quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

ONDA, PEDRA E MANEIRAS DE VER O LEME - de Valéria del Cueto

Olá amigos, meu artigo de final de ano está no link abaixo
http://delcueto.multiply.com/journal/item/45

ONDA, PEDRA E MANEIRAS DE VER O LEME - de Valéria del Cueto
dezembro de 2005

Um dia não vou ter mais o que explorar na Ponta do Leme. É uma dura possibilidade, lembrada sempre por amigos que sugerem a “expansão temática” destes escritos. Um propõe novos lugares para serem explorados. Outros querem que eu parta para fazer entrevistas. Concordo com todos.

Mas, no fundo, fico rindo sozinha de quem acha que a Ponta vai se esgotar. Talvez, um dia, mas ainda falta muito...

Reestréia de Adorável Cinderela no verão Carioca

Start:     Jan 7, '06 5:00p
Location:     Teatro Clara Nunes - Shopping da Gávea
Inspirado no clássico dos irmãos Grimm, o musical “Adorável Cinderela” re-estréia dia 07 de janeiro, no Teatro Clara Nunes e, a convite da direção da casa, ocupa o espaço até o mês de março. A peça estreou em julho de 2005 e já ultrapassou a marca alcançada pelo espetáculo anterior da Companhia Teatral Mise em Scène: “A Fantasia de Pinóquio” ficou oito meses em cartaz e foi assistida por mais de 10 mil espectadores.

Com texto, direção e músicas de Leandro Fleury Curado, a Companhia Teatral Mise en Scène tem no elenco Letícia Cannavale (Cinderela), Leandro Fleury Curado (A Madrasta Mandrágora), Cristina Fraga (A Verde de Inveja Firmina), Helen Hoffmann (A Roxa de Raiva Anália), Ricardo Ferraz (Príncipe Luã), Cleber Salgado (Cachorro Balão), Alessandra Diamante (Fada Madrinha).
Segundo Leandro Fleury Curado é marcante, no texto original, a abnegação de Cinderela. Seus desejos são ignorados em prol da madrasta e das irmãs de criação. Para o autor, somente com o despertar do desejo na heroína os obstáculos deixam de ser intransponíveis e se abre espaço para chegada da felicidade.

A montagem de Leandro navega entre a fábula original e os dias de hoje – ora leva o público ao universo dos príncipes e dos castelos, ora inclui na narrativa elementos da vida moderna como cartões de crédito, lojas de grife e outros ícones contemporâneos.

SINOPSE
A história de Cinderela, todo mundo conhece. É a mesma através dos séculos. Mas e a madrasta e suas filhinhas? Como seria a madrasta da Cinderela nos dias atuais? Como ela se comportaria?
O reino se chama Estrelópolis, as filhas da madrasta, Anália e Firmina. O príncipe, um dia será rei da vizinha Luanólis. Quanto a Cinderela, ela só tem a música e Balão, seu amigo cachorro. Bom, falta a Mandrágora, a madrasta... Mas, esta, é melhor vocês conhecerem pessoalmente...


FICHA TÉCNICA
Texto, Direção e Músicas: Leandro Fleury Curado
Assistente de Direção: Luis Carlos Teixeira
Elenco: Leticia Cannavale / Cinderela
Leandro Fleury Curado / A madrasta Mandrágora
Cristina Fraga / A verde de inveja Firmina
Helen Hoffmann / A roxa de raiva Anália
Ricardo Ferraz / Príncipe Luã
Cleber Salgado / Cachorro Balão
Alessandra Diamante / Fada Madrinha
Iluminação: Aurelio de Simoni
Cenografia: Denise Ricardo e Marcio Araujo
Figurino: Marcio Araujo
Preparação Vocal: Jorge Luis Cardoso
Preparação Corporal e Coreografia: Isabel Chavarri
Fotos: Bruno Lisboa
Programação Visual: Fotovisor
Produção Executiva: Denise Ricardo
Direção de Produção: Luis Carlos Teixeira
Realização: Paradise Vídeo
Assessoria de Imprensa: Valéria del Cueto – (21) 9767 0093

SERVIÇO
Adorável Cinderela - Teatro Clara Nunes - Shopping da Gávea -
R. Marquês de São Vicente, 52/3º piso - 450 lugares - 2274 9696
Sáb e dom, às 17h - 65 min. - crianças a partir de 3 anos –até 28 de março
R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia).

ONDA, PEDRA E MANEIRAS DE VER O LEME



texto
e foto de Valéria del Cueto


dezembro
de 2005




Um dia não vou ter mais o que explorar na Ponta do Leme. É
uma dura possibilidade, lembrada sempre por amigos que sugerem a “expansão
temática” destes escritos. Um propõe novos lugares para serem explorados. Outros
querem que eu parta para fazer entrevistas. Concordo com todos.




Mas, no fundo, fico rindo sozinha de quem acha que a Ponta
vai se esgotar. Talvez, um dia, mas ainda falta muito...




Digo isso equilibrada numa das pedras embaixo da escada que
leva do Caminho dos Pescadores até a areia. Não é um ponto que costumo
freqüentar. Cheguei aqui por que esqueci a canga que uso para deitar na areia em
casa. É claro que só dei conta quando já estava na praia. Mais especificamente
quando abri a bolsa para pegá-la, me preparando para uma manhã de sol no final
do Leme.




Sem a canga, mas com várias tarefas bancárias a cumprir
antes de voltar pra casa, resolvi transformar o lagarteamento numa mini caminhada
até a Pedra. Uma digamos, preparação para enfrentar as filas e os inevitáveis caixas
eletrônicos.




Foi assim que acabei empoleirada na pedra. A cena deve ser,
no mínimo, instigante: Uma mulher com sua bolsa de listas coloridas ao lado,
com um caderninho muito pequeno, onde escreve vagarosamente. No espaço restrito
das pedras que a cercam, muda várias vezes de posição em busca de inspiração e do
conforto que permita que não interrompa a escrevinhação, como uma pensadora de
Rodin com um instrumento de registro de suas impressões na mão. É, inspiração
pode ser assim...




O objeto de observação é o quebrar das ondas na linha das
pedras. O dia não está esplendoroso, o vento impede a leitura dos jornais, o
verde da água é o primeiro contraste no ton sur ton da manhã. O sol esquenta a
Pedra. Falo da montanha que divide o Leme da boca da Baia de Guanabara. O limo
na base da pedra, lambido pelo mar e iluminado pelo sol é, sem dúvida, o verde
mais profundo e a cor mais luminosa da paisagem. Do outro lado, o Posto Seis.
No meio, os prédios de Copacabana enfileirados, apertados entre as montanhas e
o mar.




Um reflexo irreal ao longe. Levo um tempo para entender o
que é. No alto do Corcovado, visível acima dos prédios que emolduram a praia,
um brilho aponta a presença de um helicóptero circulando ao redor do Cristo
Redentor, a imagem majestosa a fé.




Ele não está nem aí.




Seus olhos, neste momento, estão voltados para a Ponta do
Leme. Nas pedras, alguém descreve sensações. E o Cristo, que tudo vê, sabe que
hoje, naquele caderninho cabem apenas impressões de paz, de pequenas emoções e
sensações delicadas. Delicadas e intangíveis como a espuma do mar que, por
segundos, engole a pedra, mas recua e, cheia de sabedoria, deixa apenas as
marcas de sua umidade. Que na próxima onda, será novamente coberta pela marola
refrescante e hipnótica, renovada em seu vai-e-vem...




Sob o olhar atento daquele que nos protege.







Valeria del Cueto é
jornalista e cineasta

liberado para reprodução




http://delcueto.multiply.com




Este
artigo faz parte da Série "Ponta do Leme", composta por “ A Vingança
do Gato Preguiçoso”
, “E o Rapa Levou”, “Até onde a Vista Alcança”, Pré Visões do Tempo, “O Rei da Praia”, “ Há os que não Gostam, Ora Pois”,
N.G. por V.d.C.”
e outros mais que ainda virão....











segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Adorável Cinderela - Teatro Clara Nunes/RJ

Category:   Tickets
Price:   R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia).

Inspirado no clássico dos irmãos Grimm, o musical “Adorável Cinderela” está no Teatro Clara Nunes até o mês de março. A peça estreou em julho de 2005 e já ultrapassou a marca alcançada pelo espetáculo anterior da Companhia Teatral Mise em Scène: “A Fantasia de Pinóquio” ficou oito meses em cartaz e foi assistida por mais de 10 mil espectadores.

Com texto, direção e músicas de Leandro Fleury Curado, a Companhia Teatral Mise en Scène tem no elenco Letícia Cannavale (Cinderela), Leandro Fleury Curado (A Madrasta Mandrágora), Cristina Fraga (A Verde de Inveja Firmina), Helen Hoffmann (A Roxa de Raiva Anália), Ricardo Ferraz (Príncipe Luã), Cleber Salgado (Cachorro Balão), Alessandra Diamante (Fada Madrinha).

Segundo Leandro Fleury Curado é marcante, no texto original, a abnegação de Cinderela. Seus desejos são ignorados em prol da madrasta e das irmãs de criação. Para o autor, somente com o despertar do desejo na heroína os obstáculos deixam de ser intransponíveis e se abre espaço para chegada da felicidade.

A montagem de Leandro navega entre a fábula original e os dias de hoje – ora leva o público ao universo dos príncipes e dos castelos, ora inclui na narrativa elementos da vida moderna como cartões de crédito, lojas de grife e outros ícones contemporâneos.

SINOPSE
A história de Cinderela, todo mundo conhece. É a mesma através dos séculos. Mas e a madrasta e suas filhinhas? Como seria a madrasta da Cinderela nos dias atuais? Como ela se comportaria?
O reino se chama Estrelópolis, as filhas da madrasta, Anália e Firmina. O príncipe, um dia será rei da vizinha Luanólis. Quanto a Cinderela, ela só tem a música e Balão, seu amigo cachorro. Bom, falta a Mandrágora, a madrasta... Mas, esta, é melhor vocês conhecerem pessoalmente...

SERVIÇO
Adorável Cinderela - Teatro Clara Nunes - Shopping da Gávea -
R. Marquês de São Vicente, 52/3º piso - 450 lugares - 2274 9696
Sáb e dom, às 17h - 65 min. - crianças a partir de 3 anos –até 28 de março
R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia).


terça-feira, 13 de dezembro de 2005

SESSÃO FORA DO EIXO - CINECLUBE ABD&C

Category:   Music & Movies
Price:   gratis

A ABD&C – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro -
a Petrobras e a Fundação Casa de Rui Barbosa apresentam:

CINECLUBE ABD&C – Programa Petrobras Cultural
SESSÃO FORA DO EIXO

Sábado, 17 de dezembro, 16h – Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão – entrada franca

Sessão dedicada às mais recentes produções da Cooperativa de Cinema Fora do Eixo, composta pelos primeiros alunos formados no curso de cinema da Universidade Estácio de Sá, em 1998.

DEBATEDORES:
Frederico Cardoso, Júlio Mauro, Felipe Rodrigues e Clara Guim.

FILMES:
SEM MAIS de Frederico Cardoso – documentário/2005 – Digital – 5 min.
Quais as conseqüências num país virado de cabeça para baixo?

AMAROMOLEQUESACY de Frederico Cardoso – documentário/2005 – digital 5 min.
Qual é a verdade? Qual é a mentira? Qual é a realidade? Qual é a fantasia? Onde a realidade se encontra com o imaginário? Só o Sacy sabe.

FOTOGRAFIA DA VOZ de Júlio Mauro – ficção/2005 – 35mm – 10min.
Em carta sonora, Chico registra as vozes alegres de uma festa de sua família
E envia inusitada correspondência de Cataguases a um primo do Rio de Janeiro
O filme é baseado nos discos de acetato encontrados pelo cineasta Júlio Mauro Peixoto.
Eles contêm diversas mensagens de voz, além de músicas gravadas em cortadores de acetatos pelo seu avô Francisco Mauro na década de 50. Alguns trechos das gravações originais das vozes foram restaurados e inseridos no filme. O curta metragem foi rodado em Cataguases / MG, conta com um elenco de atores da cidade e membros da própria família e amigos. A locação é a casa do outro avô do cineasta, Francisco Inácio Peixoto, referência em arquitetura e artes modernas.

O IRRECONHECÍVEL de Felipe Rodrigues – ficção/2004 – 35mm – 15 min.
Não há sinopse

EM MÃOS de Maria Clara Guim – ficção/2004 – 35mm – 10min.
Ele acorda e ela não está ao seus lado. Ela acorda e ele não está ao seu lado. Ao invés do outro uma carta.
Melhor Filme no 8º. Festival Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira.

CLAQUETE
Cineclube ABD&C – Sessão Fora do Eixo – “Sem mais” e “amaromolequesacy” de Frederico Cardoso, “Fotografia da Voz” de Júlio Mauro, “O Irreconhecível” de Felipe Rodrigues e “ Em Mãos” de Maria Clara Guim.
17 de dezembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

SESSÃO UFF - CINECLUBE ABD&C

Start:     Dec 10, '05 4:00p
Location:     Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
A ABD&C – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro
a Petrobras e a Fundação Casa de Rui Barbosa apresentam:

CINECLUBE ABD&C – Programa Petrobras Cultural
SESSÃO UFF
Sábado, 10 de dezembro, 16h – Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão – entrada franca

O curso de Cinema da Universidade Federal Fluminense, criado por Nélson Pereira dos Santos há mais de trinta anos, já formou várias gerações de cineastas. São editores, roteiristas, fotógrafos, produtores e diretores hoje espalhados pelo universo audiovisual brasileiro.
Para o CINECLUBE ABD&C , é chegada a hora de unir parte dessas gerações para celebrar o árduo trabalho de formação feito pela UFF ao longo desta jornada...

DEBATEDORES:
Gustavo Cascon, André Luiz Sampaio, João Mors Cabral, Aurélio Aragão e Roberto Robalinho.

FILMES:
O COMBUSTÍVEL DO FUTURO de Gustavo Cascon - Ficção/ 1989 - 16mm - 10min
Com Wilson Grey, Ana Elisa Poppe, Zeca Nobre porto e José Jofffily. Narração Fausto Fawcett
A alta cúpula do governo norte-americano decide invadir o Brasil com o pretexto de acabar com o tráfico de drogas. Enquanto isso, um velho e decadente astro do rock nacional e um executivo falido apelam para sua traficante oficial, uma jovem de classe média carioca, que prontamente marca um encontro com os clientes. Os três se encontram, mas chega a polícia e começam a surgir no céu do Rio os primeiros helicópteros dos marines.
Prêmios: melhor Filme e melhor ator no Rio cine Festival (1990)

POLÊMICA de André Luiz Sampaio – Ficção/1998 – 35mm – 21min
Com Paulo Felipe, Abel Jr., José Marinho Rose Abdalla e Sérgio Boi. Participação especial de Zezé Mota, Emanuel Cavalcanti e Benigno de Oxossi
Filmúsica, chanchada mediúnica e documentário. Dupla de vagabundos recebe os santos: Noel Rosa e Wilson Batista. Incorporados e soltos no carnaval carioca, revivem a famosa “polêmica” que fez história em nossa música popular.
Prêmios:
Destaque em Expressão Cultural Brasileira e Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival Brasileiro de cinema Universitário (1999)

BICHOS URBANOS de Karen Barros e João Mors Cabral – Ficção/2002 – 16mm – 20 min.
Estudantes de cinema apelam para o pedantismo estético e o radicalismo ideológico na realização do seu primeiro filme.

QUANDO UM BURRO FALA... de Aurélio Aragão e Roberto Robalinho – Ficção/2005 – 16mm – 15min.
Com Arduino Colassanti, Cabral, Carla Vinhas, Maizé Campos Sara Stopazzolli e Mano Melo.
Três velhos pescadores contam suas versões para a origem de Itaipu. Três histórias se entrelaçam como uma rede de pesca. Três mitos de origem: um casamento, um santo e uma sereia...
Prêmios:
Destaque em Pesquisa de Linguagem, Prêmio ABD&C-RJ de Melhor Curta e e Júri Popular no 10º. Festival de cinema Universitário (2005)
Melhor Roteiro no 38º. Festival de Brasília (2005).

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C – Sessão UFF – “O combustível do Futuro” de Gustavo Cascon, “Polêmica” de André Luiz Sampaio, “ Bichos Urbanos” de Karen Barros e João Mors Cabral e “ Quando um Burro Fala...” de Aurélio Aragão e Roberto Robalinho
10 de dezembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.

SESSÃO UFF - CINECLUBE ABD&C

Category:   Music & Movies
Price:   GRATIS

A ABD&C – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro
a Petrobras e a Fundação Casa de Rui Barbosa apresentam:

CINECLUBE ABD&C – Programa Petrobras Cultural
SESSÃO UFF
Sábado, 10 de dezembro, 16h – Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão – entrada franca

O curso de Cinema da Universidade Federal Fluminense, criado por Nélson Pereira dos Santos há mais de trinta anos, já formou várias gerações de cineastas. São editores, roteiristas, fotógrafos, produtores e diretores hoje espalhados pelo universo audiovisual brasileiro.
Para o CINECLUBE ABD&C , é chegada a hora de unir parte dessas gerações para celebrar o árduo trabalho de formação feito pela UFF ao longo desta jornada...

DEBATEDORES:
Gustavo Cascon, André Luiz Sampaio, João Mors Cabral, Aurélio Aragão e Roberto Robalinho.

FILMES:
O COMBUSTÍVEL DO FUTURO de Gustavo Cascon - Ficção/ 1989 - 16mm - 10min
Com Wilson Grey, Ana Elisa Poppe, Zeca Nobre porto e José Jofffily. Narração Fausto Fawcett
A alta cúpula do governo norte-americano decide invadir o Brasil com o pretexto de acabar com o tráfico de drogas. Enquanto isso, um velho e decadente astro do rock nacional e um executivo falido apelam para sua traficante oficial, uma jovem de classe média carioca, que prontamente marca um encontro com os clientes. Os três se encontram, mas chega a polícia e começam a surgir no céu do Rio os primeiros helicópteros dos marines.
Prêmios: melhor Filme e melhor ator no Rio cine Festival (1990)

POLÊMICA de André Luiz Sampaio – Ficção/1998 – 35mm – 21min
Com Paulo Felipe, Abel Jr., José Marinho Rose Abdalla e Sérgio Boi. Participação especial de Zezé Mota, Emanuel Cavalcanti e Benigno de Oxossi
Filmúsica, chanchada mediúnica e documentário. Dupla de vagabundos recebe os santos: Noel Rosa e Wilson Batista. Incorporados e soltos no carnaval carioca, revivem a famosa “polêmica” que fez história em nossa música popular.
Prêmios:
Destaque em Expressão Cultural Brasileira e Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival Brasileiro de cinema Universitário (1999)

BICHOS URBANOS de Karen Barros e João Mors Cabral – Ficção/2002 – 16mm – 20 min.
Estudantes de cinema apelam para o pedantismo estético e o radicalismo ideológico na realização do seu primeiro filme.

QUANDO UM BURRO FALA... de Aurélio Aragão e Roberto Robalinho – Ficção/2005 – 16mm – 15min.
Com Arduino Colassanti, Cabral, Carla Vinhas, Maizé Campos Sara Stopazzolli e Mano Melo.
Três velhos pescadores contam suas versões para a origem de Itaipu. Três histórias se entrelaçam como uma rede de pesca. Três mitos de origem: um casamento, um santo e uma sereia...
Prêmios:
Destaque em Pesquisa de Linguagem, Prêmio ABD&C-RJ de Melhor Curta e e Júri Popular no 10º. Festival de cinema Universitário (2005)
Melhor Roteiro no 38º. Festival de Brasília (2005).

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C – Sessão UFF – “O combustível do Futuro” de Gustavo Cascon, “Polêmica” de André Luiz Sampaio, “ Bichos Urbanos” de Karen Barros e João Mors Cabral e “ Quando um Burro Fala...” de Aurélio Aragão e Roberto Robalinho
10 de dezembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.


domingo, 4 de dezembro de 2005

A VINGANÇA DO GATO PREGUIÇOSO



texto
e foto de Valéria del Cueto

dezembro
de 2005




Estou na Ponta. Estou no Leme,
novamente. Com o barulho do mar chiando nos meus ouvidos bem baixinho seu vai-e-vem.
Segundona. Sou a imagem da vingança do Garfield, que odeia segunda-feira.






Pensei que na última viagem
tivesse acontecido um cataclisma. É, a coisa foi séria. Como se todos os
defeitos que nos orgulhamos de não ter, subitamente começassem a se manifestar.
Primeiro, foi o show com Alexandre Pires, Alcione e outros mais. O Leme
amanheceu ao som ensurdecedor de todas as buzinas do Rio de Janeiro. Quem ousou
passar por perto disse que parecia reveillon.














Pessoas cruzavam o túnel a pé, os
flanelinhas liberando o estacionamento em todo o calçadão do bairro. Um
inferno. E tome buzina Por que ninguém andava. A única diferença para o 31 de
dezembro, me contaram, é que o povo não estava de branco, uniforme exclusivo da
virada do ano.






EU JURO QUE NÃO VI




Não posso assinar em baixo do que
conto. Confesso, não botei o nariz para fora de casa. As buzinas me bastaram
para indicar que o meu oásis se resumiria ao apartamento. Terminei de ler uma
policial noir e ataquei os destroços da minha geladeira combalida. Isto foi num
feriado.









Domingo a sinfonia pós-moderna
das buzinas começou de novo. Chego a pensar que é treinamento pro verão. Alguém
me lembra da Travessia dos Fortes. A festa é nossa e resolvo ir até lá. Em
busca do meu passado. Só alcanço a Ponta, onde já estão entregando as medalhas
para os nadadores, lá pelo meio dia. As buzinas diminuíram, a preguiça quase me
pegou. Mas fui lá. Rapaziada sarada, turma saúde. Ouço entre os vencedores das
inúmeras categorias, nomes do meu tempo de atleta. Saí jurando que um dia ainda
volto para uma piscina. Quando? Só Deus sabe...









Ando pelo calçadão, livre dos
carros entulhados do feriado anterior. Ironicamente, o único lugar cheio de
automóveis estacionados de forma irregular é o mais proibido de todos: em torno
da agência bancária. Nenhum guarda ou policial por perto para punir os infratores.









A conta no zero. É ela que me faz
adotar a vingança do Garfield e estar na praia em plena segunda feira. No
caminho par a praia outra irregularidade: toda pista da orla ocupada por ônibus
e caminhões, como se o Leme fosse o lugar de retiro dos veículos pesados
cariocas na hora do almoço. Tá tudo dominado.






PROTESTOS VEEMENTES







Todo início de verão é assim. A
primeira carta reclamando da desordem urbana no bairro, provocada sempre por
“estrangeiros”, já foi publicada. Outras, certamente virão, até que recuperemos
parte da nossa paz ameaçada. E, para isso, usamos todas as armas. A imprensa,
reclamação junto às autoridades do trânsito, Guarda Micipal, PM, etc, etc...









Cada um faz a sua parte. Incomoda
como pode. Até eu, ainda na praia, escrevendo sobre a vida, acabo participando.
Em casos como este, um pouco não é tudo, mas é muito.









PONTO DE VISTA




Confesso que passa pela minha
cabeça uma certa culpa. É fácil falar na minha posição. Deitada numa canga, em
plena segunda feira, olhando o motivo da minha crítica quando dou as costas
para este marzão. Separada deles, dos veículos pesados, por toda a extensão de
areia existente entre o oceano e o calçadão.









Tudo bem, o que posso fazer se
este local é a única vantagem real que ainda cultivo na vida? Lutar, por ele.
Preservar a Ponta do Leme, tratar bem quem me abriga e acolhe. Esteja na
posição que estiver, de frente ou de costas para a vida. Miau...








Valeria del Cueto e
jornalista e cineasta


liberado para reproducao

http://delcueto.multiply.com

Este
artigo faz parte da Serie Ponta do Leme, composto por E o Rapa Levou, Ate onde a Vista Alcanca, Pre Visoes do Tempo, O Rei da Praia, Ha os que nao Gostam, Ora Pois,
N.G. por V.d.C. e outros
mais que ainda virao....












sábado, 3 de dezembro de 2005

me chama que eu vou! Sessão Samba, sábado, 16h - Casa de Rui Barbosa. Cineclube ABD&C

Projeto selecionado pelo Programa Petrobras Cultural
ME CHAMA QUE EU VOU !
SESSÃO SAMBA
Sábado, 03 de dezembro, 16h – Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão – entrada franca

Se o samba chama, o cinema carioca vai... Uma sessão de bambas pra comemorar o Dia Nacional do Samba
Debatedores: Ilana Feldman, Guilherme Coelho e Thereza Jessouroun

FILMES
SE TU FORES de Ilana Feldman e Guilherme Coelho – Documentário/ 2002 – Vídeo Digital – 27 min.
Assumindo estereótipos e idealizações, "Se Tu Fores" explora o imaginário do samba através de rodas e causos protagonizados por Jair do Cavaquinho, Surica e Walter Alfaiate. Uma celebração do mundano e do espetacular Ilustrações de Lan. Participações: Cristina Buarque, Paulão 7Cordas, Teresa Cristina e Grupo Semente.

SAMBA de Thereza Jessouron – Documentário/2001 –Vídeo Digital – 54min.
Um documentário sobre a dança do samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do Morro da Mangueira, Rio de Janeiro. O documentário foge dos esteteótipos que procuram divulgar, durante o Carnaval, a mais “nacional” de todas as nossas danças e revela o mundo e a vida dos passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
Prêmios:
Prêmio 2001 TV Cultura para o Melhor Documentário Brasileiro no 6º. Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”
Prêmio Ministério da Cultura para o Melhor Filme da Produção Nacional Recente na 8º. Mostra Internacional do Filme Etnográfico do Rio de Janeiro 2001
...............................................................................................

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C – Me chama que eu vou! - Sessão Samba – “Se tu Fores” Ilana Feldman e Guilherme Coelho e “Samba” de Thereza Jessouron
03 de dezembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Me chama que eu vou! Sessão Samba - Cineclube ABD&C

Start:     Dec 3, '05 4:00p
Location:     Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Projeto selecionado pelo Programa Petrobras Cultural
ME CHAMA QUE EU VOU !
SESSÃO SAMBA
Sábado, 03 de dezembro, 16h – Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão – entrada franca

Se o samba chama, o cinema carioca vai... Uma sessão de bambas pra comemorar o Dia Nacional do Samba
Debatedores: Ilana Feldman, Guilherme Coelho e Thereza Jessouroun

FILMES
SE TU FORES de Ilana Feldman e Guilherme Coelho – Documentário/ 2002 – Vídeo Digital – 27 min.
Assumindo estereótipos e idealizações, "Se Tu Fores" explora o imaginário do samba através de rodas e causos protagonizados por Jair do Cavaquinho, Surica e Walter Alfaiate. Uma celebração do mundano e do espetacular Ilustrações de Lan. Participações: Cristina Buarque, Paulão 7Cordas, Teresa Cristina e Grupo Semente.

SAMBA de Thereza Jessouron – Documentário/2001 –Vídeo Digital – 54min.
Um documentário sobre a dança do samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do Morro da Mangueira, Rio de Janeiro. O documentário foge dos esteteótipos que procuram divulgar, durante o Carnaval, a mais “nacional” de todas as nossas danças e revela o mundo e a vida dos passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
Prêmios:
Prêmio 2001 TV Cultura para o Melhor Documentário Brasileiro no 6º. Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”
Prêmio Ministério da Cultura para o Melhor Filme da Produção Nacional Recente na 8º. Mostra Internacional do Filme Etnográfico do Rio de Janeiro 2001
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FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C – Me chama que eu vou! - Sessão Samba – “Se tu Fores” Ilana Feldman e Guilherme Coelho e “Samba” de Thereza Jessoroun
03 de dezembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares

domingo, 27 de novembro de 2005

Me chama que eu vou! SESSÃO SAMBA - Cineclube ABD&C

Category:   Music & Movies
Price:   grátis

Projeto selecionado pelo Programa Petrobras Cultural
ME CHAMA QUE EU VOU !
SESSÃO SAMBA
Sábado, 03 de dezembro, 16h – Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão – entrada franca

Se o samba chama, o cinema carioca vai... Uma sessão de bambas pra comemorar o Dia Nacional do Samba
Debatedores: Ilana Feldman, Guilherme Coelho e Thereza Jessouroun

FILMES
SE TU FORES de Ilana Feldman e Guilherme Coelho – Documentário/ 2002 – Vídeo Digital – 27 min.
Assumindo estereótipos e idealizações, "Se Tu Fores" explora o imaginário do samba através de rodas e causos protagonizados por Jair do Cavaquinho, Surica e Walter Alfaiate. Uma celebração do mundano e do espetacular Ilustrações de Lan. Participações: Cristina Buarque, Paulão 7Cordas, Teresa Cristina e Grupo Semente.

SAMBA de Thereza Jessouron – Documentário/2001 –Vídeo Digital – 54min.
Um documentário sobre a dança do samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do Morro da Mangueira, Rio de Janeiro. O documentário foge dos esteteótipos que procuram divulgar, durante o Carnaval, a mais “nacional” de todas as nossas danças e revela o mundo e a vida dos passistas da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.
Prêmios:
Prêmio 2001 TV Cultura para o Melhor Documentário Brasileiro no 6º. Festival Internacional de Documentários “É Tudo Verdade”
Prêmio Ministério da Cultura para o Melhor Filme da Produção Nacional Recente na 8º. Mostra Internacional do Filme Etnográfico do Rio de Janeiro 2001
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FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C – Me chama que eu vou! - Sessão Samba – “Se tu Fores” Ilana Feldman e Guilherme Coelho e “Samba” de Thereza Jessoroun
03 de dezembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares


sexta-feira, 25 de novembro de 2005

26.nov. Sessão Cinema de Animação do Cineclube ABD&C

A ABD&C - Associação Brasileira de Documentaristas e curta-Metragistas
do Rio de Janeiro - a Petrobras e a Fundação Casa de Rui Barbosa apresentam:
CINECLUBE ABD&C - Projeto do Programa Petrobras Cultural
SESSÃO CINEMA DE ANIMAÇÃO
Sábado, 26 de novembro, 16h - Casa de Rui Barbosa
Entrada franca
Em nossa sessão dedicada ao Cinema de Animação escolhemos curtas
super-premiados, como "Historietas Assombradas", hiper-novos como "O
Arroz Nunca Acaba" e "Kactus Kid" e ultra-clássicos como " Cristo
Procurado".
A faixa etária é livre!

OS FILMES
CRISTO PROCURADO, de Rui de Oliveira - animação/ 1990 - 35mm - 11min
Sinopse: Numa cidade tranqüila uma grande multidão comparece a missa
dominical. Na primeira fila as grande personalidades assistem a
cerimônia. Com espanto percebem que a igreja ficou vazia. O pânico
aumenta: Cristo não está mais na cruz...
Prêmios
Sol de Ouro e Sol de Prata no VI Rio Cine Festival 1990

KACTUS KID de Lancast Mota - animação/2005 - 35mm - 7min
Sinopse: Numa cidade do velho oeste, chamada "Descansas City"
encontramos o coveiro Zeca Funesto. Na luta pela justiça, pela verdade e
por alguns clientes, Zeca se transforma no seu alter ego Kactus Kid.
O ARROZ NUNCA ACABA, de Marão - animação/2005 - 35mm - 8min
Sinopse: Tudo quebra. Tudo acaba. Menos o arroz. O arroz nunca acaba.

HISTORIETAS ASSOMBRADAS de Victor Hugo Borges - animação/2005 - 35mm - 15min
Elenco: Isabela Guasco, Mirian Muniz
Sinopse: Três histórias que sua avó não contou, senão você ia fazer xixi
na cama.
Prêmios:
Melhor Curta - Júri Popular, Menção Honrosa ABD&C, Prêmio CTAV e Prêmio
Porta Curtas no Festival do Rio 2005
Os 10 Mais - Escolha do Público e Prêmio TV cultura no Festival
Internacional de Curtas de São Paulo 2005
Melhor curta e Melhor Curta Infantil na Goiânia Mostra Curtas 2005

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C - Sessão Cinema de Animação - "Cristo Procurado" de
Rui de Oliveira, "Kactus Kid" de Lancast Mota, "O Arroz Nunca Acaba" de
Marão e "Historietas Assombradas" de Victos Hugo Borges

26 de novembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 - Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

SESSÃO CINEMA DE ANIMAÇÃO - CINECLUBE ABD&C

Start:     Nov 26, '05 4:00p
End:     Nov 26, '05 6:00p
Location:     Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 - Botafogo/RJ - 280 lugares
A ABD&C - Associação Brasileira de Documentaristas e curta-Metragistas
do Rio de Janeiro - a Petrobras e a Fundação Casa de Rui Barbosa apresentam:
CINECLUBE ABD&C - Programa Petrobras Cultural
SESSÃO CINEMA DE ANIMAÇÃO
Sábado, 26 de novembro, 16h - Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão - entrada franca
Em nossa sessão dedicada ao Cinema de Animação escolhemos curtas
super-premiados, como "Historietas Assombradas", hiper-novos como "O
Arroz Nunca Acaba" e "Kactus Kid" e ultra-clássicos como " Cristo
Procurado". Tudo isso, com direito a debate com realizadores. A faixa
etária é livre!

DEBATEDORES: Rui de Oliveira, Marão e Victor Hugo Borges.
OS FILMES
CRISTO PROCURADO, de Rui de Oliveira - animação/ 1990 - 35mm - 11min
Sinopse: Numa cidade tranqüila uma grande multidão comparece a missa
dominical. Na primeira fila as grande personalidades assistem a
cerimônia. Com espanto percebem que a igreja ficou vazia. O pânico
aumenta: Cristo não está mais na cruz...
Prêmios
Sol de Ouro e Sol de Prata no VI Rio Cine Festival 1990

KACTUS KID de Lancast Mota - animação/2005 - 35mm - 7min
Sinopse: Numa cidade do velho oeste, chamada "Descansas City"
encontramos o coveiro Zeca Funesto. Na luta pela justiça, pela verdade e
por alguns clientes, Zeca se transforma no seu alter ego Kactus Kid.
O ARROZ NUNCA ACABA, de Marão - animação/2005 - 35mm - 8min
Sinopse: Tudo quebra. Tudo acaba. Menos o arroz. O arroz nunca acaba.

HISTORIETAS ASSOMBRADAS de Victor Hugo Borges - animação/2005 - 35mm - 15min
Elenco: Isabela Guasco, Mirian Muniz
Sinopse: Três histórias que sua avó não contou, senão você ia fazer xixi
na cama.
Prêmios:
Melhor Curta - Júri Popular, Menção Honrosa ABD&C, Prêmio CTAV e Prêmio
Porta Curtas no Festival do Rio 2005
Os 10 Mais - Escolha do Público e Prêmio TV cultura no Festival
Internacional de Curtas de São Paulo 2005
Melhor curta e Melhor Curta Infantil na Goiânia Mostra Curtas 2005

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C - Sessão Cinema de Animação - "Cristo Procurado" de
Rui de Oliveira, "Kactus Kid" de Lancast Mota, "O Arroz Nunca Acaba" de
Marão e "Historietas Assombradas" de Victos Hugo Borges
26 de novembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 - Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.

CINECLUBE ABD&C - SESSÃO CINEMA DE ANIMAÇÃO 26/11 16h

Category:   Music & Movies
Price:   entrada franca

A ABD&C - Associação Brasileira de Documentaristas e curta-Metragistas
do Rio de Janeiro - a Petrobras e a Fundação Casa de Rui Barbosa apresentam:
CINECLUBE ABD&C - Projeto do Programa Petrobras Cultural
SESSÃO CINEMA DE ANIMAÇÃO
Sábado, 26 de novembro, 16h - Casa de Rui Barbosa
Debate após a sessão - entrada franca
Em nossa sessão dedicada ao Cinema de Animação escolhemos curtas
super-premiados, como "Historietas Assombradas", hiper-novos como "O
Arroz Nunca Acaba" e "Kactus Kid" e ultra-clássicos como " Cristo
Procurado". Tudo isso, com direito a debate com realizadores. A faixa
etária é livre!

DEBATEDORES: Rui de Oliveira, Marão e Victor Hugo Borges.
OS FILMES
CRISTO PROCURADO, de Rui de Oliveira - animação/ 1990 - 35mm - 11min
Sinopse: Numa cidade tranqüila uma grande multidão comparece a missa
dominical. Na primeira fila as grande personalidades assistem a
cerimônia. Com espanto percebem que a igreja ficou vazia. O pânico
aumenta: Cristo não está mais na cruz...
Prêmios
Sol de Ouro e Sol de Prata no VI Rio Cine Festival 1990

KACTUS KID de Lancast Mota - animação/2005 - 35mm - 7min
Sinopse: Numa cidade do velho oeste, chamada "Descansas City"
encontramos o coveiro Zeca Funesto. Na luta pela justiça, pela verdade e
por alguns clientes, Zeca se transforma no seu alter ego Kactus Kid.
O ARROZ NUNCA ACABA, de Marão - animação/2005 - 35mm - 8min
Sinopse: Tudo quebra. Tudo acaba. Menos o arroz. O arroz nunca acaba.

HISTORIETAS ASSOMBRADAS de Victor Hugo Borges - animação/2005 - 35mm - 15min
Elenco: Isabela Guasco, Mirian Muniz
Sinopse: Três histórias que sua avó não contou, senão você ia fazer xixi
na cama.
Prêmios:
Melhor Curta - Júri Popular, Menção Honrosa ABD&C, Prêmio CTAV e Prêmio
Porta Curtas no Festival do Rio 2005
Os 10 Mais - Escolha do Público e Prêmio TV cultura no Festival
Internacional de Curtas de São Paulo 2005
Melhor curta e Melhor Curta Infantil na Goiânia Mostra Curtas 2005

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C - Sessão Cinema de Animação - "Cristo Procurado" de
Rui de Oliveira, "Kactus Kid" de Lancast Mota, "O Arroz Nunca Acaba" de
Marão e "Historietas Assombradas" de Victos Hugo Borges

26 de novembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 - Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.


sábado, 19 de novembro de 2005

E O RAPA LEVOU...

texto e foto de Valéria del Cueto
novembro de 2005

Famintos, sujos, indigentes, pedintes. Como tantos outros espalhados por todos os
lugares. Pedir pra quem dar um fim num vira-lata indesejado? Pra ele, sem eira nem beira igual ao cão, sem serventia ou valor. Dá-se um trocado e a consciência fica em paz. Um serviço como outro qualquer. Para “dar um jeito” quinze reais está de bom tamanho, é o vale-vida do animal.
O que ninguém esperava é que desamor atraísse dissabor e, assim, menino e cão virassem um só. E, pelo cão, o garoto faz quase tudo. Abre mão do seu cobertor, que passa a esquentar o animal sob a marquise que abriga menino e cão, cão e menino. Um colega lembra que conhece a moça, veterinária do bairro. Ela garante vacinas, consulta, ração e banho para o novo agregado. Não dizem que ele é o melhor amigo do homem? Sua comida, pedida, gelada, servida no alumínio, passa a ser dividida. O melhor para o cão, seu amigo mais fiel.

FAMÍLIA
A organização familiar do menino, seu cão - e os outros como ele - que se esforçam para atender as necessidades básicas do animal, motivo e ação de todas as decisões da rapaziada, chama a atenção de outra moradora do Leme.
Para colaborar com a frágil manutenção da ordem alcançada, ela doa para os meninos velhas contas, fio e bijuterias semi-desmanchadas. O lixo começa a se transformar. 
Alguns passantes compram o produto do trabalho dos meninos que procuram se aprimorar: enquanto um cuida da banca, instalada no chão coberto com uma manta limpinha e cuidadosamente esticada - bem diferente do pano velho e desleixado dos primeiros dias -  outro arruma um novo emprego, entregando marmitas na área. A bóia está garantida.

PECULIARIDADES
Este Leme é um bairro único...  Mais um nativo resolve ajudar. Começam as aulas de confecção de colares, brincos e pulseiras. O que é produzido em classe irá para uma exposição de final de ano, afirmam orgulhosos os novos artesões. O negócio prospera e a decisão é comprar matéria prima para fazer mais peças. Excursão ao Saara. Não pra roubar, mas para tratar de negócios, comprar matéria prima...
O menino do cachorro, com o fruto da venda dos adornos e da entrega das marmitas, aluga um barraco no morro da Babilônia. Alex, o cachorro, explica ele cheio de orgulho, tem casa para morar. Não precisa mais passar o dia na rua.  O menino sim, para garantir o sustento.
O tempo passa, a população é flutuante. Os negócios progridem, entre sucessos e desventuras. A pior delas, a traição. Fugiu com o salário do amigo e a “féria” da barraca. Deus vai cuidar dele preconiza com olhos tristes e ar filosófico, o vendedor, mudando de assunto para contar, cheio de orgulho, que as vendas estão a pleno vapor. 

VIRADA
Uma nova, digamos, contingência da vida, mudou radicalmente o perfil do negócio. Foi no aniversário dele, dia 14 de setembro. Foi o maior presente... 
Um dia nublado, as mercadorias expostas no beiral do antigo banco -  que foi para a Princesa Isabel - para prevenir da chuva eminente. Baixou o rapa. Não deu tempo de fazer nada. Levaram tudo. Sem direito a recibo ou qualquer comprovante do recolhido. Se a mercadoria não tem nota fiscal, é por que é ilegal (!). Disseram que foi denúncia. Que eles
guardavam, durante a noite, as coisas num bueiro. Agora me diz, pra que? Se temos o barraco lá em cima, pergunta cheio de indignação.
A perna ficou bamba, foi ele quem me contou. Uma moça, que assistia a cena, quando o rapa levantou, viu que ele estava muito nervoso, tremendo mesmo. A moça foi em casa e trouxe 7 livros velhos para ele não ficar sem nada, que os revendesse para não ficar no prejuízo total....

MOVIMENTO
Foi assim que começou. O Leme ganhou, informalmente, aquilo que tantos sentem falta no bairro. Temos uma livraria. As semanas passam. Os títulos, mais de 100, passeiam por diversos estilos. Os mais vendidos são as histórias, os romances e livros de bolso, ele me informa. Tem de três, cinco e dez reais. Enquanto cuida da banca, tira uma casquinha do produto. Leu vários. Seus preferidos são “O Sete do Vermelho”, “Os Filhos do Demônio” e “Herói Solitário”. Os nomes dos autores, ele não sabe, que é muita coisa pra guardar na cabeça e muito lugar pra conhecer, alega.
É aqui do morro mesmo. Trabalhava nas feiras de Copacabana, vendia biscoito e quase não estudou. Sabe fazer contas e, graças ao novo “negócio”, está adorando ler.
Aprendi tudo na rua. A vida me ensinou. Ensinou muito. Nos livros vou mais longe. Chego a lugares que nem sabia existir. Ele tem orgulho do seu ganha pão. Diz que já vem cliente lá do meio de Copacabana. Explica que Copa tem pouquíssimas livrarias. A procura é grande.  Como ele sabe disso tudo? Diz que é por que foi pesquisando o mercado. Perguntando para um, para outro...
Esta saga será escrita. Por mim. Aviso aos meninos que se esmeraram em contar os detalhes da pequena empresa, que, se depender deles, ainda virará um grande negócio...
Me despeço prometendo mostrar quando a matéria estivesse escrita. Já havia dito que achava muito bacana a forma com que eles estavam se “organizando”. E contá-la é uma forma de mostrar que é possível, sim, dar a volta na sorte.

REALIDADE
Cheguei da viagem a Manaus, o material prontinho. E eu louca para mostrá-lo aos meus protagonistas. Atrás de palpites, novos detalhes, opiniões.  
Em vão. Tenho passado diariamente no local da banca. Ninguém. O negócio parou. Ficamos sem nossa livraria. É tempo ruim? Está tudo muito calmo. A marquise limpa. Nenhum dos meninos por perto. Pode ter sido o rapa. Passou novamente. Levando o futuro, a esperança de um dia, cultivada por tantos...
Só que, aqui no Leme, a gente sabe que recomeça de novo. Tudo. Sempre...

Valeria del Cueto é jornalista e cineasta liberado para reprodução Este artigo faz parte da Série "Ponta do Leme", composto por “Até onde a Vista Alcança”, “Pré Visões do Tempo”, “O Rei da Praia”, “ Há os que não Gostam, Ora Pois” e “N.G. por VdC” e outros mais que ainda virão....











quarta-feira, 16 de novembro de 2005

O Pantanal na tela do Sesc Pelourinho, no V Festival de Cinema Pan-Africano

Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Documentary
História Sem Fim... do Rio Paraguai esta participando da
mostra competitiva do V Festival de Cinema Pan Africano, de 16
a 20 de novembro, em Salvador, BA.
A mostra de vídeos e filmes com o tema território, busca a divulgação
do cinema da diáspora africana e a viabilização do acesso à linguagem
audiovisual para as comunidades residentes na periferia da cidade,
formada principalmente por afro-descendentes.
O curta pantaneiro será apresentado no Programa F, às 17 horas do
dia 18, no Sesc Pelourinho.

A programação da mostra competitiva do
V Festival de Cinema Pan-Africano completa está abaixo.
SESC PELOURINHO
DIA 17
13h (83’) – Programa A
Somos todos sacys/ Sylvio do Amaral Rocha & Rudá K. Andrade/ doc/ 55’/ 2005
Urbe et Orbi #1/ Davi Cavalcanti/ videoarte/ 6’/ 2005/
Uzerê / Diego Lisboa / doc / 15’ / 2005
Um milhão de pequenos raios / Daniel Lisboa / doc / 7’ / 2003

15h (79’) – Programa B
Retrato Favela / Marco Manso / doc / 23’ – 2004
Carolina / Jeferson De / doc / 15’ / 2003
O Moleque / Ari Cândido / fic / 13’ / 2004
Cantos da Matinha / Marcelo Rabelo & Íris de Oliveira / doc / 15’ / 2004
Zacarias dos Santos / Junia Torres / doc / 13’ / 2003

17h (81’) – Programa C
Janela de Samba / Raquel Salama / doc / 32’ / 2005
Caçadores de Saci / Sofia Federico / fic / 13’/ 2005
Sofrossinê – liberdade com limites / Péricles Palmeira / doc / 26’ / 2004
Patmos / Ric Oliveira / ani / 10’ / 2005

DIA 18
13h (81’) – Programa D
Divino Espírito Popular / Pedro Abib / doc / 52’/ 2005
Onde a noite acaba / Poliana Paiva / fic / 14’ / 2005
Bahia de Todos os Santos / Gelson Moura / doc / 10’ / 2003
De volta à lona preta / Diego Lisboa / doc / 5’ / 2005

15h (80’) – Programa E
Nobreza Popular / Beth Formaggini / doc / 48’ / 2003
Narciso Rap / Jeferson De / fic / 15’ / 2004
O Emparedado / Rosalvo Neto / doc / 17’ / 2005

17h (86’) – Programa F
Orixás da Bahia / Lázaro Faria / doc / 40’ / 2003
Carcará / Marcelo Vitz / ani / 19’ / 2005
História Sem Fim...do rio Paraguai - o relatório / Valéria Del Cueto /
doc / 17’ / 2004
Maniçoba / Paulo Hermida / doc / 10’ / 2004

DIA 19
15h (83’) – Programa G
Vista Minha Pele / Joel Zito Araújo / doc / 49’ / 2003
O Xadrez das Cores / Marco Schiavon / fic / 22’ / 2004
O Rito de Ismael Ivo / Ari Cândido / doc / 12’ / 2003

17h (93’) – Programa H
Mandinga em Manhattan / Lázaro Faria / doc / 55’ / 2005
15 anos de axé / Jorge Alfredo / doc / 16’ / 2005
29 Polegadas / Joselito Crispim e Bernard Attal / fic / 22’ / 2004

terça-feira, 15 de novembro de 2005

40 por 4 - Sessão Riofilme - Cineclube ABD&C - 19 de novembro

Category:   Other/General
Price:   entrada franca

A ABD&C – Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro –
com patrocínio da Petrobrás, em parceira com a Fundação Casa de Rui Barbosa/ Ministério da Cultura apresenta:

CINECLUBE ABD&C – Programa Petrobrás Cultural
40 por 4 – Sessão Riofilme
Sábado, 19 de novembro, 16 h – Casa de Rui Barbosa – entrada franca

Entre 1995 e 2002 sessenta e um curtas-metragens foram produzidos na cidade do Rio de Janeiro através do Edital de Curtas da Riofilme. Novos cineastas surgiram e muitos prêmios foram conquistados em festivais brasileiros e internacionais.
Em 2003 o edital foi suspenso. O prejuízo para o cinema carioca é inestimável. Menos curtas produzidos, menor presença em festivais, menos diretores sendo revelados.
Ainda lutando pela retomada do edital, a ABD&C junta, numa mesma sessão, quatro curtas – que receberam no total 38 prêmios – para mostrar para todo mundo um pouco do que estamos perdendo...

DEBATEDORES – Rodrigo Guéron, Roberval Duarte, Luelane Loiola Corrêa e Paola Barreto Leblanc

OS FILMES
CLANDESTINIDADE – de Rodrigo Guéron – Ficção/2003 – 19 min – 35mm
Elenco – Augusto Madeira, Bruce Gomlevsky, Cláudia Lira, Isabel Guéron.
Sinopse: Rio de Janeiro, 1977: Em plena ditadura militar um homem casado arruma uma amante e diz para a mulher que entrou para o Partido Comunista para ter um álibi. Mas, para o espanto deste homem, sua mulher acha a “idéia” ótima e resolve entrar para o Partido Comunista também.

Prêmios
- Os 10 Mais – Escolha do Público no Festival Int´l de Curtas de São Paulo – 2004
Melhor Direção no Festival de Cinema Brasileiro de Miami – 2004
Melhor Curta Ficção, Melhor Curta- Júri Popular e Melhor Ator no FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul – 2004
Melhor Curta de Ficção e Melhor Roteiro no Festival de Curitiba – 2004
Melhor Ator no Festival de Ribeirão Preto – 2004
Melhor Roteiro no Festival de Blém - 2004

ROTA DE COLISÃO
De Roberval Duarte – Ficção/ 1999 – 12min – P&B – 35mm
Elenco – Jurandir Oliveira, Sílvio Guindane, Xande Alves
Sinopse – Após um roubo, um ladrão, um operário e um menino de rua têm sus caminhos cruzados.
Prêmios
Prêmio Revelação e Troféu TV Cultura no Festival Internacional de Curtas de São Paulo 1999
Melhor Fotografia e Prêmio ANDI – Cinema pela Infância no Festival de Brasília 1999
Prêmio Hors- Concours no Festival do Rio BR 1999
Prêmio Contemporary World Cinma no Toronto Int´l Film Festival 2000
Melhor Filme do Festival de Cine de Huesca 2000
Melhor Curta de Ficção no Festival Internacional de Cine de Valdivia 2000
Melhor Direção no Buenos Aires Festival Int’l de cine Independiente 2000
Melhor Montagem e Trilha Sonora no cine Ceará 2000
Prêmio Cine-Clubes e Prêmio Revelação no Festival de Cinema Luso- Brasileiro 2000
Festivais
Festival de Cannes 2000
Grande Prêmio Brasil de Cinema 2000

COMO SE MORRE NO CINEMA de Luelane Loiola Correa – Documentário/Ficção/2002 – 35mm – 20 min
Elenco: Jurandir Oliveira
Sinopse: Memórias do papagaio que participou da filmagem do clássico “Vidas Secas”, em 1962, quando atuou ao lado da cachorra Baleia
Premios
Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2003 (Melhor Curta Documentário, Academia Brasileira de Cinema)
Sol de Oro de Melhor Curta – LA CITA, Festival de Biarritz (2003)
Melhor Filme (Curta 35mm), Melhor Filme pelo Júri Popular (Curta 35mm)Melhor Filme pela Crítica (Curta 35mm) e Melhor Montagem no Festival de Gramado (2002)
Melhor Filme, Melhor Direção e Prêmio Canal Brasil no Festival do Recife (2002)
Menção Especial ABD-SP no É Tudo Verdade (2002)
Melhor Documentário no Festival de Vitória (2002)
Os 10 Mais - Escolha do Público no Festival Int’l de Curtas de São Paulo (2002)
Prêmio Espaço Unibanco Cinema no Festival Int’l de Curtas-Metragens de São Paulo (2002)
Melhor Montagem no Zoom CineEsquemaNovo-Festival de Cinema de Porto Alegre (2003)


O SUMIÇO DO AMIGO INVISÍVEL
de Paola Barreto Leblanc - Documentário, Ficção/2002 -14 min - 35mm
Sinopse - Pense rápido e responda: como se faz pra encontrar um amigo que a gente não consegue ver? "O Sumiço do Amigo Invisível" é um falso documentário sobre um elemento peculiar do imaginário infantil: amigos que só as crianças podem ver! O filme começa com a investigação de Vivi, uma simpática menininha, que descobre que Rubens, seu amigo imaginário particular, sumiu, de-sa-pa-re-ceu. Através da sua busca conhecemos outras crianças e ouvimos depoimentos sobre seus companheiros mágicos: como eles são, como surgiram, onde moram, etc. O filme documenta também a visão de pais e professoras, que convivem diariamente com crianças e suas curiosas manias.
Premios
Prêmio Especial do Júri no Vitória Cine Vídeo (2002)
Prêmio Revelação no Jornada de Cinema da Bahia (2003)
Menção Honrosa no Festival Internacional de Cine para la Infancia y la Juventud, Buenos Aires (2003)

FICHA TÉCNICA
Cineclube ABD&C – 40 por 4 - Sessão Riofilme
19 de novembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.




domingo, 13 de novembro de 2005

Helena Meirelles na Cultura - Programa Ensaio

Start:     Nov 13, '05 8:00p
Location:     Programa Ensaio - TV Cultura
Uma homenagem à Dama da Viola, a pantaneira Helena Meirelles. Imperdível

V Festival de Cinema Pan-Africano

Start:     Nov 16, '05 12:00a
End:     Nov 20, '05
Location:     Salvador, Bahia
O curta História Sem Fim...do rio Paraguai - o Relatório estará participando da
mostra competitiva do V Festival de Cinema Pan Africano, de 16
a 20 de novembro, em Salvador, Ba.

A mostra de vídeos e filmes com o tema território., busca a divulgação do cinema da diáspora africana e a viabilização do acesso à linguagem audiovisual para as comunidades residentes na periferia da cidade, formada
principalmente por afro-descendentes.

História Sem Fim...é premiado no Amazonas


http://pantanal.multiply.com/journal/item/21
O primeiro prêmio do curtametragem, a próxima parada e outras coisinhas, no link.
Beijos muito felizes!
Valéria
PS: Depois prometo um relato completo.
No momento é só pra comunicar e comemorar.

domingo, 30 de outubro de 2005

Cineclube ABD&C - sessão de abertura

Start:     Nov 5, '05 4:00p
End:     Nov 5, '05 6:00p
Location:     Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
No dia Nacional da Cultura e do Cinema Brasileiro, comemorado na data do aniversário de Humberto Mauro, o Cineclube ABD&C, volta à tela da Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, com entrada franca!

Todo sábado será exibida uma sessão com curtas-metragens e documentários de todos os gêneros e estilos. Sempre seguida de um debate com os realizadores. O objetivo é formar público e apresentar ao meio cinematográfico – profissionais, jornalistas e estudantes – uma perspectiva do trabalho de novos cineastas.

Sessão de abertura: O Nome Dele (O Clóvis) de Felipe Bragança & Marina Meliande;
Na Idade da Imagem de Bruno Sáfadi; Tropel de Eduardo Nunes; A HISTÓRIA DA ETERNIDADE de Camilo Cavalcante
Após a sessão haverá debate com os diretores
O que eles tem em comum? Além de muitos curtas premiados no currículo e de estarem colaborando com grandes cineastas, todos têm um projeto de longa. A questão é: e agora?



Cineclube ABD&C - sessão de abertura
5 de novembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.

sábado, 29 de outubro de 2005

Amazonas Film Festival Mundial do Filme de Aventura

Start:     Nov 4, '05 11:00p
End:     Nov 10, '05
Location:     Manaus/AM
O curta metragem História Sem Fim...do rio Paraguai - o Relatório participa do Festival que destaca filmes de aventura em todas as suas manifestações, enfatizando temas de ecologia, relações humanas, etnologia e etologia.

História Sem Fim... no Amazonas Film Festival Mundial do Filme de Aventura


http://pantanal.multiply.com/photos/album/20
Depois do Rota 22, em Itaipava, Petrópolis/RJ, o curta metragem História Sem Fim...do rio Paraguai - o Relatório, vai para Manaus, onde participa do Amazonas Film Festival Mundial do Filme de Aventura, de 4 a 10 de novembro...

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

ATÉ ONDE A VISTA ALCANCA





Embarcação e pedra
28/10/2005
O mar subiu e as ondas estão batendo. Dos surfistas de plantão restaram apenas uns poucos. Quatro, para ser mais exata. Na ponta do Caminho dos Pescadores, na Pedra do Leme, vejo só uns dois pontinhos. Não é aquela linha costumeira de pescadores e seus molinetes.

E está um senhor mar. Puxando. A primeira vala está colada na pedra. Ninguém na água. Só os surfistas. Pouca gente na praia. Uns desavisados caem na vala. Os surfistas percebem o sufoco. Dividem a prancha, devolvem os caras em segurança.

O sol está forte, mas uma bruma teimosa impede a visão da orla da Copacabana. E estamos perto do meio do dia. Não dá para avistar as ilhas. A linha do horizonte se confunde com a cor cinzenta do mar aberto. É maresia da boa. Daquela que cola no corpo, invade os apartamentos pelas janelas, deixa tudo melado. E corrói os metais. Se respirar pela boca consegue até sentir o gosto.

Na beira, a água está linda e, poderíamos dizer, esverdeada se não fosse só espuma e areia, revolvidas. Fruto das pancadas das ondas que arrebentam sem nenhuma delicadeza. Guardam sua poesia para os borrifos e respingos dançantes. Eles espirram do estouro provocado pela enorme boca que se abre, despenca como parede e ruge como leão. Não há sinal de acolhimento no vai-e-vem nervoso e inconstante.

Normalmente os surfistas esperam a série de sete ondas fortes para deslizarem pelas maiores e mais poderosas. Hoje, ao contrário, se dedicam a tentar o equilíbrio na série das ondas fracas. Não há a menor chance de diálogo ou evolução nas pancadonas. Elas não têm laterais. São apenas precipícios e pauladas.

A tarde caminha. A maré vai baixando. O mar acalma. A bruma some.

Como na vida.

...

Valéria del Cueto é jornalista e cineasta

Este artigo faz parte da Série ¨Ponta do Leme¨, composto por “Pré Visões do Tempo”, “O Rei da Praia”, “ Há os que não Gostam, Ora Pois” e “N.G. por VdC” e outros mais que ainda virão...

Encerramento da inscrição para o Campeonato Carioca de Improvisação

Start:     Oct 26, '05 11:00p
Location:     Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo – Rua Conde de Irajá, 253 – Botafogo ( Perto da Cobal) Informações pelo telefone 25375204 ou 92624972
Informações no link
http://delcueto.multiply.com/reviews/item/16

Campeonato Carioca de Improvisação.

Rating:★★★★
Category:Other
Eu adoro o trabalho desta turma. Já fui no Teatro do Nada inúmeras vezes e acho divertidíssimo. Se não fosse por que estou enroladíssima tentando fazer faculdade, eu não perderia esse acontecimento...por NADA"

Estão abertas as inscrições para o Campeonato Carioca de Improvisação (Nível Amador).
Se você é um cara engraçado, se é um tímido enrustido, um bom ator ou um cara esperto, venha soltar o seu sentimento nesta competição!!!!!!
No dia 28 de Outubro tem a classificatória e dia 04 de Novembro a GRANDE FINAL!!!!
As inscrições vão até o dia 26 de Outubro!!!!!!!
Pode participar individualmente (no caso de inscrição individual o inscrito será inserido numa equipe formada com outros inscritos individualmente.) ou em grupo de três a cinco pessoas.

Taxa de inscrição r$ 10,00 ( inscrição individual )
Taxa de inscrição r$ 8,00 ( inscrição em grupo – por pessoa)

CONDIÇÕES :
- Cada equipe formada deverá ter um nome ( nome do time) e um grito de guerra ( ou qualquer coisa que personalize a equipe)
- Cada equipe deverá ter um uniforme do time, que poderá ser uma cor, ou uma camiseta com o nome da equipe.
- Cada participante poderá apenas participar de um só time.
- O público vota e o Juiz será CLAUDIO AMADO do Teatro do Nada!!!!

Sobre a premiação :
O time vencedor será divulgado até o fim do ano , no banner da fachada do teatro e no site da Cia de Teatro Contemporâneo e ganhará também um troféu de vencedor.

O Campeonato acontecerá na Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo – Rua Conde de Irajá, 253 – Botafogo ( Perto da Cobal)
Informações pelo telefone 25375204 ou 92624972

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Cineclube ABD&C/RJ

Category:   Music & Movies
Price:   Entrada Franca

No dia Nacional da Cultura e do Cinema Brasileiro,
comemorado na data do aniversário de Humberto
Mauro, o Cineclube ABD&C, volta à tela da
Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, com entrada franca!

Claquete:
O Nome Dele (O Clóvis) de Felipe Bragança & Marina Meliande
Na Idade da Imagem de Bruno Sáfadi
Tropel de Eduardo Nunes
A História da Eternidade de Camilo Cavalcante
Após a sessão haverá debate com os diretores
5 de novembro, sábado, às 16 horas
Casa de Rui Barbosa - Rua São Clemente, 134 – Botafogo/RJ - 280 lugares
Entrada franca e estacionamento gratuito.

OS FILMES
O Nome Dele (O Clóvis) - 2004 - Ficção, 35mm - 15min - RJ
Direção: Felipe Bragança & Marina Meliande
Elenco: Sandro Ribeiro e Camila Monteiro
Sinopse: Se conheceram no verão, debaixo de chuva. Um filme de carnaval e silêncio

Na Idade da Imagem – 2002 - Ficção - 35mm -20 min - RJ
Direção: Bruno Sáfadi
Elenco: Babu Santana, César Augusto, Gustavo Falcão
Sinopse: Marte, vulgo Martinho, é um rapaz que tem fome, fome de imagem. Na loucura paranóica dessa incontrolável fome, comete assassinatos em série na Cinelândia.

Tropel – 2000 - Ficção, 35mm -18 min - RJ
Direção: Eduardo Nunes
Elenco: Duda Mamberti, Angela Leal, Ana Carolina Dias
Sinopse: A vida monótona do açougueiro João é quebrada com o anúncio do casamento da sobrinha de D. Eva: Melissa, uma menina de 13 anos.

A História da Eternidade – 2003 - Ficção, 35mm - 10 min - PE
Direção: Camilo Cavalcante
Sinopse: A História da Eternidade é um falso plano-sequência que pretende conduzir o espectador a uma viagem dentro dos instintos humanos, através de uma linguagem poética e metafórica. Acontecimentos que representam um amplo panorama da civilização ocidental e tudo que o ser humano é capaz, desde trucidar seu semelhante brutalmente até inventar a arte para libertar os sonhos estão presentes neste exercício visceral que expõe, sem concessões, a eterna tragédia humana.
assessoria de Imprensa: del Cueto - assessoria produção


quarta-feira, 19 de outubro de 2005

3X MT na 5. Goiânia Mostra Curtas


Historia_Sem_Fim...FA_01_-_Por_do_sol_murada_C__ceres
19/10/2005
 A 5ª. Goiânia Mostra Curtas, encerrada no último domingo na capital de Goiás, reuniu em sua programação um número inédito de produções mato-grossenses. Participaram três trabalhos da mais recente safra audiovisual do estado. Foram exibidos na Mostra Brasil os curtametragens ¨Comprometendo a Atuação¨, de Bruno Bini, na quarta-feira, e ¨História Sem Fim... do Rio Paraguai- o Relatório¨, de Valéria del Cueto, na quinta. No sábado foi a vez do vídeo de Manoel Dourado Marques, ¨O Quadro¨, única ficção, entre as 6 produções que representaram o projeto Revelando os Brasis, em Goiânia. Também é bom destacar, que ¨O Quadro¨ é uma das duas obras do centro oeste, dentre as 40 selecionadas para o Revelando os Brasis.
A produção de Mato Grosso, rica e diversificada, adequou-se perfeitamente ao tema ¨Cultura Popular¨, escolhido para a 5º. Goiânia Mostra Curtas, produzida por Maria Abdalla e o Instituto Icumam, seja no imaginário pantaneiro do documentário que percorreu o Pantanal, seja no mito rubro-negro, pano de fundo para a ficção de Bruno Bini, ou na pintura da uma tela, mote do vídeo ¨O Quadro¨.
QUALIDADE TÉCNICA 
Outro destaque das produções do estado é a qualidade técnica, tanto da produção quanto da finalização dos trabalhos, verificada até mesmo no vídeo de Itiquira, realizado dentro do orçamento proposto para o Revelando os Brasis, que permitiu a inscrição de de projetos criados em cidades com até 20.000 habitantes. Na montagem, um traço comum entre os três produtos é a utilização de uma linguagem ágil, dinâmica e linear.
TEMÁTICAS 
Entre as três produções, a de temática mais regional é o documentário pantaneiro, que percorreu o Rio Paraguai, de Cáceres a Corumbá, coletando depoimentos dos ribeirinhos, estrelado por Eduardo Filipe e Meire Pedroso. Tanto ¨O Quadro¨, quando ¨Compromentendo a Atuação¨ tratam de temáticas universais, já que ambos abordam a questão da ambição e da realização, do jogador que sonha em ir para o Flamengo, no caso da obra estrelada por Jonathan Haggensen , Michelle Vale e Elias Bueno, e da modelo da tela que se projeta através da obra para a qual pousou, em ¨O Quadro¨, com Ivete Machado e Magno Júnior Lima. Outra característica tanto de ¨O Quadro¨ quando da ¨História Sem Fim...do Rio Paraguai- O Relatório¨ , é a utilização de recursos metalinguísticos, ou seja, em algum momento, são inseridas as equipes de filmagem nas narrativas.
Também é um traço marcante de nossa produção atual, a busca do lúdico, do imaginário, num ano em que a maioria da produção curtametragista tem uma linha hard core, com imagens sujas, câmeras inquietas e muita contundência.
PREMIAÇÃO
Foram apresentados no 5º.Goiânia Mostra Curtas 122 curta metragens, representado 22 estados brasileiros. Eis os vencedores:
CURTA MOSTRA GOIÁS
Menção honrosa: O Rezador de Cobras, de Raimundo Alves e Vinícius Berger.
Melhor diretor: Musculatura, de Érico Rassi
Melhor filme: A resistência do vinil, de Eduardo Castro.
CURTA MOSTRA MUNICÍPIOS
Menção honrosa: O Japonês da Coréia, de Rodrigo Castelhano.
Melhor diretor: Londrina em Três Movimentos,de Rodrigo Grota.
Melhor filme: A Morte do Rei do Barro, de Marcos Buccini e Plínio Uchoa.
CURTA MOSTRA BRASIL
Menção honrosa: Visita Íntima, de Joana Nin e Deu no Jornal, de Yanko Del Pino.
Melhor diretor: Dois Tons, de Caetano Gottardi.
Melhor filme: Historietas Assombradas (para crianças malcriadas), de Victor Hugo Borges.
Melhor filme eleito pelo público infantil: Historietas Assombradas (para crianças malcriadas), de Victor Hugo Borges.
...
Valéria Del Cueto é jornalista e cineasta

Poesia Digital, versão III, Ronaldo Werneck, Pedro Lage e muito mais...

Start:     Oct 26, '05 8:00p
Location:     Armazém Digital - Rua General Severiano 97/108 Rio Plaza Shopping Botafogo
Atrações
Heloisa Buarque de Holanda
Ronaldo Werneck
Pedro Lage
Cristina Terra
Gean Queiroz
Daniela Aragão
e Omar Salomão

Coordenação e Apresentação
Bayard Tonelli

Imagens
Cactos Intactos, Marcelo Gibson e novidades

Canjas
Joana Medeiros, Ary Miranda, Fernando Quentallonne e muitos outros

(reserva de mesas no bistrô pelo fone 2101-9303)

ROTA 22 - exibe História Sem Fim... do Rio Paraguai - o Relatório

Start:     Oct 22, '05 7:00p
Location:     Shopping Estação Araras - Araras/ Petrópolis/ RJ
Exibição dos curtas
- “Chiques e Radicais” de Patrícia Aguiar 8’ (Fora de Competição)
- “Aquarela” de Andrés Lieban - Animação 5’ (2003)
- “História Sem Fim... do Rio Paraguai – O Relatório” de Valeria del Cueto – Documentário 17’ (2004)
- “A Hora do Galo” de Marcos França – Ficção 16’ (2004)
- “Ninguém Suporta a Glória” de Adriano Lírio e Luzius Rueedi – Documentário 09’ (2004)
- “Tira animada do Gatão de Meia Idade” de Miguel Paiva (Fora de Competição)
- “Negócio Fechado” de Rodrigo Costa – Ficção 15’ (2003)
- “Ratoeira” de Pedro Carvana – Ficção 19’ (2004)
- “O Xadrez das Cores” de Marco Schiavon – Ficção 22’ (2005)

MATO GROSSO EM DOSE TRIPLA NA 5º. GOIANIA MOSTRA CURTAS



de Valéria del Cueto

outubro de 2005

Fotos de Polli Shiver



A 5º. Goiânia Mostra Curtas, encerrada no último domingo na capital de
Goiás, reuniu em sua programação um número inédito de produções
mato-grossenses. Participaram três trabalhos da mais recente
safra audiovisual do estado. Foram exibidos na Mostra Brasil os
curtametragens  "Compromentendo a Atuação", de Bruno Bini, na
quarta-feira, e "História Sem Fim...do Rio Paraguai- o Relatório", de
Valéria del Cueto, na quinta. No sábado foi a vez do vídeo de Manoel Dourado
Marques, "O Quadro", única ficção, entre as 6 produções que
representaram o projeto Revelando os Brasis, em Goiânia. Também é bom destacar,
que "O Quadro" é uma das duas obras do centro oeste, dentre as 40
selecionadas para o Revelando os Brasis.






A produção de Mato Grosso,
rica e diversificada, adequou-se perfeitamente ao tema "Cultura
Popular", escolhido para a 5º. Goiânia Mostra Curtas,  produzida por
Maria Abdalla e o Instituto Icumam, seja no imaginário pantaneiro do
documentário que percorreu o Pantanal, seja no mito rubro-negro, pano de
fundo para a ficção de Bruno Bini, ou na pintura da  uma tela,  mote
do vídeo "O Quadro".




QUALIDADE TÉCNICA    




Outro destaque das produções
do estado é a qualidade  técnica, tanto da produção quanto da finalização
dos trabalhos, verificada até mesmo no vídeo de Itiquira, realizado dentro
do orçamento proposto para o Revelando os Brasis, que permitiu a inscrição
de  de projetos criados em cidades com até 20.000 habitantes. Na montagem,
um traço comum entre os três produtos é a utilização de uma linguagem ágil,
dinâmica e linear.




TEMÁTICAS 




Entre as três produções, a
de temática mais regional é o documentário pantaneiro, que percorreu o Rio
Paraguai, de Cáceres a Corumbá, coletando depoimentos dos ribeirinhos,
estrelado por Eduardo Filipe e Meire Pedroso. Tanto "O Quadro",
quando "Compromentendo a Atuação"  tratam de temáticas
universais, já que ambos abordam a questão da ambição e da realização, do
jogador que sonha em ir para o Flamengo, no caso da obra estrelada por Jonathan
Haggensen , Michelle Vale e Elias Bueno, e da modelo da tela que se
projeta através da obra para a qual pousou, em "O Quadro", com
Ivete Machado e Magno Júnior Lima.  Outra característica tanto de "O Quadro" quando da
"História Sem Fim...do Rio Paraguai- O Relatório" , é a utilização de
recursos metalinguísticos, ou seja, em algum momento, são inseridas as equipes
de filmagem nas narrativas.




Também é um traço marcante de
nossa produção atual, a busca do lúdico, do imaginário, num ano em que a
maioria da produção curtametragista tem uma linha hard core, com imagens sujas,
câmeras inquietas e muita contundência.




PREMIAÇÃO

Foram apresentados no 5º.Goiânia
Mostra Curtas 122 curta metragens, representado 22 estados brasileiros. Eis os
vencedores:




CURTA MOSTRA GOIÁS

Menção honrosa: O Rezador de Cobras, de Raimundo Alves e Vinícius Berger.

Melhor diretor: Musculatura, de Érico Rassi

Melhor filme: A resistência do vinil, de Eduardo Castro.



CURTA MOSTRA MUNICÍPIOS

Menção honrosa: O Japonês da Coréia, de Rodrigo Castelhano.

Melhor diretor: Londrina em Três Movimentos,de Rodrigo Grota.

Melhor filme: A Morte do Rei do Barro, de Marcos Buccini e Plínio Uchoa.



CURTA MOSTRA BRASIL

Menção honrosa: Visita Íntima, de Joana Nin e Deu no Jornal, de Yanko Del Pino.


Melhor diretor: Dois Tons, de Caetano Gottardi.

Melhor filme: Historietas Assombradas (para crianças malcriadas), de Victor
Hugo Borges.



4ª MOSTRINHA

Melhor filme eleito pelo público infantil: Historietas Assombradas (para
crianças malcriadas), de Victor Hugo Borges.












quinta-feira, 13 de outubro de 2005

História Sem Fim...do Rio Paraguai HOJE na 5o. Goiânia Mostra Curtas

Amigos
Convido a todos para a apresentação do curtametragem mato-grossense na Mostra Brasil que acontecerá hoje, a partir de 19:30 no Teatro Goiânia. História Sem Fim será o 5 curta a ser exibido.
A entrada é gratuita.
E lá vamos nós...
Beijos
Valéria del Cueto

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

SABIÁ VERMELHA, PLENA DE GRAÇA... E DE LUZ!



Arvoredo da esquina
07/10/2005

Agora quem vai é Tereza. Albues. Eisenstat. Ela é Pedra Canga, da Chapada da Palma Roxa. Sua Travessia dos Sempre Vivos é o Berro do Cordeiro em Nova York. Foi lá que a conheci. Tereza me apresentou ao Brooklin, me enfurnou em Manhattan, me abrigou na casa de Marcelo Fiorini, antropólogo brasileiro que, hoje, creio mora em Paris.
Mas de tudo que Teresa me mostrou nesta viagem em que fui bater com os costados em sua casa indicada por Glorinha Albues, sua irmã, o mais surpreendente foi sua obra. Gastei em dólares para, nos EUA, ter o prazer de retornar a Mato Grosso através da literatura de Tereza. Uma tarde, no jardim de sua casa, depois de uma garrafa de vinho, acompanhada de queijos e salmão, deitada num banco, lagarteando no sol pálido que tentávamos capturar, ameacei o que ela pensou ser um protesto sobre esta situação. Tereza me olhou e perguntou por que não deixava para ler os livros quando retornasse ao Brasil. Tive que rir…
O primeiro livro que abri, pensando em ler apenas a dedicatória, era “Pedra Canga”. Comecei e não parei… Li em viagens de metrô, em lanchonetes de museus como o Metropolitan, li na fila para comprar ingressos para o Stoomp. Só não li na Exposição que fui com Robert, seu marido, ao Guggenhein.
Esta exposição comemorava os 100 anos de uma das minhas maiores paixões: motocicletas. Fomos no último dia. Ali, a força das histórias de Teresa foi substituída pelos cavalos dos motores da coleção de todos os tipos de máquinas expostas dentro e fora do museu. Ali havia centenas de motocicletas de aficionados que visitavam a exposição e roncavam seus motores desfilando pela beira do Central Park. Quando fecho os olhos, consigo ouvir o ruído dos motores, como uma sinfonia. Assim é a obra de Teresa. Uma parte, lemos. Outra, apenas sentimos e guardamos… E esta sensação, este sentimento profundo, perdura na nossa imaginação.
Quem me deu a notícia que Tereza tinha partido, foi André Mux. Tanto carinho teve nosso amigo ao fazê-lo, que também me indicou o lenitivo, o remédio para aplacar a dor e consolar a alma de todos aqueles que estão, como eu, com um grande vazio pela partida de Tereza. André me mandou ler a última página do “Berro do Cordeiro em Nova York”, publicado em 1995. E é a própria Tereza quem nos dá a dimensão de quem é, e para onde vai.
“A vibração da última corda da harpa, até agora emudecida, sobrepõe-se aos ruídos da manhã novaiorquina, enchendo o ar de melodias antanhas, algumas já esquecidas, nos subterrâneos de mim, quase não as reconheço. A corda é tensa, dolorida, fere o dedo que a dedilha, fere a si mesma na aspereza de sua textura. Ainda assim o som irrompe, pujante, profundo, suavizando o agreste da alma que o compõe. Meu cântico de liberdade ainda não está completo, mas a cerimônia da visitação do sol me confirma que neste instante meu destino entrou em comunhão com as energias da terra onde nasci. Ao solo norte se junta o solo sul em louvores à mãe Terra, uníssonos. A nova música me cobre de glória íntima solto-a no espaço, espalha-se ruidosa no céu como bandos de aves do cerrado em migração. Que de repente, surgem no horizonte, alvissareiras. Bato asas velozes, gorjeio, vôo ao encontro das antigas companheiras, palpitante. Nas águas espelhadas do rio Hudson, a imagem arisca. Da sabiá vermelha cruzando os céus de Manhattan, plena de graça e luz.”
Assim é Tereza Albues Eisenstat, uma mato-grossense iluminada, em qualquer lugar em que se encontre…
*Valéria del Cueto é jornalista e cineasta.