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domingo, 5 de julho de 2026

Paraíso do Tuiuti carnaval 2026 desfile 260217

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Paraiso do Tuiuti carnaval 2026 desfile 260217

(C)2026 Valéria del Cueto, all rights reserved. Imagens protegidas pela lei 9610/1998

O Paraíso do Tuiuti abriu os desfiles na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, na Marquês de Sapucaí.

O enredo do carnavalesco Jack Vasconcelos “Lonã Ifá Lukumí” apresentou a vertente afro-religiosa cubana. A agremiação ficou em 9º. lugar no carnaval 2026.

O foco do registro foi a bateria Super Som, seu mestre, diretores, ritmistas e a rainha Mayara Lima.

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Agradecimentos a Renatinho Marins, o presidente Renato Thor, Mestre Marcão, diretores e ritmistas da Bateria Super Som, componentes do Paraíso do Tuiuti, à Liesa, Rio Carnaval e à Riotur.

Imagens de Valéria del Cueto / acervo carnevalerio.com

Ensaio fotográfico e vídeos dos ensaios técnicos do Paraíso do Tuiti publicados no canal @del Cueto, no Youtube de (C)2026 Valéria del Cueto, all rights reserved, protegido pela lei 9610/1998

Clique no LINK para acessar os vídeos do ensaio técnico do paraíso do Tuiuti no youtube

@delcueto para CarnevaleRio.com

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segunda-feira, 9 de março de 2026

Ainda é cedo

Ainda é cedo

Texto e foto de Valéria del Cueto

O resquício desse carnaval encavalado em um mês de atividades frenéticas foi um quase colapso físico e mental.

Fiz o que pude, mas não consegui resistir a queda de imunidade no esforço contínuo de três finais de semana com maratonas de ensaios técnicos com tudo a que tinha direito na Sapucaí.

A saber: calor, chuvas e muitas correrias multiplicadas pelo número de escolas de samba que passaram pela pista se preparando para os desfiles.

Pelos meus cálculos, as dezessete da série ouro no primeiro final de semana e mais doze vezes dois nos subsequentes.

O tempo para editar o material da capa do Diário de Cuiabá foi mínimo e dividido entre outras tarefas como a missão de ir ao centro da cidade pegar a tão almejada credencial para cobrir os desfiles.

Me planejei e executei o combinado entregando o material prometido sobre os desfiles na quarta-feira. Na quinta encarei tranquilamente o metrô em direção a sede da Liesa, pertinho do Museu do Amanhã.

Tudo certo e o primeiro imprevisto. O metrô estava parado! Havia um acidente na estação de São Conrado paralisando o tráfego. Ao anunciar o problema pelos alto-falantes da General Osório, veio o comentário de um usuário: “Isso é hora de alguém resolver tirar a própria vida no metrô, dois dias antes do carnaval?”

Abandonei a calorenta e, agora, superlotada estação. A solução era pegar um táxi e morrer na grana para chegar a tempo de resgatar a credencial.

Vou pular a descrição detalhada dos dias que se seguiram. Pode ser resumida em translado à Sapucaí, pista e/ou torre de transmissão, a loteria bem-sucedida de conseguir um táxi no final dos desfiles da noite/dia que cobrasse a corrida no relógio junto com Cristina Frangelli, do Carnavalizados, chegar em casa, me alimentar, tomar um banho, baixar e fazer a primeira seleção das fotos, dormir e... começar tudo de novo depois de um almo/janta substancial.

Foram 5 dias quase no automático. Neles, todas as intenções e ações criativas estiveram voltadas ao olhar e ao equipamento, que registrava minha visão, e a da seleção de imagens do material que prometi entregar aos parceiros. Mas quem disse que consegui (espero) captar as sensações que vivemos na pista? Foram cinco dias e mais vinte e nove desfiles, ou quase. Perdi alguns da série Ouro...

Na quarta-feira, depois de vibrar com o resultado do Grupo Especial e a vitória inconteste da Viradouro cantando Mestre Ciça, relaxei...

E falhei. Em vez de manter a rotina de guerra, não resisti e sucumbi ao desejo de comer rissoles fritos na hora do restaurante Príncipe de Mônaco, em Copacabana.

Nada incomum, a não ser o fato de não ter argumentos para contrariar meus primos, que voltariam no dia seguinte a Porto Alegre, ter aceitado ficar na área com ar condicionado e não na parte externa do estabelecimento que sempre frequento.

Quando cheguei em casa, três rissoles, um pastel e um caipiroska de lima sem açúcar depois, senti um “hã,hrã” de um lado da garganta.

Aí começou meu padecer. Ainda tentei fazer a segunda rodada da seleção de imagens do material prometido aos parceiros. Mas quem disse que consegui? Tudo começou a doer, especialmente os olhos diante da luz da tela do computador.

E assim continuou e só piorou até a madrugada de quinta para sexta, véspera dos desfiles das campeãs, em que aos trancos e barrancos distribuí o material concluído de “Pra cima, Ciça”. Foi a duras penas, muitos analgésicos e xaropes...

Fiquei tão mal que perdi o desfile das Campeãs. Foi sem apelação e arrependimentos. Nem meu corpo, nem minha mente tinham qualquer condição de deslocamento até a Sapucaí.

O “castigo” maior foi ter que acompanhar pela TV a transmissão dos desfiles campeões. Que horror... Entendo porque tanta gente desgosta do carnaval carioca no Brasil. Volta, Manchete! Ressuscita, Fernando Pamplona!

Continuo me recuperando do colapso. Corri pro mato, dormi dias seguidos e só hoje consegui me expressar. Duas semanas depois das Campeãs!

Peço desculpas aos amigos que me cobram a edição das fotos que fiz nesse carnaval. Mas, confesso, ainda é cedo para rever o resultado da maratona alucinante. Sei que o material é bom, porém, parafraseando Juliano Yule, “Meu corpo não pede”, nesse momento, esse esforço. Ainda...

Estou voltando à vida devagar. Escrever essa crônica é mais um passo nessa reconstrução.

Paciência, amigos, que chego já...  

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “É carnaval” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com

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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Volto já

Volto já

Texto e fotos de Valéria del Cueto

O destino é a Chapada dos Guimarães. O único apelo capaz de mover a montanha. Isso porque Maomé mandou.

O recado foi curto e grosso: “O olho do dono é que engorda o gado”. Que gado, senhor? O que tenho e me leva para lá é o cerrado. Nativo. Sem intervenções, na medida do possível.

Se não deu para chegar na COP30 em Belém, o Jogo do Contente do livro Polylianna, escrito por Eleonor H. Porter, em 1913, me convenceu a explorar, 6 anos depois da última viagem ao Centro-Oeste, o bioma que tanto amo e, mesmo à distância, faço o que posso para preservar. E não é fácil. Falo do mais castigado e desmatado no momento.

Para começar, diz que atualmente tudo tem que ser previamente planejado. Eu? Considero fora de questão fazer um roteiro pré-definido, com agendas e visitas checadas e verificadas antecipadamente pela internet.

Ora bolas, aí para que viajar se já fui virtualmente? É um tédio não deixar espaço ao acaso. Ele, que sempre me levou a lugares incríveis e proporcionou lembranças inesquecíveis.

Sei que não é o normal na vida dos turistas usuais. Porém, conheço meus movimentos. Estou cansada de fazer muitos planos. Executá-los fielmente não faz parte do meu show. Sim, sempre, eu disse sempre, dá errado!

Já escrevi, anos atrás, um texto intitulado “Turista ou viajante” explicando que me encaixo, até pelo karma que rege meus movimentos, no segundo grupo. Quando planejo tudo com antecedência, não vejo razão para me movimentar se já viajei preparando o passo a passo do percurso. Imagens, sons, programações... Só os cheiros são inalcançáveis. Por enquanto.

Ir só para executar o planejado não me pega por convicção e não funciona na prática. O que confirmo a cada tentativa de seguir as normas vigentes. Dá errado!

O único planejamento quase infalível que os deuses me permitem é o que me leva à Marquês de Sapucaí ano após ano. Lá supero o mau tempo, as mudanças de roteiro provocadas pelas alterações de regulamentos e das saídas e passagens que me levam da pista à torre de transmissão.

Sou abusada. Não me satisfaço com um único enquadramento. Quero o perto/pista quase aéreo/torre. Faço desse percurso um desafio físico e mental fotografando para o Diário de Cuiabá e parceiros há mais de 20 anos os desfiles carnavalescos.

Entre tombos, esbarrões e percalços (colecionados da concentração até a dispersão na pista em que se realiza o maior espetáculo de cultura popular do planeta no sambódromo carioca), coleciono cada imagem resguardada no acervo carnevalerio.com. Vem, carnaval! O que me move? É a paixão.

Que não é a mesma que me fez sair do Rio justo no dia em que a Liesa, a Liga das Escolas de Samba, anunciou a abertura do credenciamento dos desfiles do carnaval 2026.

Aí está uma boa razão para voltar. A passagem está comprada para dois dias antes do minidesfile que marcará as comemorações do Dia Nacional do Samba, entre 28 e 30 de novembro (lembrando que dia 29 é a final da Libertadores e o Flamengo enfrenta o Palmeiras na... Argentina!)

Melhor assim, vai que role um déjà vu e ocorra o mesmo fenómeno sísmico existencial, como na primeira vez que fui a Cuiabá. Jurei que ia ficar três meses por lá e foram mais de vinte anos de amor desenfreado!

Sim, comi cabeça de pacu, virei cidadã cuiabana e mato-grossense e levei décadas para conseguir transferir minha base de volta ao Rio. E olha que não faltaram tentativas! Voltei por amor quando vi que era hora de cuidar de quem sempre me cuidou, minha avó, D. Ena.

Agora é tempo de não combinar nem planejar. Me deixar levar seguindo um roteiro mínimo. Olhar o que me pertence e cair nos braços e abraços dos afetos que o destino, sempre ele, me fizer encontrar. Os que cultivei pelos caminhos dessa longa jornada por Mato Grosso.

Sem avisar que estou chegando, o que conduz meus passos é o acaso. Como na primeira vez (e em todas as que consegui seguir meu desplanejamento inicial), sei que alcançarei meu objetivo primordial: ser feliz com as boas surpresas que me aguardam.

Lá vou eu em mais uma aventura pelo centro da América do Sul que tanto amo, antes de cair nos braços da paixão que aquece meu sangue e faz pulsar meu inquieto coração no ritmo acelerado das baterias da folia carioca.

Fui ali e volto já...

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica das séries “Parador Cuyabano” e “É Carnaval” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com



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