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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Réveillon 2019 na Mangueira



A festa que reuniu a comunidade verde e rosa no Palácio do Samba, a quadra da Mangueira, foi no sábado, 29 de dezembro de 2019.

Depois do cancelamento dos ensaios de sábado no mês de dezembro, todos estavam ansiosos pela reunião dos mangueirenses para comemorar o ano novo.

Na programação tudo que o público tinha direito: a formação da roda com os segmentos da escola de samba, apresentação da ala de passistas, dos casais de mestre sala e porta bandeira, da Bateria da Mangueira e, como convidado especial, o Coral do Colégio São Vicente de Paulo.

Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum fotográfico Réveillon 2019 na Mangueira


Mas não termina aí. Agora, os vídeos. Eles foram produzidos em diferentes momentos da noite, sempre privilegiando o registro da Bateria da Mangueira e seus ritmistas.

Primeiro, a afinação dos instrumentos e o esquenta dos ritmistas, sob o comando de Mestre Marrom, depois, a apresentação da Bateria, com Mestre Wesley e a Rainha Evelyn Bastos no palanque principal da primeira ala e, por último, o registro do ponto de vista do palco, do samba enredo 2019 da Mangueira, com Taranta Neto dirigindo os componentes.

Aumenta o volume e som nas caixas!

Ensaio fotográfico e vídeo de (C)2018 Valéria del Cueto, all rights reserved @no_rumo do Sem Fim… delcueto.wordpress.com
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Agradecimentos a Mestre Wesley, sua diretoria, os ritmistas da Bateria e os componentes da Gres Estação Primeira de Mangueira pelo carinho e o apoio ao trabalho.

O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Na batida da Bateria da Mangueira



Na batida da Bateria da Mangueira é o video do encerramento do ensaio para o carnaval 2019 de quinta-feira, 13 de dezembro de 2018, no Palácio do Samba.

Depois da participação da comunidade a bateria faz seu "solo" de fim de ensaio. Os componentes já se retiram da quadra do Palácio do Samba e Mestre Wesley aproveita para "afinar" os naipes que compõem o corpo da Primeira Ala.

Me dedico a registrar o gestual dos diretores em seus setores e tentar acompanhar as bossas que vão sendo testadas. Este é o vídeos sem cortes, para não inteferir no áudio registrado.


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Ainda pretendo fazer mais um registro da Bateria em 2018. Será no Reveillon da Verde e Rosa, dia 29 de dezembro.  Essa postagem é um incentivo a quem gosta de samba e se identifica com a Mangueira. Vai lá...

Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum fotográfico Mangueira carnaval 2019 - ensaio de canto e bateria

Mangueira carnaval 2019 - ensaio de canto e bateria

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domingo, 23 de dezembro de 2018

Mangueira carnaval 2019 último ensaio de 2018

O último ensaio de comunidade em 2018 foi na quinta-feira, 21 de dezembro de 2018, no Palácio do Samba, a quadra da  Mangueira.

Os integrantes da Comissão de Frente liderados pelos coreórgafos foram recebidos pelas alas. Já formadas para o ensaio, assistiram a uma apresentação coreográfica. A comunidade da escola se prepara para carnaval 2019. É dia de ensaio de canto ao som da Bateria da Mangueira.

O próximo evento será o reveillon, dia 29 de dezembro, no Palácio do Samba.

O vídeo é no Palanque da Bateria, com a presença da Rainha Evelyn Bascos, junto com Mestre Wesley. Quem visitou o palanque dos ritmistas foi o Mestre da Grande Rio, Fafá.

O samba enredo de 2019, " História para ninar gente grande", se baseia no trabalho do carnavalesco Leandro Vieira.

Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum fotográfico Mangueira carnaval 2019 - último ensaio 2018


https://www.flickr.com/photos/delcueto/albums/72157676934549938

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sábado, 22 de dezembro de 2018

Quase no escuro

Quase no escuro

Texto e foto de Valéria del Cueto

Cronista amiga. Perdi a lua. Segui a rua que não tem mais fim. É assim que a banda toca. Desafinada e crua. Mais nua que a fresta da janela gradeada da sua cela. A que te observa, sem luz ou energia.

Sinto muito pela ausência, mas não pela falta de notícias que, acredito, tenha te feito perder o sono à minha espera transitória. Como os raios da lua cheia que te alcançam mais que eu nas minhas visitas.

"Caipira do amor, bebeu, transou..." cantarola o vendedor nessa tarde de sexta-feira em que retomo nosso contato. Precisei de sol e de uma ponta, no caso a do Arpoador, me enchendo de coragem (é, porque vontade não me falta) para sair da inércia do nosso monólogo existencial.

Não se preocupe. Não espero respostas às minhas desencontradas e irregulares cartas. Isso nunca me passou pela cabeça.

Considero seu silêncio, querida cronista, voluntariamente isolada do outro lado do túnel, uma benção e sinal convincente da sua não reconhecida lucidez. O que dizer e como reagir a essa descida de ladeira interminável?

Guarde suas forças ocultas para a hora de reconstruir os pilares da humanidade. Andam tão abalados, amiga, que é melhor permanecer na redoma, inerte e indiferente. Nesse movimento nada mais há para ser feito além de esperar outros dias. Que não sejam melhores, mas permitam que a chama da esperança progrida, se fortaleça e aqueça os corações.

Eles andam combalidos, cansados e, o que é sintomático, frios. Imunes a tudo. A dor que atormenta e ao amor que pode aquece-los. Precisamos do básico. Oxigênio. Para começarmos a respirar.

Mais uma vez há uma data no calendário em que parte da população acredita que tudo irá mudar. Doce ilusão que se diluirá ao nascer a primeira lua de janeiro.

Diz a lenda que não haverá perdão para os ímpios e pecadores... São justamente esses os arautos desse "novo" tempo. Que venha e... veremos.

Pela conjunção do verbo já podes ter uma ideia das minhas expectativas em relação a partir desse para melhores mundos. Não posso, por não conseguir com minha nave intergaláctica ultrapassar a camada furada de ozônio planetária, e não devo.

É no "dever" que te enquadro, apesar de reconhecer a falha temporal, no fluxo de informações. Como poderás viver sem a espera? Essa, que pode demorar, mas sempre te alcança? E quando não o faz é em nome e benefício da tua própria sanidade.

A mesma que eu (e meus hábitos e costumes praticamente humanos) recorro ao jurar de pés juntos que, com minha ausência não perdestes nada! O mundo que conhecestes é que perdeu. Um quase tudo de poesia, solidariedade e ética.

Agora, esses são padrões de um passado utópico e cheio de erros e defeitos.

A nova ordem é patriótica (da boca pra fora), careta, mal-humorada e, cruz credo, moralista. O "viva e deixe viver", conceito démodé. O diálogo foi substituído pela munição amplamente liberada. Nada de amor. Tudo na bala, na força, na vala.

Está bruto. E quem espera dias melhores tem que providenciar a cadeira. É melhor esperar sentado e, se puder, na sombra. Aos pés da goiabeira em que Jesus Cristo subiu, com o risco de cair e quebrar o pescoço antes de chegar na cruz.

Cronista, sinceramente, estou escrevendo assim, à toa, vendo esse estupendo pôr do sol. Enquanto isso, os computadores de ponta da minha nave-lar tentam decifrar essa mensagem evangelizadora surpreendente da futura ministra dos Direitos Humanos.

Alguma sugestão para compreender esse tipo de "visão"? Estamos quase no escuro! Acho que no seu pior sentido bíblico...

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com
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sábado, 15 de dezembro de 2018

Mangueira 2019 ensaio de canto e bateria


Quinta-feira, 13 de dezembro de 2018, na Mangueira. A escola se prepara para carnaval 2019. É dia de ensaio de canto e bateria. Os componentes se reúnem e, divididos em alas, formadas na quadra da Rua Visconde de Niterói, ao som da Bateria da Mangueira, fazem suas participações na preparação da comunidade para o desfile carnavalesco.

O cancelamento dos tradicionais ensaios de sábado no Palácio do Samba e outras medidas visando o readequamento econômico na grave crise que o carnaval carioca atravessa não diminuiu o ânimo e a disposição dos verdadeiros motores da verde e rosa: o povo do samba mangueirense.

A diretoria da Estação Primeira fez alguns comunicados relativos aos ajustes que estão sendo feitos
para enquadrar a gestão da escola a nova realidade.

Mestre Wesley fez um relato emocionado sobre a Assembléia da Bateria que aconteceu na última terça-feira.


Logo após foi a vez do ensaio de canto da comunidade. O primeiro vídeo é sem a bateria...


Já o segundo foi feito no Palanque dos ritmistas e privilegia o desenho melódico do samba enredo de 2019, " História para ninar gente grande", do carnavalesco Leandro Vieira.


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Mangueira carnaval 2019 - ensaio de canto e bateria

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Antenados Coleção do Studio@delcueto #colab55

Para onde vai o olhar? Ultimamente para o alto. Ando com mania de passarinho. A permanência nos pagos ajudou a burilar essa tendência. Ela e uma lente nova, 55/200mm, dificílima de domar.

O mais simples desperta a primeira paixão uruguaianense. Sem botar o nariz para fora da varanda da casa da família. E, de novo, o imaginário ainda bucólico da cidade se projeta.

A coleção Antenados inaugura a temporada  alto verão 2019. Hora de começar a se preparar.

Origem

Sentada na varanda por cima do muro onde cicula Frajola, o gato da Lu, a antena antiga se projeta em direção ao céu de fim de tarde em Uruguaiana, fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

É ponto de parada de pássaros que procuram os arvoredos no meio das grandes quadras compostas pelo casario antigo na área central de Uruguaiana. Especialmente quase no lusco-fusco, aquele espaço de tempo que desafia o conceito mais superficial de palheta de cor.

Concepção



Não precisei de muito esforço para mimetizar a imagem dos pássaros usando a antena como um confortável poleiro. Veio pronta. Já desconstruída e simplificada. Depois, foi brincar...

Deu no que deu e assim começou a coleção Antenados.
Clean.



A brincadeira evoluiu e a cor surgiu nas canecas, agendas e nos azulejos. Primeiro na cor do lusco fusco, mas ela ficou "triste" para o verão e foi substituída por um céu piscina!


Para sublinhar o tempero a padronagem deu um toque nas peças que pediam uma "liga" especial.

 

As úlitimas criações todos os elementos se misturam e procuram um espaço de equilíbrio dentro dos objetos criados.


Veja como ficaram as camisetas e as blusas full print da coleção Antenados



Na Colab55, o hub brasileiro de nossos produtos, nossa hashtag é #coisadorio. 

No hub internacional do Studio@delcueto apresenta coleções como  Black Rainbow e  Bamboo estão na plataforma do redbubble. Novos produtos e muitas opções exclusivas.

 No Getty Images

Imagens produzidas estão na coleção Sem Fim… de Valéria del Cueto no banco de imagens Getty Images.

Conheça também o hub na #colab55 do  Studio@delcueto

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Legado Olímpico


Legado olímpico

Texto e foto de Valéria del Cueto

Quem me conhece sabe que sou fã de canetas. Além de viciada, sou fiel as mais práticas e carrego para  todo lado, prontas a desliza-las criando histórias nos queridos caderninhos, a quem também cultuo até suas últimas páginas em branco.

É um sofrimento a troca de qualquer um dos dois itens que, como a corda e a caçamba, frequentam a mochila de sempre. Das maravilhosas canetas tinteiro (que coloriam fundos de bolsas e bolsos), às rollers points e tipo pilot com cores diferentes que usava para descobrir quem era viciado em afanar os objetos do meu desejo nos tempos em que frequentava o aquário de jornalistas da imprensa especializada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá.

Alguém escrevendo em azul turquesa? Devolve! Com direito a mico. Deles e, claro, um dia, meu. Tinha uma carga da mesma cor da minha humilde pilot, trazida numa viagem por minha mãe. Vinho pálido, discreta e, portanto, facilmente reconhecida. Cheguei no parlamentar que assinara a indicação com a cor e perguntei pela minha canetinha. Ele sacou sua linda Mont Blanc. Tive que retirar a gravíssima acusação. Sorte que é, até hoje, um amigo querido. Duro foi aguentar a zoação...

Mas o assunto dessa crônica não é um antigo amor. Trata-se do perrengue atual. Ele vem das Olimpíadas do Rio, em 2016. O legado que não deixa de me surpreender. Nos kits distribuídos no Centro de Mídia e na Casa Brasil, entre outros itens como bolsinha, mochila, caderneta, o utilíssimo cubo multiconector (que democratizou o uso das tomadas nacionais, aquelas implantadas na última década, para esportistas e visitante do mundo), havia... uma caneta!

Depois de finalizar a carga de uma bic dourada francesa decidi botar na roda o exemplar olímpico, já considerado vintage nessa altura do campeonato. Mal sabia o que estava arrumando. Há uma certa semelhança com o evento que representa. Para começar, só escreve quando quer. Para dar a largada quando empaca é uma loucura. Não aceita qualquer papel! Ela, a tinta, está lá, mas demora a aparecer. Precisa de aquecimento, quando resolve funcionar. Pode ser que sim, pode ser que não.

Passei a ter uma caneta reserva. Basta começar a procura-la na bolsa que a exemplar olímpica se manifesta. Mas não é em qualquer folha do caderninho que dá o ar da graça. Pensei que o problema fosse da textura do papel que, diga-se de passagem, trabalha perfeitamente sob a pressão de outras coirmãs.

Quando começa a falhar, o truque é procurar o espaço que lhe agrada e, depois que pegar no tranco, voltar para onde havia parado, acredita? Cheia de logos, com a antiga marca “Brasil”, do Governo Federal, Rio Olímpico e Paraolímpico, ela bem é bonitinha, com seus três anéis cromados no seu corpo prateado. Conhecedora de suas manhas, já éramos íntimas e, tinha certeza, seria minha companheira até que o fim de sua carga nos separasse. Ledo engano...

Foi aí que o clique-clique que fazia a ponteira da esferográfica entrar e sair engastalhou. Resolvi desmontá-la, já que não pretendia desistir da parceira tinhosa tão facilmente. Sabe com quantas partes se faz uma caneta brinde olímpica? É incrível, catorze! Carga e mola. Prendedor preto, ponteira superior, três argolas e ponta cromada. Dois cilindros pequenos, um médio e outro mais comprido. Acabou? Não. Na parte superior mais dois suportes para fazer o clique-clique. Desmontei e montei várias vezes tentando acertar o encaixe e fazê-la reviver e nada. Teimosa, passei a tirar a parte de cima e usar o pegador para fixar o entra-e-sai da carga.

Claro que ela continua só escrevendo quando quer, o que anda raro. E claro que voltou a funcionar normalmente quando, para contar as peças e descrever seus elementos funcionais, desatarraxei suas partes separando seus membros.

Absolutamente olímpico, meu legado dos jogos. Não serve pra nada de útil quando preciso dele, mas segue me desafiando e lembrando o (alto) custo que continuamos pagando por nossa bonitinha mas, certamente, ordinária aventura. 

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Arpoador”do SEM FIM... delcueto.wordpress.com

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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Que seja breve e nos leve...


Que seja breve e nos leve...

Texto e foto de Valéria del Cueto

Existem lugares por onde passo que preciso (d)escrever logo para não deixar escapar as sensações que provocam. Outros que sei, mesmo que demore a trazê-los para o papel, o farei de forma absolutamente fiel, já que a passagem por eles é inesquecível. O interessante é que esses últimos, costumam surgir quando a gente menos espera. A região da Colonia Nueva Independencia, no município de Zanja-Pyta, departamento de Amambay, fronteira do Paraguay com o Brasil, é um deles.

O ponto de partida dessa aventura de descobrimento de novas paragens foi Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Os companheiros de estrada a Kiki, amiga de infância que reencontrei nessa viagem, e Gilson, nosso guia e personagem de destaque dessa crônica. “Partimos pela MS 165, a estrada margeia a fronteira”, explicou Gilson. Criado palmilhando aquelas bandas nas antigas comitivas de gado, ele apontava os postes de energia  que seguiam paralelos, indicado a ruta sem asfalto do país vizinho. A paisagem, um tédio só, na região de Aral Moreira, é soja e só soja. Estávamos no alto de um planalto e a cultura sustenta o município, distrito de Ponta Porã até 1976.

Por mais que olhasse o entorno, confesso, não via grandes expectativas em relação as possibilidades de alcançarmos em pouco tempo as paisagens que ele mencionou quando lhe disse que procurava lugares especiais e desconhecidos da fronteira, na conversa numa tarde gelada na Jacarecanga, o lugar mágico em que Kiki mora, uma chácara próxima a Ponta Porã.

Em um pouco mais de uma hora chegamos a Aral Moreira e, dobrando numa rótula, mudamos de rumo em direção ao país vizinho. O posto aduaneiro paraguaio parecia cenário de um filme de Roberto Rodriguez, tipo “Desperado”, com Antonio Banderas. A construção era ladeada por uma cancela de madeira. Sentado na frente da guarita um policial acenou respondendo ao nosso cumprimento liberando a passagem sob o olhar sonolento do vira-latas deitado a seus pés. Certamente, por ali, todo mundo se conhecia.

Uma centena de metros percorridos serviu para comprovar que a promessa de Gilson de nos apresentar a um paraíso seria paga e com sobras. A estrada de terra seguia pelo topo de uma cordilheira de onde se descortinavam paisagens belíssimas. Quando pedi uma parada para fotografar ele avisou que era apenas o começo da festa e ficaria ainda mais sensacional quando avistássemos o Cerro 21. Sábias palavras! Insuficientes para descrever o que nos esperava na descida em direção as terras de Seo Orlando, seu pai.

No caminho que serpenteava a cordilheira mais fotos, inclusive da capelinha que sua avó, uma das primeiras moradoras das antigas terras devolutas paraguaias, mandou construir em pagamento a uma promessa feita para São Silvestre. Já no pé da capelinha, projetada no meio do contraforte, o próximo desafio foi mais complicado, porém altamente compensador. Gilson perguntou como andava nossa “forma física” e, dando um “changüí”, carregou a mochila do equipamento fotográfico na subida por uma suposta trilha na encosta em direção a pequena construção de pedras.

Valeu a pena, apesar de algumas paradas para recuperar o fôlego abraçando as árvores centenárias para disfarçar o cansaço em meio ao “não” caminho. Que vista, que paz! Do platô onde a capela foi construída se descortinam 300 graus de grandiosa beleza natural comparável, talvez, ao visual do Morro do Paxixi, na Serra de Maracaju, em Mato Grosso do Sul.

De lá descemos para a fazenda onde Seo Orlando e Bernadete, sua mulher, nos esperavam com um tereré e um chimarrão caprichados. Cada um preferia um tipo de preparo para a mesma erva-mate, típica da região.

E, se o visual do fim de tarde entre os potreiros e os recortes dos desenhos que se formavam nos paredões não fossem suficientes, a prosa de Seo Orlando fechou com chave de ouro esse dia inesquecível. Ele havia sido garimpeiro e, em busca de riqueza, palmilhado o Centro Oeste esquadrinhando Mato Grosso com as levas de garimpeiros nas corridas do ouro entre as décadas de 1970 e 1990. Entramos proseando noite adentro enquanto Gilson preparava um carreteiro daqueles que a gente come de joelhos.

A conversa ia longe! Nossa “viagem” nas lembranças nos fez recordar os caminhos do ouro, tanto pela região oeste de Mato Grosso, quanto subindo a BR 163 em direção ao garimpo Castelo dos Sonhos, no Pará. Suas aventuras aconteceram no período em que vagueei pelo  estado como repórter acompanhando algumas histórias da formação e desenvolvimento estadual. Uma daquelas coincidências que atiçam a prosa e fazem brotar recordações de muitas vidas e caminhos.

Nos despedimos com a certeza de um reencontro na próxima vez que voltar à fronteira onde passei minha infância. Ainda há muitos capítulos dessas verdadeiras sagas e experiências a serem lembradas e registradas! Que seja em breve...

* Changüí – Vantagem que se concede a uma pessoa ou a um grupo, especialmente no jogo ou no esporte.

** Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fronteira Oeste do Sul” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com
 
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O vai da valsa na Flotropi

O vai da valsa na Flotropi

Texto e foto de Valéria del Cueto

A floresta que nos resta está um reboliço! Nada que o tempo não resolva. Depois de uma anta e de um morcegão, vem aí mais uma mudança na chefia do reino. Mas e a catreva? Continua a mesma.

Tudo com a torcida batendo palminhas e fazendo um estardalhaço, como se a troca significasse a redenção e solução de todas as mazelas e o fim da influência dos maus espíritos. Não os de porco e javali que esses continuam ali, juntinho com os chacais e as hienas, garantindo o entorno e mantendo a distância a patuleia.

Ora, senão vejamos: o papagaio de pirata aparece em todas as fotos e registros jurando que o filho é dele. Agora lhe cabe o papel de pregador mor tocando clarim e orando para que o Deus do ódio e do preconceito proteja uns e castigue os que, por um ou vários motivos, discordem do tom da zoeira que ensurdece a bicharada e impede o diálogo. A sintonia da Flotropi agora, querem eles, que tenha uma nota só!

O escolhido pela maior parte da bicharada que não é a maioria (parte da fauna se absteve de dar seu pitaco na escolha), impõe suas ideias através das redes de comunicação florestal. É uma barulheira infernal que acaba deixando todo mundo animal endoidecido com seus conceitos pré-estabelecidos e obtusos, já que ele não voa, não nada e não é lá essas coisas quando o assunto é uma boa corrida.

Pelo sim e pelo não, passou o período de campanha recolhido depois de ter sofrido um providencial e oportuno chega pra lá. Quase um sossega leão. Mostrando sua valentia se encolheu e, contrariando as regras do jogo, se limitou a brincar de telefone sem fio teleguiado por conselheiros ocultos que, como pingo no espelho d´água, expandiam e ampliavam mensagens de preconceito, ódio e... medo.

A floresta regride e se auto agride enquanto segue a bateção de cabeça institucionalizada. O que um conselheiro diz o futuro rei não assina e desdiz. Os candidatos a “assistontos” são justamente aqueles que em reinados passados rapinaram as matas e estão mais decorados do que pau de galinheiro.

A dura realidade é que o rei realmente está acreditando na roupa que seus costureiros venderam à bicharada para que ele fosse escolhido o maioral do pedaço. Pensa que é mito, o mico. Se julga ungido pelo Deus da floresta e bota fé na sua missão redentora. Nem que, para isso, tenha que mandar pro paredão ou pro xilindró da selva espécies inteiras.

Mas alto lá!!! Isso só depois da sua coroação oficial ano que vem. Até a posse se dedica a aparar seu topete na lua minguante (duas vezes em dois dias), excluir representantes de suas reuniões para passar seus informes e, na falta de mobiliário adequado, apoiar seu sistema de comunicação nos adereços marítimos da prole esportiva.

Também capricha na escolha dos asseclas. Na vice, um exemplar da mesma espécie, só que mais categorizado. Esse, diga-se de passagem, já avisou que vai colar no titular e pretende ser positivo, operante e, claro, não largar o cipó.

Para garantir a crença que não crê e a moral que nunca praticou convidou o representante mor da limpeza florestal. O mesmo que enquadrou os que praticavam mal feitos no reinado que caiu, mas não puniu nin-guém do mandato do regente. Aquele conhecido morcegão em vias de ser deslocado da clareira real e que, claro, por uma questão midiática seria o próximo defenestrado.  Caso não arvorasse para si a missão de adiantar o trabalho sujo do reinado em troca de um confortável esquecimento nos dias so(m)brios que virão. Como isso será possível? Simples. A intenção é continuar batendo no cachorro morto que, todos sabem, é o alvo principal do imaginário da bicharada.

Como a Flotropi sobreviverá a um tamanho sacode? Só o tempo dirá. Já que, entre outras preciosidades, em nome do enxugamento das mamatas o rei, agarrado no cipó, pende para um lado e para o outro na intenção de misturar o correntão com a defesa da flora e fauna do matagal.

No vai pra lá, volta pra cá, já tem bicho arrependido da escolha. Afinal, macaquice tem limite, apesar da claque continuar levando fé e acompanhando com entusiasmo as promessas do milagre florestal...

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas fabulosas” do SEM FIM...  http://delcueto.wordpress.com
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Lá e cá


Lá e cá

Texto e foto de Valéria del Cueto
Depois de um texto burilado e trabalhado em referências, como o da última crônica “Na luta é que a gente se encontra”, a vontade é de só falar de banalidades para quebrar a linha de raciocínio. E, claro, por saber que é muito difícil ir mais longe na excelência do produto.

Só que ainda me lembro do compromisso que talvez você, leitor, não se recorde: continuar viajando pela fronteira de Mato Grosso do Sul e, quando dá, cruzar para o lado de lá, o Paraguay... Então convido você a seguir pela Ruta 5, em direção a Bella Vista, na província de Amambay, ao norte do país vizinho.

Saindo de Cerro Cora seguimos para a Hacienda Ñe´a. Uma pena que com a pressa (queríamos chegar com a luz da tarde), não deu para ir fazendo paradas para fotografar o relevo que desenha o perfil das paisagens que passaram voando pelas janelas. Um tereré circulava entre as passageiras da aventura: Adriana, Rosanie, Dora e Natália, todas da família Nuñez.

A sede da hacienda é protegida por uma cadeia de montes. Adriana até sugeriu um passeio a cavalo para explorarmos a região, mas declinei. Estava satisfeita com as construções que avistei em volta da linda casa principal. Fora isso, é claro, tive o bom senso de evitar as dores que, certamente, sentiria nos dias seguintes. Não monto há anos!

Quer saber? Para esgotar as possibilidades fotográficas da Ñe´a preciso de muito mais tempo do que a tarde que por lá passamos. Pelo que vi imagino as nuances da luz em diferentes períodos do dia, como o amanhecer e o anoitecer, e as variadas cores da vegetação do entorno conforme mudam as estações do ano. É material para muitas idas e passeios. O visual ainda estava marcado pela estiagem comum nesse período. Isso dava à morraria, especialmente no cair da tarde, tons dourados que contrastavam com a vegetação que renascia.

Ao lado da casa principal uma pequena represa compõe a visão bucólica e serve para banhos refrescantes nas épocas mais quentes do ano. O que chamou a atenção foi a “passarela” de tábuas de madeira usada para as lavadeiras baterem as roupas no curso d´água. Cena típica de tempos e práticas de antigamente.

Depois de mais uma rodada de tereré na varanda da casa principal era hora de um giro pelos galpões, oficinas e a área das moradias dos peões. Trabalhando com o contraste das sombras que se alongavam com o cair da luz fui fotografando a vizinhança.

A câmera atraiu a atenção das crianças que brincavam entre os varais de roupas que secavam ao vento. Uma se aproximou cheia de curiosidade perguntando o que eu fazia. Expliquei que fotografava a hacienda. Outras  foram chegando e pediram para que as fotografasse, o que, é claro, aceitei prontamente. Agora, era um grupinho que fazia pose e me intimava para ver no visor o resultado. Um dos meninos foi buscar uma bola. E dá-lhe clique! Outro, dava ideia de subirem na cerca da mangueira. Aí, a “direção” da brincadeira já não era da fotógrafa...

Nem prestei atenção ao sol que caía rapidamente e produzia uma luz quase frontal perfeita para os registros. Fui andando a procura do ponto ideal para pegar o pôr-do-sol, mas não resisti ao chamando da criançada que dava a dica de outro cenário. Dessa vez na varanda do galpão do estábulo, com arreios e tralhas ao fundo. Arrumei os assistentes perfeitos. Melhor “frente de locação” impossível... Foram eles que me contaram onde as imagens ficariam melhores.  Me despedi dos “eres” explicando que achava que voltaria logo trazendo as fotos impressas.

É o que, creio, acontecerá em breve. É nessa região que pedirei asilo depois dos resultados do segundo turno das eleições. Será a rota de fuga mais adequada para me dirigir nos próximos meses. Vai ser difícil aturar o juiz que, provavelmente, fará dobradinha com o bispo no Rio de Janeiro e a dupla de milicos em posições invertidas que avança sobre a democracia brasileira.

Mas espere, caro leitor, não é agora! Antes cairei no samba num verão carioca inesquecível que terá seu ponto alto no desfile da Sapucaí. Será um carnaval temperado por enredos como “Xangô”, do Salgueiro, e “História pra ninar gente grande”, da verde e rosa. Esse contará ao Brasil e ao mundo quem são os verdadeiros heróis populares do país que não está no retrato ritmado pelo surdo de primeira que marcará os 60 anos da Bateria da Mangueira! E eu? Estarei lá...

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Das séries “Fronteira Oeste do Sul” e “É Carnaval”, do SEM FIM... delcueto.wordpress.com
 

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Na luta é que a gente se encontra

Na luta é que a gente se encontra

Texto e foto de Valéria del Cueto para o Alexandre...

Dias antes do incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, estive num lugar que, por analogia, me fez sentir ainda mais o desastre imensurável para a história, a cultura e a ciência brasileira.

Cerro Corá fica perto Pedro Juan Caballero, a 41 km de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, fronteira com o Brasil. Ali, as tropas brasileiras da Guerra do Paraguay, conduzidas pelo General Câmara sob o comando do Conde D´Eu, (marido da Princesa Isabel, A Redentora, que libertou os negros da escravidão, segundo a história oficial brasileira), encontraram o que restava do exército em fuga do  Mariscal Solano Lopéz.

No riacho Aquidaban Nigui o cabo Chico Diabo golpeou “El Supremo” e entrou para a história. A nossa, que não nos conta que Elisa Lynch, a poderosa amante do presidente, enterrou com a ajuda de sua filha, usando uma lança, não apenas os restos mortais do Mariscal, mas de seu filho de 16 anos, o Coronel Juán Francisco López. “Panchito” também se recusou a se entregar aos inimigos.

Estudo essa história desde a adolescência quando meu pai serviu em Bela Vista e virei rata da biblioteca do médico paraguaio, o Dr. Caito. Lá comprovei, lendo em espanhol os relatos que contam o outro lado dessa incrível saga sul americana, que a verdade pode até querer ser uma só, mas tem sempre várias versões.

Minha memória se colore com a panapanã que encantou a primeira vez que visitei Cerro Corá, ainda criança. O local em que os combatentes caíram estava “tapado” por uma nuvem de borboletas amarelas, como as que reencontrei na Macondo, de Gabriel Garcia Marques.

Agora, ali é o Parque Nacional Cerro Corá, com mais de 5500 hectares. O marco, na Ruta 5, e um pórtico estilizado indicam sua entrada. Um pouco recuada fica cancela de identificação e a portaria com a simpática guarda florestal fazendo a recepção e apresentando o minimuseu. O lugar também é um sítio arqueológico.

Seguindo se alcança o mirante que marca o local onde aconteceu o último embate entre as tropas, em 1 de março de 1870. O visual é deslumbrante, com o Cerro Corá dominando o cenário. Bustos dos comandantes que ali sucumbiram vigiam o território paraguaio.

Mas ainda não era isso que estava procurando. Dalí, uma alameda cercada de palmeiras leva à grande cruz que marca onde estiveram enterrados os heróis paraguaios. Ao lado, um nicho formado por guerreiros de pedra, adornados com elmos e lanças de metal estilizados, indica onde Madame Lynch enterrou Solano Lopéz e Panchito. Ainda é necessário fazer um caminho por pequenas trilhas para chegar, no Aquidaban Nigui, ao passo onde o líder paraguaio sucumbiu.

O que mais me impressionou foi a proposta do parque.  Não há uma invasão visual. Tudo integra os acontecimentos aos locais. Dá para notar a imponência das linhas do monumento no local da batalha e da cruz, de tempos mais antigos, e a linda proteção dos guardiões, homenagem do ex-presidente Fernando Lugo. As equipes trabalhando e a conservação dos jardins, alamedas e trilhas, mostram o zelo com o espaço.

Vivi tudo isso com as lágrimas nos olhos do meu sonho colorido de infância dias antes de, estarrecida, ver arder (há exatos um mês) nossa memória – e, inclusive, desconfio, objetos ligados a essa história - na Quinta da Boa Vista.

Quando voltei ao Rio, caí dentro do registro da Bateria da Mangueira na escolha do samba que cantará na avenida o enredo do carnavalesco Leandro Vieira, “História para ninar gente grande”. Ele fala da “história que a história não conta, o avesso do mesmo lugar”. Cito trecho de uma das parcerias, a de Deivid Domenico, que concorre na final, dia 13 de outubro, no Palácio do Samba, a quadra da Mangueira.

Não costumo me manifestar durante essa etapa do processo carnavalesco, a escolha dos sambas, que acontece até meados de outubro. Mas, confesso, torço para cantar na Sapucaí “tem sangue retinto, pisado, atrás do herói emoldurado” e meu nome, Maria, junto com as “Mahins, Marielles, Malês”, “Lecis, Jamelões”. Quero muito dar nome aos nossos heróis que, diga-se de passagem, nem sempre precisaram matar para assim serem considerados. Eles e tantos outros anônimos elementos catalizadores do que nosso país tem de melhor.



Pense nisso na hora de exercer seu voto nesse domingo. Na base de seus representantes. Se escolher seu presidente é complicado, mais difícil é ter critério e consciência ao escolher senadores, deputados federais e estaduais. Caberá a eles representá-lo nas difíceis decisões que virão pela frente. Afinal, “na luta é que a gente se encontra...”

* Este é o link para clip do samba mencionado: https://youtu.be/s91TcNhfYtY e, aqui, seu feito na torcida verde e rosa https://youtu.be/asc92FJmwYQ
** Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Das séries “Fronteira oeste do Sul” e “É Carnaval”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com


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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Mangueira carnaval 2019 – semifinal da escolha do samba enredo


A semifinal da escolha de samba enredo para o carnaval 2019 da GRES Estação Primeira de Mangueira aconteceu na noite de sábado, 29 de setembro de 2018.

A festa da escola  começou por volta das 22 horas, com a formação da roda no centro da quadra do Palácio do Samba logo após a abertura com o grupo Só Damas e da Bateria da Mangueira fazer sua apresentação. Os diretores de Harmonia conduziram os componentes de segmentos tradicionais da escola, como a Velha Guarda, as Baianas, o Departamento Feminino e alas.

Clique AQUI para acessar o álbum fotográfico Mangueira carnaval 2019 – semifinal da escolha do samba enredo


A entrada do grupo de passistas esquentou o ambiente e antecedeu a participação do grupo de Passistas Mirins, trabalho desenvolvido pela Rainha de Bateria Evelyn Bastos.

Depois dos três casais de mestre e sala e porta bandeira trazerem para o centro da roda seus pavilhões, mostrarem suas coreografias e saudarem o público presente começou a disputa entre os quatro concorrentes.



No final da noite foi anunciada a eliminação do samba da parceria de Tantinho seguindo, portanto, para a final os sambas dos parceiros de Deivid Domenico, Lequinho e Helio Turco na disputa pela escolha do hino verde e rosa, carnaval de 2019, baseada no enredo desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira “História para ninar gente grande“.

A final está marcada para o dia 13 de outubro de 2019.
#quemsambasabe

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O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa. Curta nossa página no Facebook e faça sua inscrição no Canal del Cueto no Youtube, desde 2008 registrando momentos do carnaval carioca.
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