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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Não fui eu


Não fui eu

Texto e foto  Valéria del Cueto

Ando correndo de problemas. Mas, parece, eles correm atrás de mim! Não só da minha humilde pessoa. De todos que tentam olhar o mundo com uma certa sensatez. Quando posso, desvio dos embates. Pelo menos, dos pequenos.

Usando as armas do arsenal valeriano: a caneta e um caderninho (novo!!!), me encarapitei na rede da varanda pronta para desenrolar mais uma crônica no meio do mundo. Eis que escuto o som do motor do cortador de grama... Como é domingo, dia de jogo do Mengão contra o Inter, estou determinada a não entrar em demanda e guardar as energias pra partida de logo mais.

Solução? Seguir o conselho do velho ditado “os incomodados que se mudem” e levantar acampamento em direção da cascata que jorra água na piscina vazia, do outro lado da casa. Que receba o primeiro respingo quem se arrisca a um mergulho nessa friaca. No máximo, uma ducha assustada e rapidinha no veranico que se aproxima.

O barulho da água batendo no cimento e escorrendo em direção ao ralo aberto abafa o som do motor da roçadeira. De lambuja fica no ar o cheiro da grama recém aparada do outro lado do rio que invade a atmosfera e quase me desvia do objetivo inicial do texto: os problemas meus, seus e nossos. Aqueles que não podemos solucionar nem, tampouco, ignorar.

Uns alheios a nossa realidade próxima como o genocídio incontrolável na Palestina, os conflitos na África, Asia e Europa, pra começar.

Outros aqui, embaixo dos nossos narizes, provocados por atitudes voluntárias e com sérias consequências. Como enfrenta-las? Em que momento devemos apenas observar, se omitir ou agir?

Que a maré não está para peixe, os ânimos pra lá de exaltados e os acontecimentos se sucedendo sem previsão ou controle de danos, é evidente.

Todos os estímulos nos levam a excessos. Comprar mais, postar mais, se expor mais... mesmo quando não temos nada a acrescentar. Simplesmente para mantermos o “engajamento”. E tem os cortes!

Então, o mundo fica atolado num lamaçal de tolices que camuflam e diluem o que é, realmente, essencial e digno de ser notado, devidamente registrado e, se possível, solucionado.

Se possível porque algumas ações são, a princípio, incorrigíveis.

Um exemplo que assombra e assolará a população cuiabana por um tempo é a eleição do atual prefeito.

Ao escolhe-lo fizeram um bem enorme à Câmara dos Deputados, apesar de sua função a frente da prefeitura de Cuiabá não ter garantido sua ausência total no cenário federal. Ele esteve presente, por exemplo, pra se solidarizar no deplorável episódio da tomada da mesa diretora e do plenário que visava impedir - e chantagear – o ordenamento da pauta dos trabalhos da casa.

O que não é bom para o Brasil não tem sido proveitoso a Cuiabá. A capital de Mato Grosso pagará caro por sua escolha. Seus habitantes sofrerão por alguns anos os reflexos do resultado das urnas eleitorais.

Todos, todas e todes são testemunhas e vítimas do equívoco do jeito de governar adotado pelo atual mandatário. Foi em frente a prefeitura que ele passou mais um recibo do desempenho de sua gestão, vital para o cotidiano da cidade.

Ao apagar as palavras artisticamente escritas num tapume mandou, mais uma vez, a liberdade de expressão (defendida ferozmente como um mantra por sua corrente política) às favas e confundiu a arte popular do grafite com a contravenção da pichação.

Como jurei desviar de problemas, não farei um registro do conjunto da obra que se desenvolve pros lados do Palácio Alencastro.

Foi a maioria do eleitorado da antiga Cidade Verde que decidiu seu destino até 2029! Nas próximas eleições que as escolhas sejam melhores, cuiabanos. Mais cuidadosas para com a urbe que os abriga.

Pra ilustrar a crônica, agora sim, uma piXação (essa, com X) que viralizou nos muros, paredes e tapumes há um tempinho aqui no Rio com uma mensagem sem distinção de gênero.

Sabe o que ela dizia? “NÃO FUI EU”.

E tenho dito...

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM...  delcueto.wordpress.com

Studio na Colab55

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Minhas regras

Minhas regras

Texto e foto de Valéria del Cueto

Estou enrolando, pra variar. Se tenho um motivo, o prazer de abrir um novo caderninho para rabiscar as crônicas do Sem Fim, outras razões me levam a procurar uma rota de fuga da atividade e da realidade.

A troca de caderninho é a passagem que os leitores fiéis já a reconhecem de outras leituras. Acontece graças ao costume de escrevinhar textos que começou a surgir nas areias da praia do Leme, sempre às sextas, há uns 20 anos atrás). A “Ponta do Leme” foi a primeira série que surgiu, seguida de outras tantas definidas, inicialmente, geograficamente. O “Parador Cuyabano”, a “Fronteira Oeste do Sul” e a sempre abastecida “É Carnaval” estão sendo chuleadas há décadas (ui).

Raramente troquei o caderninho pelo teclado do computador. Não é a mesma coisa. O pensamento flui numa velocidade diferente. Daí eles vão se acumulando, ocupando um espaço considerável na estante. E sabe que me apego ao caderno da vez? Quando vejo que estão chegando ao fim a letra vai diminuindo na intenção de prolongar nossa convivência. Já houve caso do vazio ser tão sentido que falhei na periodicidade evitando a realidade da troca de companheiro. O inevitável a não ser no dia que encerrar a saga do Sem Fim.

Trocar o caderninho demanda adaptações. Passei por vários modelos e formatos. Uns foram espirais, outros não. Sempre capa dura. Maiores ou menores, mas nunca grandes ou pesados demais. Têm que caber nas bolsas. Uns tinham pautas, outros não. Nesses, as linhas imaginárias formavam muitas curvas e poucas retas.

A única coisa que evito na escolha dos caderninhos é que as folhas sejam porosas, que os rabiscos vazem pra a página de trás. Sei a dificuldade que é decifrar o que escrevi na hora de preparar o material para enviá-lo aos parceiros que publicam as crônicas.

Apesar da angústia da busca do caderninho perfeito a chegada do novo companheiro é sempre um prazer. Por isso procuro inaugurá-lo com palavras e pensamentos otimistas e de alegria quando dá.

Esse é um caso que, infelizmente, não dá. Considere as razões que citei no início dessa conversa e as intenções do Sem Fim de manter um vínculo com a realidade.

Ela está horrorosa e piorou mais um pouco com as más intenções eleitoreiras do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Em busca de votos para fazer seu sucessor no comando da casa, ele cravou um regime de urgência, votado no tempo recorde de 24 segundos, no projeto de lei 1904 do deputado Sóstenes Cavalcante, do PL carioca, que prevê pena de 20 anos para a mulher que fizer aborto após 22 semanas de gestação, nos casos previstos em lei.

Se vamos dar nome aos bois, vale citar que o primeiro da lista dos fundamentalistas que aprovaram a urgência maladeta é o do candidato a prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini. Como Deus está vendo o tamanho dessa aberração espero que a manobra eleitoreira seja a pá de cal na sua pretensão.

Certamente, nenhum dos aqui citados imaginaram o tamanho da reação que a proposta esdrúxula geraria. O estuprador, um dos casos em que o aborto é permitido por lei, é condenado a 10 anos. A estuprada a 20! Foi um sacode na opinião pública. O mote “Criança não é mãe” virou um efeito cascata bombado, inclusive, pelas escolas de samba cariocas. Tão forte como a informação que a cada 8 minutos uma mulher é estuprada, segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher.

E lá se foram as questões que deveriam estar sendo objetos de análise parlamentar enquanto, mais uma vez, a sociedade é jogada numa cruzada moral e ideológica em que o que menos importa é a nossa decisão pessoal,  a das mulheres, atingidas pelos rigores da lei xiita.

Pra mim, danem-se as leis. Sempre foi assim. Meu corpo, minhas regras. Na vida e aqui no novo caderninho fica o registro: NÃO AO PL 1904!

Boa sorte aos eleitores de Cuiabá e aos do Rio de Janeiro também. O Delegado Ramagem, candidato do PL a prefeito de lá, foi outro que votou pela urgência do famigerado projeto.

A campanha eleitoral já começou, infelizmente, com pautas que não dizem respeito às que deveriam ser a maiores preocupações dos futuros prefeitos, suas cidades e o bem estar das populações. A sociedade não merece regredir. Escolham com cuidado seus candidatos, eleitores.

O que for decidido irá para o caderno da História da capital mato-grossense, da Cidade Maravilhosa e é sua responsabilidade também!

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM...  delcueto.wordpress.com

Studio na Colab55

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Ainda somos. Ainda...


Ainda somos. Ainda...

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Buenas que me achego, querida cronista, e vamos ao que interessa pois sei que, por mais humano que ande ultimamente, não posso ser o motivo do atraso da publicação regular dessas crônicas (In)finitas. Seria o fim da picada do Sem Fim que o único frequentador dessas páginas literalmente de outro planeta tenha uma atitude tão característica dos terráqueos: o famoso “deixar o outro na mão”. Destaco que é pelo raio de luar que invade sua cela que lamento a falta de tempo para burilar melhor essa cartinha.

Acontece que os fatos se atropelam e abalroam de uma forma alucinante por aqui. De uma passagem meteórica pela ArtRio, na Marina da Gloria, pra beber da fonte das artes contemporâneas naquela paisagem deslumbrante carioca, vindo das enchentes que assolaram o “Sul Maravilha” (como dizia a iludida Graúna de Henfil), pluctplacteei direto para New York. Aqui, líderes mundiais se reúnem na 78 Assembleia Geral da ONU, com o lema “Paz, Prosperidade, Progresso e Sustentabilidade”. Se quiser acompanhar e ter um choque de (i)realidade é só se ligar no canal da ONU.

Ao contrário dos últimos encontros mundiais, as agendas estão lotadas de reuniões e compromissos brasileiros referentes a temas prementes como a Guerra da Ucrânia, a divisão das riquezas e a erradicação da pobreza, o colapso climático, fontes renováveis de energia, a preservação da Amazônia. De novo é que é o Velho que recoloca o Brasil na foto das pautas essenciais da humanidade.  

Cronista, o planeta está estrilando! Emitindo sinais pra todos os lados que seu esgotamento. Nos continentes e oceanos há indicações desse exaurimento. As emergências climáticas pipocam com força e amplitude. Não precisamos ir longe, geográfica e temporalmente.

Essa semana acaba o inverno e começa a primavera. Depois do junho mais quente, o julho suplantando o mês anterior e um agosto campeão no quesito, a meteorologia alerta que por esses dias as temperaturas serão recordes aí no Brasil. Se no Sul anunciam mais uma “onda de chuvas”, a panela do Planalto Central chia de tão aquecida e irradia seu insuportável calor de mais de 40 graus para o restante do país. Sem o alívio ou pena de quem, apesar dos alertas, anda a devastar a Floresta e o Cerrado acabando com o corredor de nuvens que vem da Amazônia.

Pensa, cara cronista isolada voluntariamente do outro lado do túnel, na diferença de abordagem do Brasil nesses e outros temas perante os governantes globais. Não que adiante muito, já que falar é mais simples que fazer. Mas, convenhamos, já é um avanço.

Enquanto aqui na Terra o pau está quebrando pra todos os lados, num mundo cada vez mais radicalizado em larga ou pequena escala (agora, a República Dominicana fechou suas fronteiras com o Haiti), a exploração espacial avança tão rápida como a velocidade do som multiplicada pela da luz. A Rússia não conseguiu sucesso na sua missão espacial. Já a Índia chegou ao lado escuro da lua. Lembrei muito do dia em que tive o prazer de, por seu intermédio, ouvir “Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd. Sabia que lançaram uma versão remasterizada para os 50 anos do grupo? Tão poético...



Também anunciaram a existência de um planeta “com sinais de vida”. O K2-18b é oito vezes maior que a Terra e está logo ali, a 120 anos luz daqui, na constelação, veja só, de Leão. Aliás, assim como quem não quer nada continuam aparecendo evidências de que extraterrestres circulam ou já estiveram no pedaço. Até corpos preservados foram apresentados na Câmara dos Deputados do México!

Cronista, vou parar por aqui. Sei que o assunto parlamentar aguça seu interesse. Mas, parodiando um hino da Portela, composição do saudoso Monarco (aprendi bem) “...se for falar da Câmara dos Deputados brasileira, hoje eu não vou terminar...” E olha que o assunto não envolve corpos de extraterrestres, mas múmias insepultas que assombram a vida política do país. As que tentam deixar o governo federal refém de suas já conhecidas e contumazes falcatruas, como o famigerado orçamento secreto e a distribuição desigual de cargos e ministérios para a aprovação das pautas de interesse popular.

Melhor deixar pra próxima missiva, porque tem assunto pra mais de metro...    

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM... delcueto.wordpress.com



Studio na Colab55

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Senta no toco

Senta no toco

Texto e foto de Valéria del Cueto
Cronista, minha cronista. Que bom que por aqui não anda. Reclusa que está, em seu encarceramento voluntário do outro lado do túnel. Aqui quem fala é aquele seu estupefato amigo extraterreste, Pluct Plact, testemunha involuntária de fatos praticamente inenarráveis de tão inacreditáveis.

Não há mais espaço para a sua especialidade por aqui. Impossível alcançar a sofisticação existente no critério inventividade. Não, não se trata de um problema em relação a produção possível e necessária das deliciosas histórias cotidianas que fazem parte de sua lavra, cara amiga.

O caso é outro. Se chama operação Malebolge, o oitavo círculo do inferno de Dante. É décima segunda fase da Ararath. A primeira após a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.
Demorou, mas ela chegou com busca e apreensão em 65 endereços. De alto a baixo, de cabo a rabo. Em dois estados e no Distrito Federal.

Em âmbito ministerial temerístico pegou na veia. Nosso representante foi o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), com direito a busca e apreensão no apartamento funcional de Brasília, a casa de Rondonópolis e o seu escritório na Amaggi de Cuiabá.

No Congresso Nacional os mato-grossenses agitaram as já efervescentes duas casas com as visitas das equipes da PF. No Senado o alvo foi Cidinho Santos (PR) que recebeu a PF em sua residência cuiabana. No caso da Câmara a visita foi por lá mesmo, ao deputado federal Ezequiel Fonseca (PP).
Em Mato Grosso também sobrou para todos os lados. Em Cuiabá o prefeito Emanuel Pinheiro recebeu a visita dos agentes em sua casa e na prefeitura. Em Juara, a visitada foi prefeita Luciane Bezerra (PSB).

Na Assembleia Legislativa o movimento foi intenso com apreensões nos gabinetes dos deputados estaduais Gilmar Fábris (PSD), Baiano Filho (PSDB), Zé Domingos Fraga PSD), Romualdo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Ondanir Bortoloni, o “Nininho” (PSD) e Silvano Amaral (PMDB).

O caso de Gilmar Fábris, vice-presidente da Assembleia Legislativa, é ainda mais complicado. Suspeito de ocultar provas na Operação Malebolge por decisão do Ministro Luiz Fux foi preso e afastado do cargo.

No Tribunal de Contas do Estado valeu a regra do jogo conhecido como “ Resta Um”. Houve busca e apreensão nos endereços residenciais, gabinetes e respectivas assessorias no TCE, dos conselheiros José Carlos Novelli, Waldir Teis, Antonio Joaquim, Valter Albano e Sérgio Ricardo (afastado). Posteriormente, o Ministro Luiz Fux mandou afastar cinco dos seis conselheiros. Só restou um...

Nem a Procuradoria Geral do Estado ficou de fora do limpa trilhos. O Gabinete do Procurador e ex-deputado Alexandre Cesar também estava na lista dos endereços visitados pelas equipes da Polícia Federal.

Para fechar a lista, em São Paulo entrou na roda presidente do Bic Banco, José Bezerra de Menezes.

Tá ruim? Pois fique sabendo, amiga cronista, que as coisas tendem piorar ainda mais praquelas bandas. O governador Pedro Taques, comemora a volta do Comendador Arcanjo ao o sistema prisional estadual mandando recados provocativos para o detento recolhido aos costumes. Parece ignorar o velho ditado que diz: “Senta no toco e espera”. É lá que anda Arcanjo. Esperando...

Isso, enquanto esquenta a chapa e aguardamos que seja homologada a delação premiada do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva. Recordista em processos na justiça, é bom lembrar que só haverá acerto se forem apresentados – e provados – fatos novos em relação aos inúmeros desmandos praticados por ele e seus asseclas.

Por essas e por outros é que recomendo veementemente sua permanência no conforto amigo de sua cela cinco estrelas. É muita notícia quente neste calor insuportável. Na próxima lua minguante que é para ninguém me ver, prometo uma nova análise e, quem sabe, melhores notícias.  Do sempre teu, Pluct plact.

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Fábulas Fabulosas” do SEM   FIM...  delcueto.wordpress.com
Studio na Colab55

domingo, 4 de dezembro de 2016

Cola eleitoral - arquivo 2018

Cola eleitoral – arquivo 2018

Texto e foto de Valéria del Cueto
Os que cravaram um SIM na iniquidade aprovando o puxadinho aditivo ao substitutivo do projeto de lei 4850/2016, as 10 medidas contra a corrupção, para enquadrar o MP e o judiciário na calada da noite.

Alberto Fraga DEM-DF; Alexandre Leite DEM-SP; Claudio Cajado DEM-BA; Efraim Filho DEM-PB; Elmar Nascimento DEM-BA; Dr. Jorge Silva (PHS-ES); Felipe Maia DEM-RN; Francisco Floriano DEM-RJ; Givaldo Carimbão (PHS-AL); Hélio Leite DEM-PA; Jorge Tadeu Mudalen DEM-SP; José Carlos Aleluia DEM-BA; Juscelino Filho DEM-MA; Marcelo Aguiar DEM-SP; Marcelo Matos PHS-RJ; Misael Varella DEM-MG; Missionário José Olimpio DEM-SP;  Paulo Azi DEM-BA; Professora Dorinha Seabra Rezende DEM-TO; Sóstenes Cavalcante DEM-RJ; Afonso Motta PDT-RS; André Figueiredo PDT-CE; Assis do Couto PDT-PR; Carlos Eduardo Cadoca PDT-PE; Dagoberto PDT-MS; Félix Mendonça Júnior PDT-BA; Flávia Morais PDT-GO; Hissa Abrahão PDT-AM; Leônidas Cristino PDT-CE;  Mário Heringer PDT-MG; Pompeo de Mattos PDT-RS; Ronaldo Lessa PDT-AL; Sergio Vidigal PDT-ES; Weverton Rocha PDT-MA; Erivelton Santana PEN-BA; Junior Marreca PEN-MA; Augusto Coutinho SD-PE; Aureo SD-RJ; Benjamin Maranhão SD-PB; Genecias Noronha SD-CE; Laudivio Carvalho SD-MG; Lucas Vergilio SD-GO; Paulo Pereira da Silva SD-SP; Zé Silva SD-MG; Uldurico Junior PV-BA; Ademir Camilo PTN-MG; Aluisio Mendes PTN-MA; Antônio Jácome PTN-RN; Bacelar PTN-BA; Carlos Henrique Gaguim PTN-TO; Dr. Sinval Malheiros PTN-SP; Francisco Chapadinha PTN-PA; Jozi Araújo PTN-AP; Luiz Carlos Ramos PTN-RJ; Ricardo Teobaldo PTN-PE; Luis Tibé PTdoB-MG; Rosinha da Adefal PTdoB-AL; Silvio Costa PTdoB-PE; Adalberto Cavalcanti PTB-PE; Arnon Bezerra PTB-CE; Benito Gama PTB-BA; Cristiane Brasil PTB-RJ; Deley PTB-RJ; Jorge Côrte Real PTB-PE; Jovair Arantes PTB-GO;  Nilton Capixaba PTB-RO; Pedro Fernandes PTB-MA;  Sérgio Moraes PTB-RS; Wilson Filho PTB-PB; Zeca Cavalcanti PTB-PE; Alberto Filho PMDB-MA; Alceu Moreira PMDB-RS; Altineu Côrtes PMDB-RJ; André Amaral PMDB-PB; Aníbal Gomes PMDB-CE; Baleia Rossi PMDB-SP; Carlos Bezerra PMDB-MT; Carlos Marun PMDB-MS; Celso Jacob PMDB-RJ; Celso Pansera PMDB-RJ; Cícero Almeida PMDB-AL; Daniel Vilela PMDB-GO; Darcísio Perondi PMDB-RS; Elcione Barbalho PMDB-PA; Fábio RamalhoPMDB-MG; Fabio Reis PMDB-SE; Flaviano Melo PMDB-AC; Jarbas Vasconcelos PMDB-PE; Jéssica Sales PMDB-AC; João Arruda PMDB-PR; João Marcelo Souza PMDB-MA; Jones Martins PMDB-RS; José Priante PMDB-PA; Kaio Maniçoba PMDB-PE; Leonardo Quintão PMDB-MG; Lucio Mosquini PMDB-RO; Lucio Vieira Lima PMDB-BA; Manoel Junior PMDB-PB; Marcos Rotta PMDB-AM; Marinha Raupp PMDB-RO; Mauro Lopes PMDB-MG;  Mauro Mariani PMDB-SC; Mauro Pereira PMDB-RS; Moses Rodrigues PMDB-CE; Newton Cardoso Jr PMDB-MG; Osmar Serraglio PMDB-PR; Pedro Paulo PMDB-RJ; Rodrigo Pacheco PMDB-MG; Rogério Peninha Mendonça PMDB-SC; Ronaldo Benedet PMDB-SC; Saraiva Felipe PMDB-MG; Soraya Santos PMDB-RJ; Valdir Colatto PMDB-SC; Valtenir Pereira PMDB-MT; Vitor Valim PMDB-CE;  Walter Alves PMDB-RN; Átila Lins PSD-AM; Diego Andrade PSD-MG; Domingos Neto PSD-CE; Edmar Arruda PSD-PR; Evandro Roman PSD-PR; Expedito Netto PSD-RO; Fábio Mitidieri PSD-SE; Fernando Torres PSD-BA; Herculano Passos PSD-SP; Heuler Cruvinel PSD-GO; Indio da Costa PSD-RJ; Irajá Abreu PSD-TO; Jefferson Campos PSD-SP; José Nunes PSD-BA; Júlio Cesar PSD-PI; Marcos Montes PSD-MG; Marcos Reategui PSD-AP; Paulo Magalhães PSD-BA; Raquel Muniz PSD-MG; Tampinha PSD-MT; Arolde de Oliveira PSC-RJ; Gilberto Nascimento PSC-SP; Irmão Lazaro PSC-BA; Júlia Marinho PSC-PA; Takayama PSC-PR; Adilton Sachetti PSB-MT; Átila Lira PSB-PI; César Messias PSB-AC; Creuza Pereira PSB-PE; Danilo Cabral PSB-PE; Danilo Forte PSB-CE; Heráclito Fortes PSB-PI; Hugo Leal PSB-RJ; João Fernando Coutinho PSB-PE; José Reinaldo PSB-MA; Keiko Ota PSB-SP; Marinaldo Rosendo PSB-PE; Rafael Motta PSB-RN; Rodrigo Martins PSB-PI; Tadeu Alencar PSB-PE; Tereza Cristina PSB-MS; Alan Rick PRB-AC; Antonio Bulhões PRB-SP; Beto Mansur PRB-SP; Carlos Gomes PRB-RS; César Halum PRB-TO; Cleber Verde PRB-MA; Jhonatan de Jesus PRB-RR; João Campos PRB-GO; Jony Marcos PRB-SE; Lindomar Garçon PRB-RO; Márcio Marinho PRB-BA; Ricardo Bentinho PRB-SP; Roberto Alves PRB-SP; Roberto Sales PRB-RJ; Ronaldo Martins PRB-CE; Rosangela Gomes PRB-RJ; 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Moisés Diniz PCdoB-AC; Orlando Silva PCdoB-SP

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “Fábulas fabulosas” do Sem Fim...
Studio na Colab55

sábado, 11 de abril de 2015

Rato rói, ignorância dói!

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Pela fresta de noite que lhe cabia espiava a escuridão esperando a lua quase minguante surgir. Precisava tomar uma decisão pra ontem. Voltar ao mundo que aprisionava seus sonhos e tolhia sua imaginação. Renunciar a solidão libertadora, fechar as portas do seu incomensurável interior e invadir a vida (ir)real.
Só uma coisa a faria se abandonar: a  amizade. Era ela que exigia o sacrifício de encarar o mundão lá de fora. Não podia deixar a própria sorte o parceiro. Ele a mantivera conectada no período em que estivera  recolhida do outro lado do túnel. Agora, era Pluct  Plac que precisava dela! Não houve um apelo direto. Mas, no último encontro, a confusão do alienígena “preso” na atmosfera terrestre por sua incapacidade de transpor o magnetismo provocado pelos danos na nossa camada de ozônio, se tornara latente. Não era mais uma questão simples, como a absorção por osmose dos efeitos gerados pelo excesso literário de Stanislaw Ponte Preta, seja pela música - caso do Samba do Crioulo Doido, ou pelas  crônicas - via FEBEAPÁ, o Festival de Besteiras que Assola o País.
Era mais e demais para o pobre extraterrestre que  coletava informações para repassar a seus superiores intergalácticos e justificar sua permanência no hospício terrestre, além reunir boas razões que fizessem sua cronista preferida voltar ao mundo real para acompanha-lo em suas prospecções.
Ele havia dado um tóin e, sem nenhum tipo de proteção exigida pelo código de viagens intraplanetárias, como vacinas  contra Leptospirose, a Peste Bubônica (ou Negra), o Tifo Murinho,  a Febre da Mordida do Rato, Hantavirose, Sarnas e Alergias, havia se materializado na dita Casa do Povo brasileiro, no Planalto Central.
É verdade que fizera o possível para evitar problemas. Adiara o dia do pulo explorador para evitar as anunciadas manifestações da onda vermelha, que - dizia-se - ocuparia os jardins suspensos da Babilônia do poder e não passou de uma “marolulinha” de abril.
Na ocasião, para não perder o impulso inicial e, quem sabe, aproveitar-se da instabilidade atmosférica para ultrapassar seu gap impulsional libertador, dera meia-volta, volver, gastando uma pitada a mais do seu pó de pirlimpimpim (apelido dado pela cronista ensandecida ao injetor de impulsos dos seus tóins), para “bizoiar” o fogaréu que ardia no maior porto do Patropi consumindo todo o material de combate a incêndios do estado mais desenvolvido do país. Chegara até a pensar oferecer seus conhecimentos intrínsecos de observador do Big Bang para ajudar a controlar as labaredas, o que se tornou desnecessário diante da chegada de especialistas estrangeiros. Isso permitiu que ele seguisse viagem para acompanhar a palpitante lição de como torrar dinheiro público.
Pensava em apresentar suas credenciais diplomáticas de parlamentar interplanetário para acompanhar oficialmente os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito instituída para apurar a surrupiada federal que provocou a derrapada da maior empresa do país. Não houve tempo! Mal adentrou o recinto pipocou uma tremenda confusão. Até pensou que era com ele.
Além dos animais habituais, pequemos roedores inadvertidamente viraram alvos de pisoteamento por assustadores artefatos assassinos, sapatos “de matar barata em quina de parede” que não deram conta do recado. Perseguidos implacavelmente, enquanto se ouvia, captados pelos sensíveis microfones do local, apelos solidários que pediam: “prendam, mas não matem os ratos”! Diante da confusão, muito ofendidos, resolveram se render. Afinal, ratos eles não eram! Hamsters e Esquilos da Mongólia, sim. Mas ratos? Esses permaneceram no recinto conforme informavam aos gritos, quebrando combalido o decoro parlamentar, representantes histéricos do po(l)vo.
Meio totalmente confuso em seu relato, Pluct Plact fez  a cronista tomar a difícil decisão de deixar seu retiro e, amanhã, fazer segurança para o desorientado explorador interplanetário em seu giro pelos protestos. Segundo ele, liderados por um João que pede “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia”! Nada o convenceu que Joãozinho, o Trinta, era um carnavalesco e o tema apenas um enredo genial...
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Fábulas Fabulosas”, do SEM   FIM... delcueto.wordpress.com
E3- ILUSTRADO - SABADO 11-04-2015 
Edição Enock Cavalcanti
Diagramação Nei Ferraz Melo 
GRAVATA 
Adiara o dia para evitar a onda vermelha que ocuparia os jardins suspensos da Babilônia. Não passou de uma “marolulinha”