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quinta-feira, 21 de março de 2019

Mangueira carnaval 2019 desfile de segunda. A escola que vi



Mangueira carnaval 2019 desfile de segunda. A escola que vi

Texto e fotos de Valéria del Cueto
A verde e rosa foi a sexta escola a desfilar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, a Passarela do Samba Darcy Ribeiro, na segunda-feira, 04 de março de 2019.

O enredo do carnavalesco Leandro Vieira, " Histórias pra ninar gente grande", já vinha na boca do povo, embalado pelo samba de Deivid Domênico, Tomaz Miranda, Mama, Marcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino, interpretado por Marquinho Art'Samba.

Falar da “história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar” e ainda citar, entre outros personagens emblemáticos como Luis Gama, Luisa Mahin e Dandara, a vereadora carioca assassinada há um ano, Marielle Franco, era uma ousadia. O que dirá cantar “quem foi de aço nos anos de chumbo”... A Mangueira se apresentou depois do Paraíso do Tuiuti,  vice-campeã de 2018 com um incrível desfile que surpreendeu e cativou o público no ano anterior.

Os registros começam na concentração quando a Viradouro se apresentava. Na armação do lado do Balança em direção a Central do Brasil. O foco principal é a primeira ala, a bateria da Mangueira, que fez 60 anos no dia anterior. Foi fundada no dia 3 de março de 1959 por Raimundo, Sinhozinho, Homero José dos Santos (Seu Tinguinha), Waldyr José Claudino, Zé Crioulinho e entre outros tradicionais mangueirenses.

Depois de descarregar o caminhão chegou a vez de afinar os instrumentos e prepará-los para serem distribuídos aos ritmistas. Trabalho comandado por José Campos e Gago com a participação de outros compenetrados auxiliares.



Os ritmistas começaram a se preparar, vestindo sua indumentária. Rapidamente foi composta a formação dos sacerdotes africanos. O nome da fantasia era “Sapiência Negra”. As cores das vestimentas, brancas com barras geométricas, com detalhes em vermelho e preto, misturado com o zebrado dos instrumentos proporcionou um contraste perfeito para as fotos.

Foi acompanhar a entrada dos ritmistas, comandados por Mestre Wesley e sua diretoria, e a rainha Evelyn Bastos, no Setor 1, a saudação aos torcedores, seguindo até o setor 3, e o posicionamento no primeiro recuo de bateria, o Espaço Jamelão, e já me adiantei.

Precisava me posicionar, ajoelhada ou sentada na linha de fotógrafos na pista, sem atrapalhar a visão das frisas e do segundo módulo de julgadores. Dalí fotografei a abertura do desfile da Estação Primeira para os jurados.

Fiz as apresentações da comissão de frente, criada pelos coreógrafos Rodrigo Negri e Priscila Motta, e do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Olivério e Squel Jorgea, também na terceira cabine, na diagonal, do lado oposto da pista, procurando ângulos diferenciados.

De lá, segui com o casal até o encontro com o governador Wilson Witzel e sua comitiva, em frente ao camarote oficial do Estado do Rio de Janeiro.

Foi nessa área que registrei a passagem do abre-alas, dos setores e tripés e carros alegóricos enquanto a bateria não chegava no segundo recuo. Esperei que eles se posicionassem zanzando entre as alas e os principais segmentos da escola.



Meu objetivo, mais que mostrar as novidades e belezas da Sapucaí, foi tentar registrar as pessoas que colocaram o desfile na rua. Entre foliões e brincantes, procurei a cara da Mangueira. Aquela, que venceu tantos obstáculos esse ano e que estava ali, colocando o "bloco" na rua.

Como reconhece-los? Observação, sorte e a lembrança dos rostos que fotografei nos ensaios de quadra, de rua, de canto e, principalmente, de bateria. No Palácio do Samba, na Rua Nova e na Sapucaí!

Vi passar o segundo casal, Débora de Almeida e Renan Oliveira, o departamento feminino, as alas de compositores, passistas, musas, a velha guarda, baluartes... Perdi Nelson Sargento e Alcione, fora do meu alcance visual.

Não consegui chegar na torre de TV, ângulo perfeito para imagens gerais do desfile. Já sabia que era ela, ou o segundo recuo. Não havia tempo hábil de fazer os dois. Fiquei com os meninos da Mangueira e mergulhei no espaço destinado à bateria.

Com eles, passeando pelas últimas alas e aproveitando as imagens das bandeiras tremulando, segui até o final da pista. Ali fiz a foto dos ritmistas, Mestre Wesley e da rainha de bateria, Evelyn Bastos, na linha de final da pista.



Na dispersão a Apoteose linda, iluminada de verde e rosa! Apesar da iluminação fraca, o que vale é a emoção diante das arquibancadas populares que cantavam o samba e da alegria dos componentes, festejando a performance do grupo de ritmistas.

Mal sabíamos o que estava por vir nos envelopes abertos na quarta-feira de cinzas, bem ali, naquele mesmo espaço mítico.

Agora, o material de imagens do álbum do desfile de segunda, o que deu à Mangueira o campeonato 2019, está completo. São 450 fotografias.

Não acabou, é claro. O processo de preparação desse “carnaval fotográfico” foi longo. Faltam editar as fotos da entrega das fantasias da bateria, da preparação e montagem dos instrumentos (um presente que ganhei de José Campos e sua equipe esse ano) e, finalmente, a passagem dos componentes da Mangueira, no sábado, como a última escola a cruzar a Sapucaí no Desfile das Campeãs, posição ocupada pela vencedora do Grupo Especial.

Mas esse registro,  do sábado das Campeãs, já é uma outra história. Revela um outro tipo de brilho no olhar. O dos 40! Pontuação obtida por vários quesitos da escola do corpo de jurados. Aguarde...

Clique AQUI para acessar o ensaio fotográfico Mangueira campeã do carnaval 2019


Ensaio fotográfico e registros no canal del Cueto, no youtube de (C)2019 Valéria del Cueto, all rights reserved
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@delcueto para CarnevaleRio.com




Agradecimentos a Mestre Wesley, sua diretoria, os ritmistas da Bateria e os componentes da Gres Estação Primeira de Mangueira pelo carinho e o apoio ao trabalho.

O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa. Curta nossa página no Facebook e faça sua inscrição no Canal del Cueto no Youtube, desde 2008 registrando momentos do carnaval carioca.

Quer ver o que tem por lá? Dá play. Agora são… 59 vídeos da verde e rosa. Passeie por essa história...


Aqui tem mais pra você:

“No rumo do Sem Fim” você encontra o conteúdo produzido por Valéria del Cueto e também links para objetos e desejos produzidos no Studio@delcueto!
Sabe o que é #photodesign? Experimenta nas plataformas:
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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Altinho, a pelada de Ipanema - ensaio fotográfico

Altinho, a pelada de Ipanema

Na altura do Coqueirão, praia de Ipanema, Rio de Janeiro, Brasil, início do outono 2018.

Fim de março no Rio de Janeiro. O contra luz do sol caindo e os reflexos de seus raios no mar (com ondas altas de ressaca) dando relevo ao fundo da imagem, desenham os corpos dos jogadores de altinho, o futebol descompromissado que se espalha pela orla carioca.

Da foto 008 saiu a silhueta que compõe a ilustração da Coleção Бразилия em russo é #brasil, do Studio@delcueto #colab55

Clique AQUI ou na foto para ver a coleção no Flickr

Altinho, a pelada de Ipanema//embedr.flickr.com/assets/client-code.js
#valerio2018
#coisadorio
Valéria del Cueto, para @no_rumo do Sem Fim

E aí...
Бразилия em russo é #brasil, do Studio@delcueto

Concepção

 
Deu liga. Foi um dos contornos dos corpos que quebrou a severidade dos caracteres e sinuosamente,indicou o que temos de sobra no nosso futebol. A malemolência tão comum em qualquer pelada de beira de praia.

Na Colab55, o hub brasileiro de nossos produtos, nossa hashtag é #coisadorio. E tem mais, se seu estilo é de poucas linhas e quase nenhuma palavra.

Conheça as coleções Bamboo e Signal disponíveis para vendas internacionais pela plataforma redbubble. Novos produtos e muitas opções exclusivas.

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 No Getty Images

Imagens produzidas estão na coleção Sem Fim… de Valéria del Cueto no Getty Images. Exclusivas do banco de imagens, elas também estão a venda!

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quarta-feira, 6 de junho de 2018

A arte de “realizar”

A arte de “realizar”

Texto e foto de Valéria del Cueto

Se alguém me dissesse que estaria olimpicamente escrevinhando no caderninho numa segunda-feira chuvosa, em plena agência bancária esperando as quinze pessoas que estão na frente para ser atendida em um dos caixas? Diria que, sem dúvida, isso é um delírio. Igual aos da cronista encarcerada, amiga do fiel e absolutamente (como se nós também não estivéssemos) estarrecido, Plact, Pluct, o extraterreste.

Perto daqui, dizem que o mar é um espetáculo com ondas que chegarão aos 2,5 metros para inalcançável deleite dos meus olhos e das lentes das minhas câmeras. No momento me dedico a procurar entender os caminhos que me levaram ao único lugar engarrafado da agência.

Nem o magico aplicativo do banco  pode resolver minha demanda(me recuso a instala-lo, a não ser que a instituição me forneça um aparelho para “trabalhar” para ela. O meu celular não tem espaço, nem me transformarei voluntariamente em operária padrão não remunerada de empresas e corporações).  A ordem de pagamento também não pode ser sacada e depositada nos caixas eletrônicos. A impossibilidade é a mesma com a atuação do gerente personalizado.

A posição na “tabela” tinha que ser galgada paulatinamente. Então não tem solução, além de multiplicar por quinze a (im)paciência e usar a imensa imaginação que Deus me deu para transformar as paredes forradas de madeira fake (cor de burro tomando fôlego para quase fugir) e o mobiliário de linhas sóbrias e modernas, no espaço aberto recheado de sensações e informações imagéticas da Ponta do Arpoador.

A concentração necessária para o pulo do gato imaginário é quebrada para registrar que destoam do ambiente do banco VIP os banners pendurados em pedestais de alumínio com propagandas de produtos oferecidos à clientela que aguarda atendimento.

Não é fácil! Para começar, falta o estímulo auditivo. O que se ouve por aqui é uma sequência de nomes sendo chamados e encaminhados de acordo com as respectivas necessidades. “Dona Fulana sala 4”. Fico com a sensação de que aquela cantada de pedra não combina com o ambiente e e volto pro caderninho. Minutos depois... “Senhor Beltrano, sala 2”! Vejo o correntista se encaminhar para o lado de dentro do estabelecimento e tento recomeçar. “Sicrano, vá ao caixa”. Aí já estava realmente desligada da viagem que pretendia fazer lá para fora e prestando atenção no entorno.

Me perguntava onde já se viu anunciar em voz alta na recepção de uma agência quem ia ao caixa. Estranho, não? Até o caro Watson acharia elementar a dedução de que parte de quem é chamado para o caixa pode sair com dinheiro do banco. No Rio de Janeiro, cidade perigosa. Alardeia, moçada, alardeia...

Funcionárias na recepção recolhem os dados, analisam a demanda e cantam o chamado tão aguardado, um segurança (claro), e mais o atendimento para encaminhar o paciente, quer dizer, o cliente, compõe o “time”.  Com o banco já fechado, passava das 16h, a pedras começaram a serem cantadas mais rápido. O expediente, a segunda-feira, a chuva que armava.

Também há uma campainha para quebrar a concentração e anular completamente qualquer possibilidade de um exercício de troca de cenário imaginário, assim como uma miragem. É ele, o sinal sonoro, acionado cada vez que um cliente entra ou sai. E são tantas.

Além da praia estava ficando para trás o primeiro dia de ginástica da semana. Exercício, só da paciência. E como cansa. Saio na chuva, disposta a não desistir. Entro na academia na ânsia de tomar as rédeas da minha vida!

Nem que fosse correndo na esteira ouvindo pelos fones do celular o barulho do mar na seleção praiana que em construção no meu canal do youtube. Pelo menos, o som e a imagem da praia do Arpoador estão garantidos, ainda que em vídeo dando o ritmo do treino.

Em tempo: no banco é proibido o uso de celular. O que foi bom. Senão não tinha crônica para você, nem ginástica para desopilar a quase Poliana escrevinhadora.


*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM FIM... delcueto.wordpress.com


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terça-feira, 30 de maio de 2017

sábado, 24 de dezembro de 2016

Tem trem cuiabano na memória verde e rosa...

Tem trem cuiabano na memória verde e rosa...

Texto e foto de Valéria del Cueto
Meus caminhos levam ao samba. E ele passa pela Estação Primeira de Mangueira. A escola verde e rosa completa seus 90 anos em 2018 e já se agita animada para a comemoração.

Um passo importante na preparação dos festejos é a reabertura, após 10 anos, do Centro de Memória Verde e Rosa. Ele fica no terceiro andar do Palácio do Samba, a quadra da escola, junto ao Auditório Dona Zica, a sala de cinema Carlos Cachaça e Biblioteca Dona Neuma.

Aberto em 1999, na gestão do presidente  Elmo José dos Santos, tem um acervo composto por objetos queridos dos mangueirenses que narram a história da escola e da comunidade. Lá estão expostos fotos, fantasias, instrumentos musicais, incluindo o saxofone de Mestre Pixinguinha e o surdo do primeiro desfile da escola,  revistas e jornais, como a primeira edição de “ A voz do Morro, publicação criada numa favela, em 1935, e outras preciosidades.

Imaginem a emoção e alegria dos convidados do Vice-Presidente Cultural, Paulo Ramos, um dos responsáveis pela revitalização do  espaço de referência para pesquisa, educação, documentação e comunicação, considerado um “território de cultura encravado no pé do Morro da Mangueira”.

Uma parte do Centro foi atualizado, incluindo a conquista do último campeonato, o de 2016, com o enredo homenageando Maria Bethânia, “A menina dos olhos de Oyá”.

Também foi renovado o painel que fica diante da porta de acesso do Centro de Memória Verde e Rosa. E ele é a causa desta crônica natalina.

Outro dia, os jornais de Mato Grosso publicavam que o VLT poderá ser construído em duas etapas e que a primeira irá do aeroporto, em Várzea Grande, ao Porto. Conclusão: por mais um capricho do destino, Várzea Grande terá um VLT antes de Cuiabá. Ô trilho difícil!

Pensa no trem. Sonho de Vicente Vuolo. Aquele que quase chegou á Cuiabá. A locomotiva que acabou “puxando” a exuberância da capital de Manto Grosso pela Sapucaí para o mundo, no desfile dessa mesma Mangueira, de 2013.

É incrível que a cidade não guarde nem preserve essa memória. E que, quando vem à cabeça a reação local ao desfile verde e rosa daquele ano, a primeira lembrança seja sempre a questão do jequitibá, símbolo da escola citado no samba e tão criticado por estar lá, já que não há jequitibá em Cuiabá. A polêmica rendeu um trem!

Esse do enredo que levou a obra do fabuloso artista plástico João Sebastião para o último carro da escola, o da Copa do Mundo. O da alegoria que, quando viu que estava chegando o final do desfile, resolveu atender sua natureza de borboletear, dificultando sua passagem pela torre de televisão na Marquês de Sapucaí. Ali, pontos essenciais foram perdidos. Mangueira e Cuiabá ficaram fora do desfile das Campeãs...

Mas a linda e arrebatadora apresentação recebeu o maior reconhecimento que poderia alcançar, diante da quebra do carro. Ganhou do júri do Jornal o Globo, o cobiçado prêmio Estandarte de Ouro de Melhor Escola do Carnaval 2013.

Para alguns cuiabanos pode ser que essa história tenha acabado e, inclusive, servido a vis propósitos políticos de quem não respeita nem avalia o que representa estar ali, na vitrine do Sambódromo Carioca, diante de centenas de milhões de espectadores. Uma pena para Cuiabá... 

Mas não para a Mangueira, que sabe reverenciar sua história e, ao reabrir seu Centro de Memória escolheu, para encantar quem adentra suas portas como visitante, uma imagem do Abre Alas do desfile “Cuiabá, um Paraíso no Centro da América”.  

Gratidão por seu passado e respeito por sua história. Vamos aprender com quem pratica. Esses são meus desejos para a cidade que amo e, um ano depois dos 90 da Mangueira, em 2019, comemorará seus 300 anos. Vamos preparar a festa!   

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “É carnaval” do Sem Fim...

Clique AQUI para saber como foi a reabertura do Centro de Memória Verde e Rosa e qual é a imagem do desfile "Cuiabá, o paraíso no Centro da América" que está no painel de entrada 
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sábado, 4 de agosto de 2012

Esse babado é bico




Sabe céu assim quase que só pra mim?
Foi só uma passadinha.
É céu de sianinha...

*fotos, montagem e vagabinha de Valéria del Cueto, para o Sem Fim...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Leme




Na dele.
Sem interferência,
toda a paciência
para olhar o meu lugar.
Dar o tom,
ouvir o som,
sentir o sol,
lamber o sal.
E só.
2012

* fotos e vagabinha de Valéria del Cueto, para o Sem Fim...