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quinta-feira, 30 de julho de 2026

O momento e seus movimentos


O momento e seus movimentos

Texto e foto de Valéria del Cueto

 

Estou querendo sair da toca e recarregar as baterias. A primeira e melhor opção é rumar para os lados da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Acontece que "querer muito" não afasta os senões que se acumulam nesta possibilidade para a temporada inverno/primavera 2026.

O maior senão é, sem dúvida, climático. Morei décadas em Cuiabá e não sou uma desavisada em relação ao calorão dos próximos meses.

Tenho uma lembrança vívida da parede de quentura que enfrentam os desavisados e desacostumados passageiros ao desembarcarem do avião no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. É uma sensação inesquecível.

Melhorou com o tempo, com a chegada dos fingers que ligam a porta da aeronave diretamente ao prédio do aeroporto. O que apenas fez que o "soco" não aconteça mais nas escadas do avião, com o calor refletido no asfalto do pátio de manobras e, sim, mais tarde um pouco, depois de pegar as malas, ao se abrirem as portas automáticas do aeroporto Marechal Rondon para a área do estacionamento.

Quer saber? Quem mora em Mato Grosso pode não notar, mas a temperatura e a baixa umidade do ar estão aumentando! Sinto porque as ausências me desacostumam ao clima local e, a cada volta, acho que ele está ainda mais crítico, mais bruto.

Agora, pensa com o El Niño mais poderoso de todos os tempos, o que vai acontecer!

Esse não é o único motivo que está pesando contra as saudades que sinto de Chapada, do Pantanal e, principalmente, de amigos queridos que adoro encontrar sempre que posso.

Acontece que acho que não mereço atravessar os dias da campanha política em Mato Grosso.

Em alguns momentos, certas qualidades podem trazer sérios prejuízos e, quando não há um objetivo que compense, é melhor não arriscarmos nosso patrimônio moral numa guerra que não é mais nossa.

Esse é, para mim, o caso da política de Mato Grosso e da tal qualidade que pode custar muito caro. Falo da memória, da história mato-grossense. Essa que, parece, está muito em falta por aí. Por isso, estou adiando minha ida até o mês de novembro, como fiz no ano passado. O tempo será mais ameno, com a chegada das chuvas e o final do período eleitoral.

Se desembarcar antes do final das eleições, pelo menos do primeiro turno, sei que não vou conseguir seguir à risca meu objetivo.

Ele está resumido num dos ditados de Luizinho Soares. Aquele político que, se não é lembrado por sua vida pública, por seu trabalho em benefício da população mato-grossense, sempre estará nos meus pensamentos norteando objetivos por frases que levo pela vida. O mote da vez é: "quanto menos conversa, nenhuma”.

Até onde puder, nesses tempos de embates eleitorais, pretendo me dedicar a não gastar energias onde não há espaço para a argumentação. O universo eleitoral de Mato Grosso é minúsculo e restrito, perto da dimensão da disputa nacional e, diante disso, pouco significativo no contexto brasileiro.

Então, estar preocupada com as disputas regionais, o que certamente acontecerá caso resolva enfrentar o El Niño em uma de suas piores versões por aí, diminuirá o raio de ação relacionado aos embates que estão por vir.

Já dei minha cota de colaboração aos caminhos de Mato Grosso em outros tempos, quando havia melhores condições para argumentar e algum sentido em alertar. Hoje, o que vejo é a radicalização e o firme propósito, não de dialogar, mas de confrontar.

Aí, volto alguns parágrafos, para a parte que menciona o fator memória, aquela que, parece, nem todos têm de sobra.

Sou do tempo em que contra os fatos (eles estão aí para quem quiser comprovar) não existiam argumentos. Os alertas foram repetidos e, em muitos setores, não surtiram efeitos.

O que temos é mais do mesmo e só em tempos de eleições: Pantanal, meio ambiente, agricultura familiar, preservação, infraestrutura, a melhoria do serviço público, da educação, saúde, segurança…

Tudo com prazo de validade, até a colocação do voto na urna!

Depois, tudo volta ao normal, onde a lei de Gérson, que diz que gosta de levar vantagem em tudo, volta a imperar e encher os bolsos dos de sempre. 

Resumindo o momento e definindo os movimentos, pretendo me dedicar aos indecisos.

Como eu, são eles que ainda aceitam dialogar e, talvez, se dispunham a ouvir argumentos. É com eles que pretendo conviver nos próximos meses. 

Longe da temperatura quase insuportável de Mato Grosso e junto ao calor dos debates produtivos que definirão o futuro do Brasil.

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com

Studio na Colab55

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A antiga musa

A antiga musa

Texto e foto de Valéria del Cueto

Querida cronista, voltei para você! Aqui fala seu extraterrestre preferido, Pluct Plact, que há vários anos procura mantê-la informada do mundo exterior.

Reconheço que cada vez esses informes estão mais espaçados. Não pense que é desleixo ou falta de carinho. Ao contrário. Acontece que os filtros de notícias e assuntos inerentes a nossa amizade e convívio estão cada vez mais aprimorados e seletivos.

Não acho justo invadir a santa paz que você escolheu para se isolar do mundo nesta cela do outro lado do túnel com o mais do mesmo que, sinto, não traz novidades significativas nem, tampouco, amplia seu bem-estar ou acrescenta qualquer benefício à sua proposta de vida.

Sim, é melhor ficar na ignorância do que mergulhar nas armadilhas sempre renovadas e cada vez mais sofisticadas que este mundo apresenta.

Por aqui, tudo está em oferta. Mas cada uma delas traz inúmeras e variadas pegadinhas. As que, quando pegam, nos levam para um (ou diversos) buraco(s) sem bula ou instruções para sair deles. Tudo brilha, mas nada entrega o que promete. Quando se descobre que o produto é mais falso que nota de três reais, não tem mais devolução.

É surpreendente a capacidade humana de propor maravilhas! O povo embarca para depois, não muito depois, descobrir a canoa furada que naufraga ao primeiro clique. Pronto! Alguém já passou a mão no que é seu. Expertise das bets que infestam a vida e são impossíveis de exterminar do convívio. Quer apostar que ainda nos livraremos delas?

Cronista, faz tanto tempo que esse seu isolamento perdura que tenho sérias dificuldades em explicar o que move o mundo atualmente.

Me refiro a cliques e likes ou curtidas (para aportuguesar). Coraçõezinhos, joinhas e estrelinhas nas redes virtuais são os códigos atuais de validação humana.

Esqueça os sorrisos, os olhares, afetos e os apertos de mão. Abraços, então, quase nem pensar. Agora, mandatários informam e governam pelas redes sociais. Sabe o que é cancelamento? Pois é... A pessoa submerge na ignorância coletiva!

Sei que tudo isso não faz parte do seu show. Mas, caso haja interesse, posso fazer um resumo deste way of life e enviar-lhe um arquivo pelo próximo raio de luar que invadir a sua cela aí do outro lado do túnel.

Faço a sugestão por desencargo de consciência a que, você me explicou em nossos primeiros encontros, todos os seres humanos possuíam. Pois alerto, cara amiga, não possuem mais. Pelo menos a grande maioria. Afinal, quem, em sã consciência, é capaz de produzir tantas maldades?

A humanidade anda assim, caprichando no direito de se  autodestruir. Entre uma guerra e outra sem direito à  reconstrução ou regeneração, tentando, por meio de genocídios executados com planejamento milimétrico, apagar as civilizações que não se adequam aos seus modus vivendi.

Nada de novo no front além da intensidade e da perversidade, agora explícitas, declaradas e, sim, cronista, glorificadas. Não se finge mais gentileza, solidariedade ou bondade. Tudo é na base do grito e, hoje, quem grita mais não são os excluídos, os desvalidos. Quem tem mais "poderes" nas redes sociais é quem banca o desamor...

De novo, não queria escrever estas mal traçadas linhas para falar do arrasa-quarteirão e da destruição da Palestina temperada pela guerra dos Estados Unidos com o Irã que, entre outras mazelas, fechou o Estreito de Ormuz e deu um peteleco no frágil sistema econômico mundial.

Também gostaria de pular a advertência da chegada de um super El Niño e da falta de prevenção adequada aos desastres tantas vezes anunciados. Agora, é correr atrás do prejuízo que se anuncia com a chegada de uma frente fria glacial. Pede os cobertores extras, amiga, porque, dizem as previsões, o frio será de rachar.

Então... a antiga musa canta e vamos falar de Copa do Mundo? Essa, a mais longa de todos os tempos, tem mais uma novidade. Acontece em três sedes. México, Canadá e EUA. A-di-vi-nha onde será a final?

A parte boa é que alguns países surpreenderam na primeira fase. Caso, por exemplo, de Cabo Verde um estreante no certame.

Deixei esse assunto pro final porque ele se mistura com o aviso da chegada de mais outros extraterrestres no planeta. Dizia a lenda que a apresentação tem data e hora marcadas no dia do jogo Brasil x Escócia. Com direito à abdução de alguns jogadores e centenas de torcedores!

Se essa cartinha lhe alcançou é porque o alerta dado era falso. Ou seja, o Brasil passou incólume à próxima fase do campeonato. Detalhe: no momento estamos na cabeça do grupo e até o menino cai-cai andou em campo. Quem sabe se para ser nosso embaixador intergaláctico. Porque futebol que é bom...    

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com



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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Ainda somos. Ainda...


Ainda somos. Ainda...

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Buenas que me achego, querida cronista, e vamos ao que interessa pois sei que, por mais humano que ande ultimamente, não posso ser o motivo do atraso da publicação regular dessas crônicas (In)finitas. Seria o fim da picada do Sem Fim que o único frequentador dessas páginas literalmente de outro planeta tenha uma atitude tão característica dos terráqueos: o famoso “deixar o outro na mão”. Destaco que é pelo raio de luar que invade sua cela que lamento a falta de tempo para burilar melhor essa cartinha.

Acontece que os fatos se atropelam e abalroam de uma forma alucinante por aqui. De uma passagem meteórica pela ArtRio, na Marina da Gloria, pra beber da fonte das artes contemporâneas naquela paisagem deslumbrante carioca, vindo das enchentes que assolaram o “Sul Maravilha” (como dizia a iludida Graúna de Henfil), pluctplacteei direto para New York. Aqui, líderes mundiais se reúnem na 78 Assembleia Geral da ONU, com o lema “Paz, Prosperidade, Progresso e Sustentabilidade”. Se quiser acompanhar e ter um choque de (i)realidade é só se ligar no canal da ONU.

Ao contrário dos últimos encontros mundiais, as agendas estão lotadas de reuniões e compromissos brasileiros referentes a temas prementes como a Guerra da Ucrânia, a divisão das riquezas e a erradicação da pobreza, o colapso climático, fontes renováveis de energia, a preservação da Amazônia. De novo é que é o Velho que recoloca o Brasil na foto das pautas essenciais da humanidade.  

Cronista, o planeta está estrilando! Emitindo sinais pra todos os lados que seu esgotamento. Nos continentes e oceanos há indicações desse exaurimento. As emergências climáticas pipocam com força e amplitude. Não precisamos ir longe, geográfica e temporalmente.

Essa semana acaba o inverno e começa a primavera. Depois do junho mais quente, o julho suplantando o mês anterior e um agosto campeão no quesito, a meteorologia alerta que por esses dias as temperaturas serão recordes aí no Brasil. Se no Sul anunciam mais uma “onda de chuvas”, a panela do Planalto Central chia de tão aquecida e irradia seu insuportável calor de mais de 40 graus para o restante do país. Sem o alívio ou pena de quem, apesar dos alertas, anda a devastar a Floresta e o Cerrado acabando com o corredor de nuvens que vem da Amazônia.

Pensa, cara cronista isolada voluntariamente do outro lado do túnel, na diferença de abordagem do Brasil nesses e outros temas perante os governantes globais. Não que adiante muito, já que falar é mais simples que fazer. Mas, convenhamos, já é um avanço.

Enquanto aqui na Terra o pau está quebrando pra todos os lados, num mundo cada vez mais radicalizado em larga ou pequena escala (agora, a República Dominicana fechou suas fronteiras com o Haiti), a exploração espacial avança tão rápida como a velocidade do som multiplicada pela da luz. A Rússia não conseguiu sucesso na sua missão espacial. Já a Índia chegou ao lado escuro da lua. Lembrei muito do dia em que tive o prazer de, por seu intermédio, ouvir “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Sabia que lançaram uma versão remasterizada para os 50 anos do grupo? Tão poético...



Também anunciaram a existência de um planeta “com sinais de vida”. O K2-18b é oito vezes maior que a Terra e está logo ali, a 120 anos luz daqui, na constelação, veja só, de Leão. Aliás, assim como quem não quer nada continuam aparecendo evidências de que extraterrestres circulam ou já estiveram no pedaço. Até corpos preservados foram apresentados na Câmara dos Deputados do México!

Cronista, vou parar por aqui. Sei que o assunto parlamentar aguça seu interesse. Mas, parodiando um hino da Portela, composição do saudoso Monarco (aprendi bem) “...se for falar da Câmara dos Deputados brasileira, hoje eu não vou terminar...” E olha que o assunto não envolve corpos de extraterrestres, mas múmias insepultas que assombram a vida política do país. As que tentam deixar o governo federal refém de suas já conhecidas e contumazes falcatruas, como o famigerado orçamento secreto e a distribuição desigual de cargos e ministérios para a aprovação das pautas de interesse popular.

Melhor deixar pra próxima missiva, porque tem assunto pra mais de metro...    

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com



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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Mosaico na escadaria


Mosaico na escadaria ao lado da Sala Baden Powell, na avenida Nossa Senhora de Copacabana.
Sempre passo por ali quando almoço com del Cueto, o pai, às terças-feiras. É bem na quina da Copacabana com a Fernando Mendes, perto do Copacabana Palace.

Aquele canto meio escuro, que começa com teclas de piano e termina numa claridade ofuscante que não deixa ver o que há lá em cima fazia parte da lista de lugares que tinha curiosidade de explorar.

Até que numa dessas terças havia um movimento extra por ali. A primeira coisa que chamou minha atenção foi o desenho das teclas combinando com um pedaço da saia da moça que estava "derramada" no caminho.  Sinal de parada para fiscalizar o trabalho de composição e colagem de novas peças em outras partes do mosaico da escadaria.

Entre baldes, latas, pedaços de azulejos, espelhos, outros objetos decorativos, vários instrumentos de trabalho e uma bicicleta, lá estavam Júlio e Fiorella.

Tantas eram as possibilidades para explorar (com um certo cuidado, descobri rapidamente na primeira tentativa de recuar o quadro) no espaço de trabalho deles que, mais uma vez, não cheguei ao final da escadaria.

Parei na atividade do casal e procurei aproveitar a onda da garrafa de vinho que havia tomado no almoço na Trattoria para explorar as imagens que foram surgindo na tarde de 02 de abril de 2019.

Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum Mosaico na escadaria

Mosaico na escadaria
https://www.flickr.com/photos/delcueto/25315392498/in/album-72157646181406096/

Algumas dessas fotos estão na coleção Getty Images de Valéria del Cueto, as demais fazem parte do acervo da fotógrafa em @no_rumo do Sem Fim

Conheça o Studio delcueto. Ideias e design disponíveis nas plataformas:
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Espiral do tempo

Espiral do tempo

Texto e foto de Valéria del Cueto

Dessa vez sou eu. A própria. Aproveitando a tarde na beira da calçada do Arpoador. Tem uma parte que a gente pode sentar e ficar alguns metros acima da areia. Visualizando, antes de descer para a praia.

Enquanto escrevo começam os aplausos na praia. Apesar de ainda faltar um bom tempo para a saudação diária ao astro rei em sua despedida apoteótica a cada entardecer desse verão carioca.
Os aplausos, replicados pelos banhistas, alertam que há uma criança perdida. Vão “andando” e aumentando enquanto alguém conduz o menor e procura seus familiares.

Assim estamos, e andamos. Batendo palmas e aguardando que os pais da “criança” se manifestem, assumindo o papel de protetores da vida que lhes cabe.

Os dias têm sido lindos, especiais. Contrariando todos os avisos e possíveis alertas de chuvas e tempestades. Apesar de castigarem boa parte do país daqui, da Cidade Maravilhosa, elas não conseguem se aproximar.

São tantos avisos que acostumei ao argumento do “é hoje só amanhã não tem mais”. Dia após dia, melhor dizendo, tarde após tarde, juro que dedicarei cem por cento do meu tempo a tecer meu tapete de Penélope, a edição e organização do acervo fotográfico. Acordo com uma vontade férrea que resiste até o meio das tardes quentes e abafadas.

Acompanho a evolução do desenho solar e suas sombras nos prédios e pela mudança da luminosidade. O “X” da questão começa quando o interior do apartamento cai na penumbra.
Olho para fora pelas janelas fiscalizando o céu. Azul de brigadeiro, realçado pelas paredes que rebatem a luz solar e reluzem, ao contrário das áreas sombreadas.

Aí, aquele brilho de lá se reflete nas retinas de cá, como isca para o pensamento que passeia na mente... “Pode ser hoje só. Talvez amanhã não tenha mais.”

Funciona como um mantra para sair do mergulho e da concentração virtual e tomar uma atitude no mundo real. Onde, diga-se de passagem, a tarde é uma criança teimosa que não quer parar de brincar e o sol faz desenhos nas águas do Atlântico ignorando as tarefas cotidianas e/ou profissionais.
Para mim esse chamado é irresistível. Capaz de ativar os músculos e desativar os fios que conduzem aos trabalhos braçais da edição, indexação e às trilhas da criação digital. Fui.

Respiro fundo três vezes olhando o entorno do lugar que me escolheu na faixa de areia. Varia a distância do mar e das sombras à direita em relação a linha d´água. Onde houver um respiro me encaixo sem reclamar. É pleno verão, metade do primeiro mês de 2019, Rio de Janeiro.

Não incomodam os turistas e visitantes que ocupam a vizinhança. Certamente por saber que o movimento cessa em algumas semanas e a praia volta a ser um paraíso sem tantas figuras exóticas. Lo-ta-da de gente que passa o tempo todo mexendo nos celulares, sem re-conhecerem o que têm ao redor. É a força da vida no terceiro milênio.

Também preciso de uma atividade praiana mas resisto. Acho que estamos condicionados a essa necessidade de fazer. Fazer o que? No caso, leio, escrevo, fotografo e gravo a vida na quina do Arpoador e Ipanema.

Observando a barra do horizonte, verifico que não, “não é hoje só” com essa ausência de nuvens. Elas desenham o tempo de amanhã. Firme!

Esse, o tempo, que se permite o que nos proibimos. O simples contemplar. Nos intervalos entre as tempestades que, sabemos, um dia virão...

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Arpoador” @no_rumo do SEM FIM... delcueto.wordpress.com


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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Réveilllon 2019 em Copacabana



Baby do Brasil com sua espada Jedy cortando o mal e rezando o Pai Nosso, Gilberto Gil e família e... Ludmila. Para fechar a festa a Beija Flor de Nilópolis.

Estes foram os destaques do palco da virada em Copacabana, point esse ano, segundo as informações da Riotur, de 2 milhões e meio de pessoas que vieram comemorar o ano novo e ver os tradicionais fogos de artifício que emolduram a Princesinha do Mar.

A festa se concentrou em um único palco que criava um novo elemento no cenário do Copacabana Palace, voltado para o lado do Leme, onde se via a maior concentração de animados visitantes. No restante da orla dava para passear tranquilamente, tanto antes da virada como depois das comemorações.

Em alguns pontos havia reuniões de grupos que curtiam o calor da noite carioca. Cada um com sua música e seu estilo, já que o som oficial não era ouvido apenas algumas quadras depois do palco.

Clique AQUI  para abrir o álbum Copacabana na virada


Não achou fotos dos fogos? Estão no vídeo abaixo as imagens no céu da virada. Normalmente faço vários trechos, para nos intervalos fotografar, mas acabei mudando a rotina para registrar integralmente a trilha sonora épica e apocalíptica de João Brasil nos 14 minutos de foguetório.


Agradecimentos à valorosa equipe da Riotur.

Material produzido por Valéria del Cueto para @no_rumo do Sem Fim...
Algumas dessas fotos estão na coleção Getty Images de Valéria del Cueto, as demais fazem parte do acervo da fotógrafa em @no_rumo do Sem Fim

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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Que seja breve e nos leve...


Que seja breve e nos leve...

Texto e foto de Valéria del Cueto

Existem lugares por onde passo que preciso (d)escrever logo para não deixar escapar as sensações que provocam. Outros que sei, mesmo que demore a trazê-los para o papel, o farei de forma absolutamente fiel, já que a passagem por eles é inesquecível. O interessante é que esses últimos, costumam surgir quando a gente menos espera. A região da Colonia Nueva Independencia, no município de Zanja-Pyta, departamento de Amambay, fronteira do Paraguay com o Brasil, é um deles.

O ponto de partida dessa aventura de descobrimento de novas paragens foi Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Os companheiros de estrada a Kiki, amiga de infância que reencontrei nessa viagem, e Gilson, nosso guia e personagem de destaque dessa crônica. “Partimos pela MS 165, a estrada margeia a fronteira”, explicou Gilson. Criado palmilhando aquelas bandas nas antigas comitivas de gado, ele apontava os postes de energia  que seguiam paralelos, indicado a ruta sem asfalto do país vizinho. A paisagem, um tédio só, na região de Aral Moreira, é soja e só soja. Estávamos no alto de um planalto e a cultura sustenta o município, distrito de Ponta Porã até 1976.

Por mais que olhasse o entorno, confesso, não via grandes expectativas em relação as possibilidades de alcançarmos em pouco tempo as paisagens que ele mencionou quando lhe disse que procurava lugares especiais e desconhecidos da fronteira, na conversa numa tarde gelada na Jacarecanga, o lugar mágico em que Kiki mora, uma chácara próxima a Ponta Porã.

Em um pouco mais de uma hora chegamos a Aral Moreira e, dobrando numa rótula, mudamos de rumo em direção ao país vizinho. O posto aduaneiro paraguaio parecia cenário de um filme de Roberto Rodriguez, tipo “Desperado”, com Antonio Banderas. A construção era ladeada por uma cancela de madeira. Sentado na frente da guarita um policial acenou respondendo ao nosso cumprimento liberando a passagem sob o olhar sonolento do vira-latas deitado a seus pés. Certamente, por ali, todo mundo se conhecia.

Uma centena de metros percorridos serviu para comprovar que a promessa de Gilson de nos apresentar a um paraíso seria paga e com sobras. A estrada de terra seguia pelo topo de uma cordilheira de onde se descortinavam paisagens belíssimas. Quando pedi uma parada para fotografar ele avisou que era apenas o começo da festa e ficaria ainda mais sensacional quando avistássemos o Cerro 21. Sábias palavras! Insuficientes para descrever o que nos esperava na descida em direção as terras de Seo Orlando, seu pai.

No caminho que serpenteava a cordilheira mais fotos, inclusive da capelinha que sua avó, uma das primeiras moradoras das antigas terras devolutas paraguaias, mandou construir em pagamento a uma promessa feita para São Silvestre. Já no pé da capelinha, projetada no meio do contraforte, o próximo desafio foi mais complicado, porém altamente compensador. Gilson perguntou como andava nossa “forma física” e, dando um “changüí”, carregou a mochila do equipamento fotográfico na subida por uma suposta trilha na encosta em direção a pequena construção de pedras.

Valeu a pena, apesar de algumas paradas para recuperar o fôlego abraçando as árvores centenárias para disfarçar o cansaço em meio ao “não” caminho. Que vista, que paz! Do platô onde a capela foi construída se descortinam 300 graus de grandiosa beleza natural comparável, talvez, ao visual do Morro do Paxixi, na Serra de Maracaju, em Mato Grosso do Sul.

De lá descemos para a fazenda onde Seo Orlando e Bernadete, sua mulher, nos esperavam com um tereré e um chimarrão caprichados. Cada um preferia um tipo de preparo para a mesma erva-mate, típica da região.

E, se o visual do fim de tarde entre os potreiros e os recortes dos desenhos que se formavam nos paredões não fossem suficientes, a prosa de Seo Orlando fechou com chave de ouro esse dia inesquecível. Ele havia sido garimpeiro e, em busca de riqueza, palmilhado o Centro Oeste esquadrinhando Mato Grosso com as levas de garimpeiros nas corridas do ouro entre as décadas de 1970 e 1990. Entramos proseando noite adentro enquanto Gilson preparava um carreteiro daqueles que a gente come de joelhos.

A conversa ia longe! Nossa “viagem” nas lembranças nos fez recordar os caminhos do ouro, tanto pela região oeste de Mato Grosso, quanto subindo a BR 163 em direção ao garimpo Castelo dos Sonhos, no Pará. Suas aventuras aconteceram no período em que vagueei pelo  estado como repórter acompanhando algumas histórias da formação e desenvolvimento estadual. Uma daquelas coincidências que atiçam a prosa e fazem brotar recordações de muitas vidas e caminhos.

Nos despedimos com a certeza de um reencontro na próxima vez que voltar à fronteira onde passei minha infância. Ainda há muitos capítulos dessas verdadeiras sagas e experiências a serem lembradas e registradas! Que seja em breve...

* Changüí – Vantagem que se concede a uma pessoa ou a um grupo, especialmente no jogo ou no esporte.

** Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fronteira Oeste do Sul” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com
 
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Sol e Chuva com você


Sol e chuva com você

Texto e foto de Valéria del Cueto
Pluct Plact totalmente ambientado, definitivamente à vontade, se sentindo quase em casa, está impregnado do espírito carioca. Só quando ele baixa é capaz de turbinar seus sentidos sem perder a consciência do paraíso presente quase perdido. Se não for assim... é desespero! Bem que tentou se aprofundar, encontrar os princípios, delinear teorias, estabelecer parâmetros, enquadrar os conceitos básicos que permitem a sobrevivência no cenário espetacular de uma cidade em processo de falência existencial. Desistiu.

Só a encantaria pregada e estudada pelo professor e historiador Luiz Antônio Simas, entrincheirado no Bode Cheiroso, pé sujo de subúrbio do Rio de janeiro, para explicar o fenômeno. E, como extraterrestre, Pluct Plact sabe reconhecer os efeitos desse processo!

Imbuído de sua missão de olheiro das penúltimas, últimas e imprevisíveis possíveis novidades do mundo exterior para sua amiga e confidente, a cronista mais que nunca voluntariamente enclausurada do outro lado do túnel, mudou um pouco seu local de pouso escrevinhante. Trocou a Pedra do Arpoador pelo famoso Posto 9, entre a Vinícius e a Joana Angélica, na praia de Ipanema.

Cariocamente caminhado pela orla foi atraído pelo som do sax de um grupo que se apresentava na Vieira Souto. Não, não é o barulho chato de bate estacas imposto pelo evento da cerveja Itaipava no Arpoador! Sem direito a DJ pop e desperdício de infra, o instrumento era acompanhado pelo baixo e a bateria da Dub Club Band. Arrancou aplausos e assobios entusiasmados nos intervalos de quem parou para apreciar os improvisos jazzísticos encerrados no embalo de Alceu Valença: “Não, não quero mais brincar de sol e chuva com você...não suporto mais brincar...”

O recado faz Pluct Plact voltar à sua missão (delicada, diga-se de passagem) de na fresta da lua levar as f(r)estas das ruas à cela da cronista.

Tá fácil começar pela Copa da Rússia. A que será lembrada pela atuação impecável do Santo dos Bolões Perdidos. E foram muitos. Especialmente se considerarmos que, apesar de no início não levar muito a sério a participação brazuca no certame, o bolão sempre foi de fé!

Com o passar dos jogos da primeira fase, vagarosamente, o espírito da festa só não pegou mais que o sarampo. Aquele que, depois de erradicado do território nacional, volta a fazer vítimas a torto e a direito. Nas oitavas já não existia amanhã. A pátria vestia as chuteiras da seleção, gemia e rolava junto a cada presepada do rapaz que torrava o coco a cada troca de cor dos cabelos e respectivo penteado, quer dizer, a cada partida disputada.

Enquanto isso, livres leves e soltos os de sempre tramavam e executavam seus planos pré-eleitorais fazendo e acontecendo em benefício dos parças nas barbas da pátria distraída com a competição esportiva.

Mas, pra variar, começam a botar o carro na frente dos bois e, quando o assunto passou a ser se os campeões do mundo visitariam ou não a capital federal, eis que a Bélgica enquadrou a nação e colocou no devido lugar o escrete canarinho.

Não sem antes permitir que alguém tivesse a luz de gravar o ágape matutino oferecido pelo prefeito do Rio de Janeiro, o bispo licenciado porém ativo e operante (como ouvimos) da igreja Universal, Marcelo Crivella. Eis que foi introduzido no imaginário carioca sua mais nova musa. A Márcia! Obreira e funcionária indicada nos registros de áudio como contato para agilizar operações de catarata, vasectomias e demandas na saúde municipal, quase uma São Pedro. Detentora das chaves do paraíso do furo das filas quilométricas do sistema de regulação da saúde. Ao Dr. Milton coube a função de trazer para perto dos templos dos 250 pastores presentes interessados quebra-molas e pontos de ônibus...

Para resumir, porque a fresta de luar não dura para sempre, uma última efeméride. O surpreendente domingo ioiô de Lula. “Libertado” por um juiz de plantão nas férias do judiciário, enquadrado por Moro, liberado de novo pelo plantonista, mantido na cadeia pelo relator do processo. Depois do juiz dar prazo de uma hora para que a Polícia Federal o soltasse, o ex-presidente acabou permanecendo na sede da Federal de Curitiba após mais uma contraordem. Dessa vez, do presidente da tchurma. Um fica-e-sai que movimentou o feriado emendado frustrado, já que terça não será mais folga com a eliminação do Brasil...

Fechando o informe, aquele lembrete que, certamente, arrancará da cronista seu melhor sorriso: o Mengão continua líder!

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

Sol e chuva com você


Sol e chuva com você

Texto e foto de Valéria del Cueto
Pluct Plact totalmente ambientado, definitivamente à vontade, se sentindo quase em casa, está impregnado do espírito carioca. Só quando ele baixa é capaz de turbinar seus sentidos sem perder a consciência do paraíso presente quase perdido. Se não for assim... é desespero! Bem que tentou se aprofundar, encontrar os princípios, delinear teorias, estabelecer parâmetros, enquadrar os conceitos básicos que permitem a sobrevivência no cenário espetacular de uma cidade em processo de falência existencial. Desistiu.

Só a encantaria pregada e estudada pelo professor e historiador Luiz Antônio Simas, entrincheirado no Bode Cheiroso, pé sujo de subúrbio do Rio de janeiro, para explicar o fenômeno. E, como extraterrestre, Pluct Plact sabe reconhecer os efeitos desse processo!

Imbuído de sua missão de olheiro das penúltimas, últimas e imprevisíveis possíveis novidades do mundo exterior para sua amiga e confidente, a cronista mais que nunca voluntariamente enclausurada do outro lado do túnel, mudou um pouco seu local de pouso escrevinhante. Trocou a Pedra do Arpoador pelo famoso Posto 9, entre a Vinícius e a Joana Angélica, na praia de Ipanema.

Cariocamente caminhado pela orla foi atraído pelo som do sax de um grupo que se apresentava na Vieira Souto. Não, não é o barulho chato de bate estacas imposto pelo evento da cerveja Itaipava no Arpoador! Sem direito a DJ pop e desperdício de infra, o instrumento era acompanhado pelo baixo e a bateria da Dub Club Band. Arrancou aplausos e assobios entusiasmados nos intervalos de quem parou para apreciar os improvisos jazzísticos encerrados no embalo de Alceu Valença: “Não, não quero mais brincar de sol e chuva com você...não suporto mais brincar...”

O recado faz Pluct Plact voltar à sua missão (delicada, diga-se de passagem) de na fresta da lua levar as f(r)estas das ruas à cela da cronista.

Tá fácil começar pela Copa da Rússia. A que será lembrada pela atuação impecável do Santo dos Bolões Perdidos. E foram muitos. Especialmente se considerarmos que, apesar de no início não levar muito a sério a participação brazuca no certame, o bolão sempre foi de fé!

Com o passar dos jogos da primeira fase, vagarosamente, o espírito da festa só não pegou mais que o sarampo. Aquele que, depois de erradicado do território nacional, volta a fazer vítimas a torto e a direito. Nas oitavas já não existia amanhã. A pátria vestia as chuteiras da seleção, gemia e rolava junto a cada presepada do rapaz que torrava o coco a cada troca de cor dos cabelos e respectivo penteado, quer dizer, a cada partida disputada.

Enquanto isso, livres leves e soltos os de sempre tramavam e executavam seus planos pré-eleitorais fazendo e acontecendo em benefício dos parças nas barbas da pátria distraída com a competição esportiva.

Mas, pra variar, começam a botar o carro na frente dos bois e, quando o assunto passou a ser se os campeões do mundo visitariam ou não a capital federal, eis que a Bélgica enquadrou a nação e colocou no devido lugar o escrete canarinho.

Não sem antes permitir que alguém tivesse a luz de gravar o ágape matutino oferecido pelo prefeito do Rio de Janeiro, o bispo licenciado porém ativo e operante (como ouvimos) da igreja Universal, Marcelo Crivella. Eis que foi introduzido no imaginário carioca sua mais nova musa. A Márcia! Obreira e funcionária indicada nos registros de áudio como contato para agilizar operações de catarata, vasectomias e demandas na saúde municipal, quase uma São Pedro. Detentora das chaves do paraíso do furo das filas quilométricas do sistema de regulação da saúde. Ao Dr. Milton coube a função de trazer para perto dos templos dos 250 pastores presentes interessados quebra-molas e pontos de ônibus...

Para resumir, porque a fresta de luar não dura para sempre, uma última efeméride. O surpreendente domingo ioiô de Lula. “Libertado” por um juiz de plantão nas férias do judiciário, enquadrado por Moro, liberado de novo pelo plantonista, mantido na cadeia pelo relator do processo. Depois do juiz dar prazo de uma hora para que a Polícia Federal o soltasse, o ex-presidente acabou permanecendo na sede da Federal de Curitiba após mais uma contraordem. Dessa vez, do presidente da tchurma. Um fica-e-sai que movimentou o feriado emendado frustrado, já que terça não será mais folga com a eliminação do Brasil...

Fechando o informe, aquele lembrete que, certamente, arrancará da cronista seu melhor sorriso: o Mengão continua líder!

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM FIM...delcueto.wordpress.com

Studio na Colab55

sábado, 9 de junho de 2018

Бразилия em russo é #brasil - Coleção do Studio@delcueto #colab55


Бразилия em russo é #brasil
Coleção do Studio@delcueto #colab55


Demorou, mas depois de dar um gás no hub internacional do Studio@delcueto no #redbubble com a coleção Winds Of BraZil, chegou a vez de colorir de verde e amarelo a plataforma da #colab55.
 Em russo é #brasil é mais uma  coleção da temporada  outono/inverno de 2018 no hub brasileiro  do  Studio@delcueto, finalmente, no embalo da Copa do Mundo.

A gente reluta mas, de um jeito ou de outro, acaba encontrando um mote para entrar no clima do campeonato mundial.


Origem:

A curiosidade pode não matar o gato, mas leva a gente a pensar como será a vida no maior país do mundo. Então aparece uma rede social, a vk.com/delcueto que permite navegar pelos perfis de lá.
Busca daqui, procura dali e aquele alfabeto cheio de caracteres tão diferentes para complicar as pesquisas e a compreensão.

Usando um tradutor descobri como se escrevia o nome do país do futebol.

Бразилия em russo é Brasil!

Começava a se materializar a coleção comemorativa do Studio@delcueto.

Se os caracteres russos foram o ponto de partida, ainda faltava um plus, para fechar a ideia.

Concepção



Em março havia flagrado uma luz muito especial em Ipanema. Por uma dessas coincidências da vida a maré deixou a praia perfeita para a prática do altinho, o futebol jogado na beira da areia.
Era um por do sol prateado e os corpos dos jogadores se delineavam no contra luz.

Fiz uma série de fotos e fazia tempo, estava trabalhando com uma delas tentando criar uma nova coleção.
 
Deu liga. Foi um dos contornos dos corpos que quebrou a severidade dos caracteres e sinuosamente,indicou o que temos de sobra no nosso futebol. A malemolência tão comum em qualquer pelada de beira de praia.

O resto foi fácil, afinal, as cores da nossa bandeira inspiram e alegram qualquer design bem brasileiro.

 


 

 

 

 

 

 

 


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 No Getty Images

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