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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

História Sem Fim... do Rio Paraguai - o relatório




DIÁRIO DE BORDO • Cruzamos o Pantanal! A primeira etapa da Expedição "História Sem Fim..." do rio Paraguai" foi realizada. Agora é esperar o relatório do professor Célio Couto. Cabe a ele avaliar o projeto. O Pantanal nos ensinou que tudo acontece no seu próprio tempo. A sorte está lançada. É aguardar o relatório e suas conseqüências...

Valéria del Cueto

Curta metragem premiado pelo Juri do Amazonas Film Fest, produzido pela del Cueto - assessoria e produção
http://pantanal.multiply.com

FICHA TÉCNICA
História Sem Fim... do rio Paraguai - O Relatório
Curta metragem 35mm - 16'23" - cor - janela 1.85
Ficção documental
Produção - del Cueto - assessoria e produção
Co produção: Quanta, Skylight, Cara de Cão e Labocine
Som -- Dolby

A EQUIPE DA EXPEDIÇÃO
Atores - EDUARDO FELIPE / MEIRE PEDROSO
Roteiro e Direção - VALÉRIA DEL CUETO
Fotografia e Câmera - LULA ARAÚJO
Assistência de Câmera - DUTRA
Som Direto - PAULO COSTA
Vídeo - HÉLIO LOPES
Assist. - COSME REINERS

TRIPULAÇÃO DO ESPANHOL
SILVINO (ESPANHOL) / TOTICO / SASHA / ALEXANDRE / CHICÃO / DANIEL / SÉRGIO (RATINHO) / SILVAN / CHICO PRETO / LULA / VALDECI

EQUIPE DE REALIZAÇÃO
Prod. Exec./ Dir. de Prod.- JAYME DEL CUETO / VALÉRIA DEL CUETO
Elenco - DENISE DEL CUETO
Montagem - JOÃO PAULO DE CARVALHO
Edição de Som - SIMONE PETRILLO / MARIA MURICY
Pós-Produção - ROBERTO RAIS -- Olho no Filme

TRILHA SONORA
GRUPO RAÍZES
WALDEMAR MAGALHÃES, RICARDO FREITAS E HILTON DO ESPÍRITO SANTO

Gostou? Então assista Caçada!
http://youtu.be/Z6k7A6-qmRE

Sem Fim... http://delcueto.multiply.com

segunda-feira, 31 de maio de 2010

CurtaDoc referenda Dia do Meio Ambiente

Start:     Jun 1, '10 8:00p
Location:     SESC TV
SescTV
CurtaDoc referenda Dia do Meio Ambiente


Luiz Fernando Vieira
Da Redação do Jornal A Gazeta

O curta mato-grossense História Sem Fim... Do Rio Paraguai - O Relatório (2004) será uma das atrações do programa CurtaDoc, do SescTV, nesta terça-feira (01), às 20 horas. Ele será um dos 4 trabalhos selecionados para celebrar, esta semana, o Dia do Meio Ambiente (5 de junho). Para mediar o programa, a convidada é Patricia Abuhab, bióloga e ecopedagoga.
* Continua no Papo de Boteco

** Amigos, nào poderia deixar de compartilhar o evento com vocês. Principalmente na parte que diz:
"...Com uma seleção dos melhores documentários em curta-metragem produzidos no Brasil nos últimos 50 anos, o CurtaDoc está no ar desde outubro com apresentações semanais...'

Parabéns a todos os que participam desta jornada.

sábado, 16 de janeiro de 2010

História Sem Fim... do Rio Paraguai - o relatório no Curta Gávea

Start:     Jan 26, '10 8:00p
Location:     Praça Santo Dumont, 116 / sobrado - Gávea
A Casa da Gávea, no projeto Curta Gávea, exibe o curta matogrossense na sessão de terça, 26 de janeiro. A entrada é gratuita.
Curtas convidados:
O Xadrez das Cores - Dir. Marco Antonio Schiavon (fic)
História Sem Fim... do Rio Paraguai - Dir. Valeria del Cueto (doc)
Banquete - Dir. Marcelo Laffitte (fic)
O Jaqueirão do Zeca - Dir. Denise Moraes e Ricardo Bravo (doc)

domingo, 4 de outubro de 2009

Enfim nós!




 Enfim, nós!

Texto e foto de Valéria del Cueto  
Estou um trapo, um caco, um bagaço. Tudo junto e misturado, como dizia Mestre Marçal, o craque do ritmo e da bateria. Devido ao teor do nosso assunto de hoje decidi pensar no como o escreveria reposicionando uma pilha de mato seco do recém podado jardim da Rua da Piscina, sem número, munida de um garfo de filme de terror e um rastelo. 
 
Comecei o trabalho procurando o fio da meada literária da apresentação do curta “História Sem Fim... do rio Paraguai – o relatório”  pela primeira vez numa tela de cinema em Mato Grosso, dia 8, quinta feira, no Cine Teatro Cuiabá.   Enquanto me espetava em galhos e espinhos das Primaveras, lembrava do trabalhão que deu, há dez anos atrás, a produção da viagem e do susto que levei quando fechamos o cálculo da água potável necessária para nosso consumo na viagem entre Cáceres e Corumbá: 20 pessoas, 3 litros/dia e chegamos ao fantástico peso de 1 tonelada.  Só de água. Mais de mil litros...  

Nesta altura, eu encarava a pilha de mato só com o garfo, tentando puxar com as mãos galhos de mangueira, enquanto pensava na estratégia de lançamento do filme em dezembro de 2004, lá se vão quase 5 anos, no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. Ailton Franco Jr fez a apresentação do curta numa sessão da Petrobrás, no Cinema Odeon. Pude ver e, confesso chorei muito, pela primeira vez, nossa criação (minha e de tantos que participaram) numa tela de cinema, em 16:9, com som Dolby 5.1.  

De lá, o filme começou, em Recife, diante de uma plateia de 3.000 pessoas, a concorrer nos festivais nacionais. Inscrevi em todos os que pude. Em alguns, não formos selecionados, para outros, o curta foi convidado por que já havia assistido.  

E  lá estava eu, puxando a galharia, carregando folhas, chutando troncos e pensando, em meio a poeira, debaixo de um soléo, que a comparação era perfeita. Ambos, trabalhos pesados daqueles que se a gente para, não recomeça ja-ma-is. Fazer cinema é assim, uma pedreira danada, um esforço insano para realizar algo que só a gente sabe como vai ficar (será?) e, no meu caso, onde queria chegar.  

No Amazonas Film Festival, um festival de filmes de aventuras, convivi com ícones como Polanski, Claudia Cardinalle  e o poeta Thiago de Mello, com quem comecei a entender minha ligação com a terra,  ainda muito garota. Ele fazia parte do júri. Claro que não acreditei quando recebi, na recepção do hotel, um recado dele, me convidando para jantar. “Poxa, o cara é do júri, onde já se viu, jurado jantando com concorrente?”  

Foi uma noite inesquecível. Como ele disse, foi um encontro do homem da floresta com uma mulher das águas. Falamos sobre o filme, sobre sua vocação e a necessidade que atingisse um público que pudesse ser sensibilizado com sua mensagem e pudesse propagá-la.

Saí do restaurante me considerando premiada pelos momentos que havia vivido e as razões, segundo o próprio Thiago, que o haviam levado a me convidar para aquele jantar. Era naquela noite ou nunca, já que ele tinha uma agenda lotadíssima em sua estada em Manaus dali pra frente.     

Também saí certa de que aquele encontro tinha sido o ápice da minha experiência amazônica. Queria ir embora, ainda faltavam vários dias para o fim do festival e eu tinha muito que fazer no Rio. Não consegui mudar minha passagem. Depois descobri que foi tudo armação das meninas da produção. Tomei o maior susto quando foi anunciado o premio Especial do Júri para o História Sem Fim...  

Subi no palco do maravilhoso Teatro Santa Rosa em Manaus lotado. E falei. Lamentei a ausência do poeta que, naquele momento, em outro local era homenageado na Academia Amazonense de Letras. Lamentei por que gostaria de dizer pra ele, como pude dizer para  aquela imensa plateia que, nos momentos mais difíceis do longo caminho que percorremos para levar à tela o curta, era um verso dele que me guiava, como um mantra poderoso: “FAZ ESCURO, MAS EU CANTO, POR QUE A MANHÃ VAI CHEGAR”.  

E a pilha de mato aumentado, o peso do garfo quintuplicado, assim como a responsabilidade de procurar um novo caminho para o Sem Fim. Aventura, metalinguagem, meio ambiente, documentário, ficção. Pra quem pedia, eu liberava o filme. No início, só em película, depois também em DVD.  

Foi nesse formato que, um dia, enviei uma cópia para a Copacabana Filmes, produtora da Carla Camurati, que estava montando uma videoteca para menores infratores. Era uma tremenda responsabilidade pedagógica. E fomos selecionados. E foi a TV Brasil que nos colocou na programação, o Porta Curtas que trabalhou o filme como material didático, para atividades escolares, o Curtadoc, do SESC, que nos convidou para participar da série de programas que ainda serão lançados...  

Olhei para o espaço em que arrastava o mato seco exausta, suada, dolorida. Havia um rio de folhas esquecidas desenhado na grama verdinha, assim como faltava algo para o curta metragem que em tantas e distantes telas tinha mostrado o Pantanal, o pantaneiro e suas histórias.  

Em 2006, o filme havia passado em Cuiabá numa sessão especial ao ar livre, em DVD, para convidados. Mas au grand complet, telona/Dolby/escurinho do cinema, não. Levei 10 anos entre a viagem e poder mostrar para Cuiabá o que fizemos. Foram cinco anos do lançamento até que astronomicamente ( esse é o tema do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá esse ano) tudo estivesse onde tinha que estar.  

E, assim como o rio de folhas caminha para seu mar, o História Sem Fim... do Rio Paraguai – o relatório vai ser exibido na tela do Cine Theatro Cuiabá, com tudo o que tem direito. Será uma sessão para as escolas, (Thiago tinha razão), às 14 horas, da quinta feira, 8 de outubro.  

E você, caro leitor, se tiver tempo (nós esperamos 10 anos) está convidado para se dar 16 minutos e 23 segundos dele para, junto conosco, assistir o que, penso, pudemos (a equipe é maravilhosa) fazer de melhor, para trazer para você o relatório de uma história que não tem fim...  
E lá vamos nós! Até quinta...  

* Valeria del Cueto e jornalista, cineasta e gestora de carnaval. Este artigo faz parte da serie Parador Cuyabano, do SEM FIM http://delcueto.multiply.com

domingo, 12 de abril de 2009

P de paraíso, P de purgatório



P de paraíso, p de purgatório


Texto e foto* de Valeria del Cueto

Um paraíso me leva a outro. É isso mesmo. Assim que a Semana Santa passar, saio da quaresma e parto pra Bahia.O berço do Sem Fim..., o curtametragem “História Sem Fim... do Rio Paraguai – o relatório”, resultante da expedição pelo Rio Paraguai, entre Cáceres e Corumbá tem essa característica. Leva-me do Pantanal para outros paraísos brasileiros. Desta vez, para o Arraial d´Ajuda Cine Fest. Mal e mal consegui começar a mostrar o que produzi com minhas câmeras em Uruguaiana e já parto pra outra captação. Este é o tipo de “captação” que estou apta e tenho vocação pra fazer. De imagens, sentimentos e costumes.
Toco nesse assunto por que, esta semana, participei de outra aventura, bem diferente da que descrevo aí acima. Por necessidade premente e urgente, tive que realizar uma missão burocrática na ANCINE, a Agência Nacional de Cinema, no centro do Rio de Janeiro.
Fui parar lá por total incapacidade técnica (e olha que sou fera na informática) de extrair das entranhas da rede um DARF pra pagar o CONDECINE, a taxa (!) que somos OBRIGADOS a pagar para que nossos filmes sejam exibidos nos meios de comunicação e afins.
Bom, pagar pra exibir curtas já é uma piada, já que o mundo sabe que curtas não são bens comerciais, não dão lucros pros loucos que os fazem. Mas... que seja, ou melhor seria. Do verbo não vai ser sem um pitstop ao órgão regulador da atividade.
É, por que não consegui sequer dar a partida no preenchimento internético da guia para o pagamento. Só para preenchê-la existe um passo a passo para ignorantes como eu de 12 (eu disse DOZE) páginas de um PDF. Isso, se você tiver sorte do seu telefonema para esclarecimentos ser atendido um gentil funcionário que faça o alerta: “Primeiro aprenda como preencher, por que se você começar e tiver dúvidas, o sistema fica inoperante pelo tempo parado e você tem que voltar para o início de novo”. 
Tudo muito bom, tudo muito bem, não fosse o fato de que, justamente esta semana venceu o registro da minha humilde e diminuta empresa junto à Agência. Ou seja: a Ancine desconhecia solenemente minha necessidade básica...
Como estava por aqui, resolvi trocar a praia na Ponta do Leme pelos corredores da Ancine e visitar minha santa protetora no local  (Graças a Deus eu a tenho!). Bom, lá fui eu: ônibus, metrô, Cinelândia, Graça Aranha.
Na rua é impossível não descobrir rapidamente onde é o prédio da Ancine. A placa com a marca mor da burocracia do cinema brasileiro é enorme e, definitivamente, não orna com o prédio antigo de fachada e paredes de mármore. Por dúvida das vias, você não vai se perder, caso se intimide. Olhai pro céu, olhai pro chão. Nele, no tapete e/ou capacho, a logo se multiplica. Aliás, está replicada em vários materiais, tramas e metais. Impressiona.
Principalmente por que temos muito tempo de observá-las, enquanto somos inquiridos sobre nossas reais intenções no edifício, por uma não tão gentil recepcionista que, depois de  perguntar onde, quando e por que você quer falar com alguém, pede a identidade, tira sua fotografia e, finalmente, entrega o valioso crachá que permite seu acesso ao templo da sétima arte, aquela que você pensa produzir .
Uma roleta aqui, um elevador ali (com mais logos espalhadas) e chegamos ao nono andar. Ao corredor do nono andar. E dele, no passaras, caro cineasta. Seja pra regularizar sua empresa, seja pra provar que seu filme é brasileiro, seja pra conseguir o boleto pra tirar seu CONDECINE.
No meio do caminho você vai se sentir, como eu, uma ignorante por desconhecer o procedimento apropriado e correto para cada ação do “game”. É, mas não se preocupe, pois você não é o único. Nem eles se entendem. O que é exigência de uma parte, não pode ser dada pela outra sem que algum porém impeça seu movimento. É kafkaniano.
Já disse: não se preocupe. Você não está virando barata. É o alimento dela. E, ali, se sente no seu estômago, sendo digerida pouco a pouco. A sensação não é apenas intelectual e sentimental. É física mesmo. Só os moradores de cidades com um clima parecido com o das ruas de Cuiabá não se sentirão incomodados com o local.
Acredite. No tal corredor, no qual somos recebidos e despachados (com direito a cafezinho, é verdade), onde existem duas mesas e parcas cadeiras impedindo nosso acesso às salas refrigeradas, o calor é senegalesco!
Nada de ar. Nem refrigerado nem circulando. Ainda ouvi um comentário interessante da heróica funcionária obrigada a abandonar sua sala climatizada pra resolver nossas inúmeras pendengas: “Você deu sorte. Como hoje está fresquinho o bafo do ar que entra por esta fresta de basculante não está muito quente, imagina num dia de calor.”
Cheguei a conclusão que o ambiente é uma forma de mostrar como somos bem vindos a nossa própria casa. Quanto mais rápido o desconforto atingir níveis insuportáveis, mais veloz é nossa passagem pelo pedaço.
Foi assim, que agradecendo de coração a ajuda dos muito gentis funcionários, que fizeram tudo para aliviar meu sofrimento, consegui sair para pagar a tal taxa. No banco, que já havia fechado, ao me dirigir ao caixa eletrônico, tive a oportunidade de vivenciar (detesto essa palavra) a última facilidade para realizar minha tarefa: como não tem código de barra, só é possível pagar o documento na boca do caixa. Tudo bem moderno e ágil, como deve ser no mundo atual.
O que vocês estão pensando? O caminho do purgatório ao paraíso é assim. Apenas um passo e algumas tarefas burocráticas os separam. Como é tempo de ressurreição, este é um bom momento pra desejar a todos os leitores que a vida se renove. Desta vez, sem tanta  papelada e exigências emperrantes e brochantes.
Boa Páscoa para todos nós e viva o cinema nacional!
Valéria del Cueto é jornalista, cineasta, gestora de carnaval
*A foto que ilustra o texto faz parte do acervo do projeto Sem Fim... do Pantanal
Este artigo faz parte do Sem Fim   

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Vila Maria Augusta, a casa de Rui


A última sessão do curtametragem História Sem Fim... do Rio Paraguay - o relatório em 2007 aconteceu no Cineclube ABD&C, na Casa de Rui Barbosa, batizada de Vila Maria Augusta, na rua São Clemente, em Botafogo, bairro da zona sul do Rio de Janeiro.

Nos sábados em que ia assisitir as sessões do cineclube, jurava que um dia "olharia" o lugar pelas lentes fotográficas.

No dia 8 de dezembro cheguei antes do horário e passei pelo jardim de Rui Barbosa.

Eis o registro...

Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum Casa de Rui Barbosa, Botafogo, Rio de Janeiro, ensaio  de Valéria del Cueto

sábado, 29 de outubro de 2005

História Sem Fim... no Amazonas Film Festival Mundial do Filme de Aventura


http://pantanal.multiply.com/photos/album/20
Depois do Rota 22, em Itaipava, Petrópolis/RJ, o curta metragem História Sem Fim...do rio Paraguai - o Relatório, vai para Manaus, onde participa do Amazonas Film Festival Mundial do Filme de Aventura, de 4 a 10 de novembro...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Pantanal Sem Fim...

http://pantanal.multiply.com


Grupo do Multiply, onde estao sendo reunidos materiais diversos sobre a expedicao pelo Rio Paraguai que fizemos em 1999. Sobre ela, acaba de se lancado o curta metragem cinematografico "Historia Sem Fim...do rio Paraguai - O Relatorio", da del Cueto - assessoria e producao.