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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Portuguesas no Studio@delcueto da #colab55


Para onde vai o olhar? No Rio sempre para o chão. Entre seus caminhos as pedras portuguesas se impõe. Vem dela os desenhos que habitam o imaginário da cidade.

Enquanto o hub internacional do Studio@delcueto no #redbubble apresenta a coleção Black Rainbow, na plataforma da #colab55é a vez de desconstruir o desenho de um pedaço de chão carioca.
A coleção Portuguesas abre preguiçosamente a temporada  primavera/verão. Hora de começar a se preparar.
 

Origem

Queria brincar com um elemento que faz parte do imaginário de todos nós, cariocas. A primeira referência são as ondas da orla da praia de Copacabana exploradas em muitas peças, especialmente no mercado para turistas. A ideia não era essa. Nada de obviedade.
Pensei nos palitos, dois verticais e três horizontais intercalados,  onde ainda brinco de andar no preto nas calçadas da Bulhões de Carvalho. A desconstrução do desenho escolhido pulou na frente e gerou filhotes.

Concepção



Num domingo qualquer parei para escrever a crônica "Sol e chuva com você", da série Fábulas Fabulosas, no Posto 9, em Ipanema. Escolhi sentar num banco próximo a uma das saidas da praia, entre as áreas das dunas protegidas por cescados. Tipo um corredor que trazia areia para a calçada.

Quando olhei para baixo, lá estava o desenho das pedras pretas misturado com a areia que vinha da praia.

Deu no que deu e um pouco mais que, talvez , vire outra coleção.


A brincadeira foi evoluindo e se tranformando, de acordo com o movimento dos blocos. Assim nasceram as Portuguesas. Bicolores como as originais.
 


Na Colab55, o hub brasileiro de nossos produtos, nossa hashtag é #coisadorio. 

Para quebrar a rigidez do mineral, as coleções Bamboo estão  no hub internacional do Studio@delcueto o redbubble. Novos produtos e muitas opções exclusivas.

Explore nosso novo canal de vendas, clicando AQUI e tenha a seu alcance produtos exclusivos do Studio@delcueto. Produtos de photodesign desenvolvidos a partir dos registros fotográficos de Valéria del Cueto

 No Getty Images

Imagens produzidas estão na coleção Sem Fim… de Valéria del Cueto no banco de imagens Getty Images.

Conheça também o hub na #colab55 do  Studio@delcueto

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Studio na Colab55

sábado, 24 de dezembro de 2016

Tem trem cuiabano na memória verde e rosa...

Tem trem cuiabano na memória verde e rosa...

Texto e foto de Valéria del Cueto
Meus caminhos levam ao samba. E ele passa pela Estação Primeira de Mangueira. A escola verde e rosa completa seus 90 anos em 2018 e já se agita animada para a comemoração.

Um passo importante na preparação dos festejos é a reabertura, após 10 anos, do Centro de Memória Verde e Rosa. Ele fica no terceiro andar do Palácio do Samba, a quadra da escola, junto ao Auditório Dona Zica, a sala de cinema Carlos Cachaça e Biblioteca Dona Neuma.

Aberto em 1999, na gestão do presidente  Elmo José dos Santos, tem um acervo composto por objetos queridos dos mangueirenses que narram a história da escola e da comunidade. Lá estão expostos fotos, fantasias, instrumentos musicais, incluindo o saxofone de Mestre Pixinguinha e o surdo do primeiro desfile da escola,  revistas e jornais, como a primeira edição de “ A voz do Morro, publicação criada numa favela, em 1935, e outras preciosidades.

Imaginem a emoção e alegria dos convidados do Vice-Presidente Cultural, Paulo Ramos, um dos responsáveis pela revitalização do  espaço de referência para pesquisa, educação, documentação e comunicação, considerado um “território de cultura encravado no pé do Morro da Mangueira”.

Uma parte do Centro foi atualizado, incluindo a conquista do último campeonato, o de 2016, com o enredo homenageando Maria Bethânia, “A menina dos olhos de Oyá”.

Também foi renovado o painel que fica diante da porta de acesso do Centro de Memória Verde e Rosa. E ele é a causa desta crônica natalina.

Outro dia, os jornais de Mato Grosso publicavam que o VLT poderá ser construído em duas etapas e que a primeira irá do aeroporto, em Várzea Grande, ao Porto. Conclusão: por mais um capricho do destino, Várzea Grande terá um VLT antes de Cuiabá. Ô trilho difícil!

Pensa no trem. Sonho de Vicente Vuolo. Aquele que quase chegou á Cuiabá. A locomotiva que acabou “puxando” a exuberância da capital de Manto Grosso pela Sapucaí para o mundo, no desfile dessa mesma Mangueira, de 2013.

É incrível que a cidade não guarde nem preserve essa memória. E que, quando vem à cabeça a reação local ao desfile verde e rosa daquele ano, a primeira lembrança seja sempre a questão do jequitibá, símbolo da escola citado no samba e tão criticado por estar lá, já que não há jequitibá em Cuiabá. A polêmica rendeu um trem!

Esse do enredo que levou a obra do fabuloso artista plástico João Sebastião para o último carro da escola, o da Copa do Mundo. O da alegoria que, quando viu que estava chegando o final do desfile, resolveu atender sua natureza de borboletear, dificultando sua passagem pela torre de televisão na Marquês de Sapucaí. Ali, pontos essenciais foram perdidos. Mangueira e Cuiabá ficaram fora do desfile das Campeãs...

Mas a linda e arrebatadora apresentação recebeu o maior reconhecimento que poderia alcançar, diante da quebra do carro. Ganhou do júri do Jornal o Globo, o cobiçado prêmio Estandarte de Ouro de Melhor Escola do Carnaval 2013.

Para alguns cuiabanos pode ser que essa história tenha acabado e, inclusive, servido a vis propósitos políticos de quem não respeita nem avalia o que representa estar ali, na vitrine do Sambódromo Carioca, diante de centenas de milhões de espectadores. Uma pena para Cuiabá... 

Mas não para a Mangueira, que sabe reverenciar sua história e, ao reabrir seu Centro de Memória escolheu, para encantar quem adentra suas portas como visitante, uma imagem do Abre Alas do desfile “Cuiabá, um Paraíso no Centro da América”.  

Gratidão por seu passado e respeito por sua história. Vamos aprender com quem pratica. Esses são meus desejos para a cidade que amo e, um ano depois dos 90 da Mangueira, em 2019, comemorará seus 300 anos. Vamos preparar a festa!   

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “É carnaval” do Sem Fim...

Clique AQUI para saber como foi a reabertura do Centro de Memória Verde e Rosa e qual é a imagem do desfile "Cuiabá, o paraíso no Centro da América" que está no painel de entrada 
Studio na Colab55

sábado, 17 de dezembro de 2016

Se essa rua fosse minha...


Se essa rua fosse minha...

Texto e foto de Valéria del Cueto
Meus caminhos levam às praias. Incluindo a rota pelo Parque Garota de Ipanema, no Arpoador. Desde que mudei para o Posto 6 acompanho interessada a construção do hotel Arena Ipanema. Ironia da vida, quando saí da Ponta, o Arena Leme estava sendo construído. Fiquei apegada aos lindos vidros espelhados. Sempre que passava pelo parque observava o canteiro de obras que ocupava uma parte do jardim do espaço público.

Se feio estava, feio ficou na época dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, festas maiores do  calendário turístico de 2016. Na verdade, piorou e não foi um pouco com o fechamento da entrada pela lateral na praia. Via de acessibilidade por possuir rampas e pistas “lisas”. A partir daí, ficou apenas a travessia pelo coração do Garota de Ipanema. Irregular e cheia de árvores, recantos. Mais perigosa.

Os Jogos acabaram e retiraram os tapumes do canteiro de obras. Começou a recuperação do espaço que, detonado, estava lotado de entulhos da construção do empreendimento turístico.

Um dia, apareceu a passagem. De ponta a ponta, na lateral do hotel. Um “passeio” reto e gradeado, já que as duas entradas para o parque foram fechadas durante as obras e a rampa de concreto de acessibilidade retirada. Quando ia pra praia, a passagem era ótima para os dias de pressa. O passeio pelo interior do parque era perigoso e mais longo.

Domingo foi assim. Optei pela passagem lateral. Quando cheguei no portão ele estava fechado, mas não cadeado. Estranhando, entrei. Já na altura da entrada de serviço do hotel fui alertada que não poderia passar por ali por ser uma rua privativa e estar fechada ao público durante os finais de semana.

Sabe quando passa pela sua cabeça um filme? Pois é. O enredo e a produção eram cuiabanos. A rua ficava no Porto e negócio, feita por um prefeito, foi revisto depois...

Na volta da praia ao atravessar novamente por dentro do parque. “Perguntadeira”, fui assuntando com salva vidas, guardas municipais e PMs que estavam de serviço (muitos, era domingo), se sabiam e o que achavam da medida. Unanimidade. Os guardiões afirmavam que estava complicado para quem passava e era obrigado a ir pelo parque. Tanto na acessibilidade quanto no quesito segurança. E ninguém sabia informar como a rua havia virado privativa.

Para me inteirar melhor na segunda feira fiz um passeio fotográfico com o apoio de um guarda municipal. Os cenários e recantos se estivessem bem conservados seriam espetaculares! Mas, hoje, não dá para ficar dando sopa com um aparelho qualquer no pedaço. 

Publiquei as fotos no Instagram. Fazem parte da série #ValeRio2016. Uma das que mostram o antes, o durante e o depois dos megaeventos cariocas. Por definição, assim como foi no Pan e na Copa, estamos no #justafter, o legado.   
Caí dentro na internet atrás de informações. Já com o suficiente nas mãos procurei o marketing do grupo Arena que me encaminhou para o gerente geral do Arena Ipanema.

Douglas Viegas é um gentil cavalheiro da hotelaria carioca. Morador de Copacabana e, portanto, disposto a uma boa conversa, a dar as explicações disponíveis e ouvir ponderadamente a demanda. 

Explicou que o Arena Ipanema adotou o parque. Fazia a revitalização e conservação do mesmo. Também me disse que havia uma decisão, tomada pela Associação dos Moradores, Região Administrativa, PM e Guarda Municipal, de que o parque funcionaria de 6 da manhã às 20h. Perguntei se haveria horário de verão, mas ele disse que não.

Concluí com meus botões: não consultaram os esportistas! Surfistas madrugam e a volta pela Francisco Otaviano atrasa ainda mais o mergulho matutino. O mesmo acontece quando o sol se põe mais tarde, no verão. Nada de cortar caminho... Parece que a decisão de fechar a rua rolou numa reunião dessas. Mas, como Douglas não lembrava a data, fiquei de enviar essa e outras perguntas por email.

Na saída aproveitei e mostrei as fotos que fiz da reforma do parque, hashtag #sosparquegarotadeipanema, sugerindo sutilmente que alguém do hotel dê uma fiscalizada na qualidade dos trabalhos.

Onde quero chegar com essa prosa? A um final feliz. Na mesma tarde recebi um convite para fotografar a passagem no próximo sábado. Segundo Douglas, ela estará aberta ao público em geral e aos que precisam de acessibilidade para chegar ao Arpex, o paraíso carioca...

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “Arpoador” do Sem Fim...
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sábado, 10 de dezembro de 2016

Cristo Azul no Studio @delcueto

A terceira arte inspirada na maravilha carioca é o Cristo Azul apresentado abaixo, no Studio @delcueto. A iluminação do Cristo Redentor, símbolo da Cidade Maravilhosa, se alternou em várias tonalidades.

A primeira coleção a chegar foi o Cristo verde e rosadepois veio a Cristo verde a branco...

As coleções interpretam a sensação de ver o Cristo pairando sobre a noite carioca. O projeto se baseia no registro fotográfico de Valéria del Cueto feito no Corcovado, Rio de Janeiro.
O material rendeu fotos e o vídeo do ensaio Cristo Redentor Verde e Rosa, publicado no site carnevalerio.com

Quer mais fotos especiais? Viaje na coleção Sem Fim… de Valéria del Cueto no Getty ImagesExclusivas do banco de imagens , elas também estão a venda!

Se você gostou do  Studio @delcuetocompartilhe nosso link com seus amigos e  aproveite as promoções.  Siga as novidades no nosso Instagram: @delcueto.studio

Aqui, a coleção inicial das artes. Para detalhes dos produtos, passe no Studio @delcueto ou clique no objeto que você preferir abaixo.
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