rodado” já tinha uma queda pelo santo protetor de  Cuiabá, capital de Mato Grosso. Quando ouvi o choro da rabeca, tambores, cuíca, viola e cavaquinho tocados pelos homens e vi as mulheres, com trajes característicos e chapéus de fitas, me rendi: ali nascia um objetivo.
Desde então persigo o sonho de ver o auto dramatizado ao vivo e a cores, em seu local original. Nunca cheguei lá. Mas o interesse pela procissão, que percorre as ruas em agradecimento a autorização dada pelos senhores para que os escravos pudessem fundar a Irmandade em Bragança, já rendeu frutos. Foi falando  dela que tirei um dez numa das matérias da faculdade de Gestão de Carnaval, da Estácio de Sá.  Isso foi antes que a Marujada de Bragança virasse Patrimônio Cultural do Pará, o que aconteceu em 2009.
Tudo isso passava pela minha cabeça enquanto ouvia o Secretário Estadual de Turismo, Adenauer Goes, falando sobre os objetivos do prêmio e comemorando o aumento de um dia no roteiro de atividades turísticas disponíveis em Belém.
Discordo dele. Positivamente, é claro! Acho que quem visita Belém não deve se limitar a três ou quatro  dias para explorar tantos atrativos como os apresentados em Cine ÓperaCéu na terraPARAiso dos Sabores e Florestas Urbanas. E ainda falta...
Acontece que é preciso respirar no tempo de Belém e não no ritmo dos roteiros tradicionais de turismo para conseguir a sintonia ideal que faz da cidade um lugar tão sedutor. Há o calor. Ele faz com que, mais que simplesmente inspirar e expirar no batidão frenético das excursões, precisemos respirar fundo e pausar a correria. Tudo no timming amazônico: as manhãs no Ver-o-Peso, o Tacacá das cinco da tarde, a Cidade Velha, o complexo Feliz Luzitânia, os parques... Já estou na quinta crônica e ainda falta falar de tantas coisas!
Depois de 10 anos do Festival de Cinema, consegui voltar. Foram 10 dias dessa vez. Posso garantir: ainda tenho fome de Belém. De conhecer seu povo, explorar melhor sua riqueza histórica, me surpreender pela maneira incrível com que a contemporaneidade se aproveita, explora e se fundamenta de tanta tradição. Sabendo dar continuidade às realizações e projetos. Tendo sabedoria para conseguir unir e integrar os elementos que constituem a sociedade local.
Não conheço outro lugar em que o diálogo entre a comunidade, as forças militares e a marinha mercante tenha alcançado tanto êxito. Enquanto, normalmente, esses elementos são entraves para a valorização de áreas turísticas (ai, meu Rio de Janeiro) lá, o que se vê, é quase a realização de uma utopia. Que se ainda não está 100% consolidada é porque sonhos grandiosos como esse levam tempo para serem concretizados. Demandam muita energia, amor e uma dedicação quase insana, em que as vaidades individuais sejam deixadas de lado em favor do bem comum.  É isso que Belém tem.
E muito mais! Um dia, certamente, como eu, você também será seduzido e há de (re)conhece-la.
Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “No Rumo” do Sem Fim...
E3- ILUSTRADO - SABADO 24-10-2015
Edição Enock Cavalcanti
Diagramação Nei Ferraz Melo

domingo, 24 de março de 2013

É Sem Fim...


Texto e foto de Valéria del Cueto

Agora deram pra perguntar o que é. O Sem Fim... é registro de aventuras e suas respectivas produções que podem – e costumam - ser aventuras maiores ainda.

Começou lá atrás, em Cuiabá, 1997, com a criação do “Diário de Bordo” da produção e filmagens do curta  “História Sem Fim... do Rio Paraguai – o relatório”.

Era preciso criar um canal de comunicação com quem tinha interesse no projeto e em acompanhar as ações necessárias (e foram tantas) para sua realização. Impresso em papel ofício colorido, o fanzine (era isso?) trazia nas margens superior e inferior os bichinhos do pantanal criados por Josué Moreira e chegava aos leitores pelo correio.

No início umas 30 pessoas faziam parte da listagem. O “Diário de Bordo” feito na impressora lá de casa, chegou a ser enviado a mais de 500 endereços, em várias cidades do país.

O filme veio e a divulgação passou a ser feita via email numa newsletter, já com outro formato, acompanhando a evolução da internet. Foram inúmeras  edições. Muitas histórias contadas. Que passaram a ser publicadas em jornais e sites.

Delas, nasceu o Sem Fim.... Um grande container de impressões coletadas por este e outros caminhos.  Ele é som, imagem, palavra, a ideia de que qualquer meio é válido, se contiver uma  mensagem. É vídeo, áudio, foto, texto, tudo junto e misturado.

O resumo das viagens pelo Brasil é passeio turístico permanente e informativo das quebradas do país, especialmente das fronteiras. É observação e narrativa da vida, da lida cotidiana, política, esporte, economia, ecologia, fala do dia a dia. Explora, descreve, contextualiza e poetiza. Está distribuído nas séries:

“Ponta do Leme”, a leitura carioca da gema do  ponto de observação da sua praia, entorno e horizonte.

“Parador Cuyabano” é a base no Cerrado para a convivência com o interior de Mato Grosso e outros caminhos do centro-oeste.

“Fronteira Oeste do Sul” abrange a tríplice fronteira Brasil/Argentina/Uruguai e visita a cultura pampeana pelos laços familiares.

“É carnaval” são crônicas, artigos, reportagens e fotos, muitas fotos, referentes à maior festa popular do planeta, o carnaval carioca e, também, ao carnaval de Uruguaiana/RS.

“Vagabinhas” são os delírios dadaístas fotográficos. Só vendo pra entender. E, finalizando... 

“Photo graphias”. Dos meios foi último a chegar, mas é o mais satisfatório artisticamente. O problema é a edição, já que os ensaios são duplos. Além dos artísticos, no mesmo pacote, sempre é feito um estudo imagético com viés antropológico, do objeto e seu ambiente.

Filosófica e sociologicamente o que impulsiona o projeto é uma brincadeira infantil de contação de histórias chamada “História Sem Fim...”, onde um começa a contar, depois o seguinte pega o fio, o outro vai adiante, mais um... e lá se foi.

São esses fios que o Sem Fim... tenta preservar, indexar e quando pode, difundir. Hoje, não mais em folhas ofício amarelas com letras azuis, mas nas redes sociais e outros meios multimídias.

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM... http://delcueto.wordpress.com

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vila Maria Augusta, a casa de Rui


A última sessão do curtametragem História Sem Fim... do Rio Paraguay - o relatório em 2007 aconteceu no Cineclube ABD&C, na Casa de Rui Barbosa, batizada de Vila Maria Augusta, na rua São Clemente, em Botafogo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro.

Nos sábados em que ia assisitir as sessões do cineclube, jurava que um dia "olharia" o lugar pelas lentes fotográficas.

No dia 8 de dezembro cheguei antes do horário e passei pelo jardim de Rui Barbosa.

Eis o registro...

Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum Casa de Rui Barbosa, Botafogo, Rio de Janeiro, ensaio  de Valéria del Cueto

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

Re: Quer brincar de História Sem Fim?

Mickey, só hoje vi o que aconteceu na página Pantanal. Eu não recebi a sua história...(talvez meu nestscape tenha engolido a bichinha...)
Aí, veio um emeio dizendo que você estava trabalhando na História... Aí, vi um Porra qualquer, e então...
Vi a tua "história..."Na verdade, ainda não entendi muito bem como funciona o grupo. Pensei em só divulga-lo quando a pagina estivesse pronta, como uma forma de deixar o material de divulgação do filme "a mão". Vou continuar a história assim que voltar de um jantar do passado com Maurício Leite, que ora habita em Maputo, na Africa e André Mux. Também vou lançar uma coleção nova de fotos. Me aguarde!
Por falar nisso, a matéria de Helena Meireles foi publicada no Diário de Cuiabá, nos sites Ultima Noticia e no "www.naorelha.com.br". Acho que você devia dar uma olhada por lá, pois é bem legal. é um site para se ouvir. Tá ligado?

PS a Ideia de brincar de história no del Cueto pode ser legal....
PS. 2 meu filme não passou nas seleções de Gramado, Brasília e do Fest Rio. Em todos, eram no máximo 14 curtas por edição. Sei que ou o cara compra a minha ideia, ou o-dei-a. Mas vou vencer a estupidez reinante. Tem muito festival de meio ambiente e outros só de curtas. Algum vai querer minzinha, não?
PS.3 O projeto do 'Sem Fim de vila Bela"foi deferido pelo Minc, ou seja, estou no concurso dos editais de documentários...
Conclusão: Posso não saber fazer filmes, mas que os projetos estão "enquadradinhos", lá estão. Ai de mim...
Beijoscas