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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Paraíso do Tuiuti no mini desfile do Dia Nacional do Samba 2024

Clique no LINK para acessar o álbum do acervo carnevalerio.com

O Paraíso do Tuiuti trouxe para o mini desfile do Dia Nacional do Samba de 2024, na Cidade do Samba, elementos apresentados pelos segmentos da escola de samba de seu enredo para o carnaval 2025, "Quem tem medo de Xica Manicongo", do carnavalesco Jack Vasconcelos.

Os vídeos do acervo carnevalerio.com do Paraíso do Tuiuti no mini desfile do Dia Nacional do Samba, 2024.

Clique no LINK para acessar os vídeos do acervo carnevalerio.com

Agradecimentos ao Presidente Thor, Renatinho Marins, à Super Som, Mestre Marcão, Markinhos, aos componentes do Paraíso do Tuiuti, às Liesa, Rio Carnaval e Riotur.

Imagens de Valéria del Cueto / acervo carnevalerio.com

Ensaio fotográfico e vídeos publicados no canal @del Cueto, no Youtube de (C)2024 Valéria del Cueto, all rights reserved @no_rumo do Sem Fim…

@delcueto para CarnevaleRio.com

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terça-feira, 26 de novembro de 2024

A Luiz Soares o que é de Cabeção



A Luiz Soares o que é de Cabeção

Desinformação oficial deturpa e omite a atuação do ex-político matogrossense

Texto e fotos de Valéria del Cueto

“A história é contada pelos vencedores”. A frase é atribuída a George Wells, autor de “A revolução dos Bichos” e “1984”, na revista britânica inglesa Tribune, em 1944. E ele tinha razão.

Em Mato Grosso, numa instituição que deveria ser guardiã da memória política do estado, a Assembleia Legislativa, uma informação divulgada no seminário de comemoração dos 35 anos da promulgação da Constituição Estadual foi mais um tijolo na construção da “nova” história política local.

A desinformação

Para um documentário, apresentado sem ficha técnica e, portanto, autoria, sobre os trabalhos da a elaboração da Constituição Estadual de 1989, o atual conselheiro do Tribunal de Contas e ex-deputado constituinte, Antônio Joaquim deu a seguinte declaração “...Mas no final eu acho que o deputado Hermes de Abreu propôs muitas coisas inusitadas, modernas. O deputado Luíz Soares deu uma grande contribuição. Todos os dois também foram relatores da Constituição Estadual” (aos 13’13” do vídeo do evento). https://www.youtube.com/live/GmQjB5APY7c?si=WzRPkjXn75yxxvBF)


A verdade

O único relator da Constituição de  1989 de Mato Grosso foi o deputado Luíz Soares, falecido em 16 de junho de 2022. Seu colega, Hermes de Abreu era sub-relator da Comissão de Organização do Estado, Antônio Joaquim foi o sub-relator da Comissão do Executivo, assim como outros parlamentares desempenharam a mesma função nas demais sub-relatorias. No total foram 7 comissões que, depois de sistematizadas, viraram o que foi apelidado pela equipe da relatoria de Frankenstein, tantas eram as demandas apresentadas pelos setores da sociedade. Não foi essa colcha de retalhos que virou o anteprojeto votado pelos constituintes.

Depois de tudo sistematizado Luiz Soares apresentou um substitutivo integral com as inovações mencionadas por Antônio Joaquim. Este material recebeu emendas dos parlamentares e, então, foi concebida a atual Constituição de Mato Grosso, uma das mais avançadas entre as dos estados brasileiros, com a relatoria de um único deputado: Luizinho Cabeção.

Para comprovar, basta olhar na última página da Constituição. Após os Atos das Disposições Transitórias, se encontram os créditos dos parlamentares constituintes. Lá, há somente um relator.

A massificação da desinformação

O documentário, que ilustrou o evento comemorativo dos 35 anos da Carta Magna mato-grossense, uma sessão especial que contou com as presenças dos ministros Gilmar Mendes, Alexandre Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autoridades estaduais de todos os poderes e convidados, contém a desinformação que está sendo divulgada nos canais de mídia da Assembleia de Mato Grosso. Até o dia 26 de novembro, somente no youtube, o material já havia sido reproduzido mais de 1.700 vezes.

Segundo o site Isso é Notícias, o concorrido seminário, que durou 2 horas e 53 minutos, foi produzido por uma empresa de Brasília, a Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP) Ltda, contratada sem licitação pelo valor de R$ 393 mil.

Omissão provoca apagamento  

É a História que, mais uma vez, vem sendo alterada, desconstruída e remodelada. Basta abrir o site da Assembleia, que deveria ser um repositório das informações transparentes da rica trajetória política de Mato Grosso, para encontrar outros sinais desse desmonte.

Na lista de parlamentares, desde o falecimento de Luíz Soares, em junho de 2022, seu nome e o link para seu currículo político já não constavam nas 10ª, 11ª, e 13ª legislaturas, as que o parlamentar foi eleito com os votos do povo de Mato Grosso.

A substituição

Agora, verifica-se um acréscimo: pela ordem alfabética dos deputados, no L de Luiz, aparece o nome da Procuradora do Estado Sueli Capitula e a informação de que ela não tinha partido nos períodos em que, supostamente, atuou no parlamento de Mato Grosso.

Informada da inclusão de seu nome na lista de parlamentares estaduais, Sueli deixou nos comentários  da postagem da página do facebook do jornalista Enock Cavalcanti, a seguinte mensagem: "Acabei de confirmar que no site da ALMT consta na ordem alfabética,  ao invés do nome de Luíz Soares, o meu nome em três legislaturas e nunca fui deputada, na realidade sempre fui cabo eleitoral de Luiz Soares, o deputado que está sendo injustiçado com a omissão do nome dele como um dos mais atuantes da história de Mato Grosso, além de que foi relator da Constituinte de MT e senador...”

Às futuras gerações

Que diferença isso faz para a história política de Mato Grosso? Muita. Para um pesquisador que tentar fazer um levantamento da divisão partidária no parlamento estadual os resultados não serão reais já que, por exemplo, na 10ª e na 11ª Legislaturas, ao retirarem Luiz Soares e incluírem Sueli Capitula, ela sem partido, o MDB perde um parlamentar, alterando a composição das forças políticas na época.

Ao se omitir o nome de Luiz Soares das listagens a base de informações deixa de ser uma opção de fonte confiável dos registros das atuações parlamentares do período, fechando uma linha de pesquisa nas atividades legislativas.

Outra constatação desse apagamento legislativo pode ser feita por meio de uma busca no site da Assembleia. Coloque o nome Luiz Soares no espaço intitulado “O que você procura?” na página inicial. Do parlamentar, que trabalhou na casa fazendo leis por 12 anos, foi 1º secretário da mesa diretora, relator da Constituição, vice-prefeito de Cuiabá, senador, secretário de saúde municipal de Cuiabá, Várzea Grande e do estado de Mato Grosso, aparecem somente 2 referências. Uma de 2003 e outra de 2017.

A história dos vencedores se faz assim, alterando e omitindo dos canais oficiais os feitos dos demais protagonistas dos eventos narrados. O resultado pode ser lido nas obras de George Wells mencionadas no início dessa matéria.

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Reportagem da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM ... delcueto.wordpress.com

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

O tu e o tu mesmo


O tu e o tu mesmo

Texto e foto de Valéria del Cueto

Esse ano não consegui acompanhar as escolhas dos sambas para o Carnaval 2025 nas quadras. Não compareci em nenhuma delas nas finais.

O Paraíso do Tuiuti, primeira escola a apresentar seu samba sobre o enredo "Quem Tem Medo de Xica Manicongo?”, preferiu fazer uma encomendada aos compositores Cláudio Russo e Gustavo Clarão. Das outras onze escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro, zapeei nas finais transmitidas ao vivo pelo streaming.

 É a mesma coisa? Certamente que não. Mas supre a carência de foliões do Brasil e do mundo interessados na emoção de ver as acirradas disputas. As transmissões, principalmente das finais, são uma forma de expandir o alcance da onda da folia e furar a chamada bolha carnavalesca.

As lives são perfeitas? Certamente que não. É um “tour de force” dos responsáveis pela captação e geração do material. Acontecem em espaços variados espalhados pela zona metropolitana. Nas quadras de se desenrolam por semanas as eliminatórias, até a grande final.

Tecnicamente é quase impossível garantir um resultado homogêneo já na largada do planejamento e produção dos eventos. Diferentes arquiteturas, variadas condições acústicas, de iluminação, cada escola com um roteiro e uma direção artística personalíssima.

O básico: shows dos segmentos, apresentações dos sambas, intervalo para fechar o escolhido e, finalmente, o anúncio tão esperado do hino do ano. A estrutura pode ser semelhante, mas as peculiaridades são muitas. Os resultados não são lineares. Cada roteiro é um roteiro. O mesmo ocorre com a ocupação dos espaços dos shows. A maior parte se desenrola no palco ou numa área demarcada da quadra emoldurada por uma intensa iluminação cenográfica.

Registrar tudo isso é um trabalho hercúleo que, com o passar dos anos, tende a se aprimorar cada vez mais, valorizando este período tão importante na dinâmica do calendário carnavalesco.

Claro que nada substitui a energia única que une a quadra de uma escola de samba no movimento do anúncio do samba. Mas pra quem não tem tu, vai tu mesmo.

Agora as atenções se voltam para os resultados das gravações da @RioCarnaval das composições com os intérpretes oficiais, componentes dos carros de som, coros e ritmistas das agremiações. Nelas já aparecem algumas bossas das baterias, a base do que irá para avenida no carnaval em março de 2025.

Os preparativos estão a todo vapor. Os calendários de mini desfiles da Cidade do Samba, que comemoram o Dia Nacional do Samba, de 29 de novembro a 01 de dezembro, no início de dezembro, e dos ensaios técnicos, em fevereiro, definidos. Em 2025 estão marcados dois ensaios técnicos de cada escola do Grupo Especial.

Como a segunda rodada acontece inteirinha no fim de semana que antecede a folia para que, nesses quatro dias, todas as agremiações possam fazer testes de luz e de som (antes eram apenas as mais bem colocadas), já estou pensando em como realinhar minha ordem de trabalho.

Vai ser preciso programar a produção detalhadamente. Não pelo período na pista em si, mas para sistematizar e editar o material para os parceiros. O restante das imagens e vídeos que, para mim é ouro, fica para depois. Até para pensar depois. Daqui a pouco.

No momento o empenho é em ouvir e decorar os 12 sambas da elite do carnaval 2025. É nessa viagem que começo a escolher os “portos” onde pretendo ancorar as lentes da câmera, definindo os melhores momentos para captar a emoção do povo do Samba.

Como faz isso? Cantando os sambas e sentindo onde eles tocam o coração. Quando acabar essa etapa faço o mesmo com as escolas da Série Ouro. Se pudesse faria também com as menores, as que desfilam na Intendente Magalhães. Mas não tenho, nem teria, tempo para produzir as matérias e as fotos que distribuo para o jornal e os queridos parceiros que reproduzem o material do carnavalerio.com.

Para terminar o texto deixo uma pergunta para você leitor: sabe a quantos carnavais mantenho e desenvolvo essa rotina maluca, que só uma paixão avassaladora sustenta?

Pois é...

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “É Carnaval” do SEM FIM ... delcueto.wordpress.com

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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Sente o clima!



Sente o clima

Texto e foto de Valéria del Cueto

É de lei um registro sobre as eleições. Sem muito prazer pela constatação de que a política está tão degradante quanto a sociedade que ela representa. O que estamos acompanhando é um show de horrores.

O tempo e a História nos levam à constatação que as crises são cíclicas. A gente não aprende! Parece que foi ontem que o país se encantou com um “Caçador de Marajás”. O mesmo que depois de eleito sequestrou as contas bancárias da população.

Motivo extra para, reconhecendo a extrema necessidade de não me omitir diante dos fatos e desempenhando o papel de jornalista cidadã, fazer o alerta de sempre sobre o poder do seu voto, e-leitor. Quantos textos já produzi antes de eleições? Sei lá... Me mantenho fiel a norma de pecar por excesso, não por omissão.  Sim, sua escolha tem poder e consequências.  

As pesquisas indicam que boa parte do eleitorado ainda não escolheu seu candidato, especialmente para vereador, aquele que o representa na Câmara Municipal. O encarregado de fiscalizar a atuação do poder executivo, representado pelo prefeito, e fazer as leis que regem o município.

Muitos podem ser os pesos que o eleitor coloca na balança para fazer sua escolha. Experiência, juventude, gênero? Projetos? Segurança (que não está na esfera municipal?), saúde, educação, transporte, saneamento...

Tenho certeza que em qualquer lugar do Brasil o povo tem sentido na pele as ondas de calor que assolam o continente (entramos na oitava desse ano). A atual é um alerta amarelo que abrange partes do Sudeste, o Centro-Oeste e o Paraná, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. Com queda da umidade relativa do ar, lógico. Nuvem de fuligem, também.

Baseada nessa sensação que não nos deixa, pensei que a questão do clima estaria entre os quesitos que os eleitores iriam pesquisar. Vamos tomar por exemplo Cuiabá. A capital de Mato Grosso. Ela já foi a Cidade Verde, com suas mangueiras sombreando os quintais. Sua alcunha hoje é Cuiabrasa.

O que fazer para minimizar os efeitos, por exemplo, da arquitetura contemporânea da metrópole que se projetou verticalmente usando e abusando de vidros e janelas espelhadas, as que refletem... a luz do sol?

Quando comecei o treinamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a ABRAJI, “Eleições e Jornalismo Ambiental” mergulhei numa caixa de ferramentas para analisar e combinar bases de dados para pesquisar, entre outros itens, a evolução da degradação (sim, degradação) ambiental.

Claro que meu foco é Mato Grosso, o estado com três ecossistemas, o Cerrado, a Amazônia e o Pantanal, como já destacava em vídeos e filmes que produzi enquanto tive uma base por aí. Não dá para ficar impassível quando o estado é o campeão de queimadas em setembro, com mais de 18 mil focos de incêndios, por exemplo.

Entre as opções de consulta conheci a plataforma “Vote pelo clima”. A iniciativa visa dar visibilidade a candidaturas que se comprometam em enfrentar as mudanças climáticas nas cidades. Transporte, mobilidade, gestão de resíduos, transição energética, adaptação e redução de desastres... Várias linhas de atuação podem ser pesquisadas no banco de dados por estado, cidade, partido, etc. A inscrição de candidaturas é liberada.

Aí, chegamos ao empurrãozinho que faltava para que eu desenrolasse esse texto pré-eleição. Foi um choque verificar a adesão dos candidatos a prefeitos e vereadores de Mato Grosso na plataforma. Prefeitos? Nenhum. Vereadores? Dois de Cáceres, dois da Chapada dos Guimarães, um de Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra. Duas mulheres, cinco homens. Três candidatos do PT, um do PV, PDT, PSD e PCdoB. E só.

Ainda dá tempo de colocar um foco nos requisitos climáticos na hora de escolher seus candidatos. Cobrar deles algo mais que a promessa de sempre de plantar mais árvores em sua cidade. O tempo é pouco para ações efetivas que mitiguem os efeitos dos danos que nos levaram à situação quase irreversível que vivemos.

Vote certo! Boa sorte, eleitor. Sente o clima...

O link do Vote pelo Clima: https://votepeloclima.org/

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM ... delcueto.wordpress.com

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quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Capim navalha não falha


Capim Navalha não falha

Texto e foto de Valéria del Cueto

Quem não sabe que Cuiabá remete a duas coisas: ao calor e ao atraso? Não ao atraso de vida, maldoso leitor, mas aquele de nunca chegar na hora aos compromissos? Sofria com ambas características, especialmente a segunda, para fechar as pautas das reportagens nas TVs. Os jornais não levavam em consideração essa dinâmica tão cuiabana.

No samba também é quase assim. Menos na Sapucaí, com o horário rígidos e cronometrado das escolas que desfilam. Menos no sábado das campeãs, que não tem transmissão global.

Dito isso, quero fazer mea culpa. E aí, entra o capim navalha que corta tudo, menos esse atraso-preguiça cuiabano. Acontece que anos atrás, mais especificamente entre 2021 e 2022, o jornalista Rodrigo Vargas desenvolveu o projeto “O propósito de Aline”, sobre a renomada crítica de artes Aline Figueiredo. Era composto por um livro e um documentário média metragem.

O livro recebi do autor antes do lançamento. Caí dentro e, poucos dias depois, mandei pra ele minhas elogiosas impressões. Na sequência, exatamente no dia 2 de fevereiro de 2022, recebi o link do vídeo e a informação de que havia sido rodado na casa de Aline.

Corta para: Enquanto morei em Cuiabá fui frequentadora assídua dos maravilhosos almoços pantaneiros que juntavam horas de conversas as delícias preparadas por Márcia e sempre regadas a vinho tinto, já que não tomo cerveja. Não listarei meus pratos preferidos, nem os temas abordados porque foram justamente esses que me fizeram deixar correr o timeline de outras mensagens trocadas com Rodrigo sem abrir o link do vídeo.

Sabia que se o conteúdo aguçasse as saudades não poderia voar para Mato Grosso. A pandemia estava acabando, o carnaval adiado seria em abril, e tinha outras prioridades na vida. Rodrigo nunca perguntou o que achei do trabalho audiovisual, fotografado por José Medeiros, nem eu me justifiquei.

Aline andou pelo Rio em outubro numa palestra da exposição “Podre de Chic”, com obras de Adir Sodré, no Paço Imperial. Fiz fotos e gravei pequenos trechos de sua aula com ótimo conteúdo e nenhuma qualidade das imagens captadas. Faltava luz. Novamente arquivei o assunto e guardei o material sem publicá-lo. Sabia que ele seria a isca para pescar minhas saudades.

De vez em quando lembrava do vídeo, mas nunca achava que era o momento certo para explorá-lo. Queria que fosse num intervalo de foco total, quando não estivesse mergulhada, por exemplo, no carnaval. Depois decidi que só o veria quando a falta do calor cuiabano fosse insuportável.

Com o passar do tempo e acompanhando o cotidiano da cidade concluí que a distância que me separava da minha Cuiabá só aumentava. E, pela velocidade das transformações locais o progresso tratorou parte do encanto do local que tão calorosamente me acolheu. Portanto, nada “Eu sou de Capim Navalha”!

O que virou a chave foi esse fenômeno climático que assusta e surpreende o país inteiro. “Já vi esse filme, já usei esse filtro fotográfico que parece um fog londrino, esconde o sol e, quando a gente abre a porta ou a janela, é aquela pancada de calor”, pensei. E também lembrei do vídeo que não tinha assistido. Resolvi desvendar a lenda e assistir a obra.

Não me arrependo de ter guardado a última bolacha do pacote com tanto cuidado. Com as câmeras de José Medeiros e Diogo Diógenes passei pelos recantos da casa e, “tertuliei” nos diálogos de Aline Figueiredo sobre sua vida, seus trabalhos e suas paixões.

É quase só ela na tela, meio desnuda e crua, sem firulas e muitas edições. Exemplo claro de que menos pode ser muito mais quando o objeto do trabalho esbanja riqueza de ideias e personalidade. Passou pelos meus sentidos a essência da Cuiabá que tanto amo, a que me cercou de amigos, muitos citados no documentário, e referências que levo pra vida.

Sabiamente o vídeo não mostra a mesa posta e as delícias que brotam das mãos de Márcia. Um bom motivo para que volte aos meus planos uma ida à antiga Cidade Verde, depois que esse inferno amainar.

No fim do doc, a surpresa: meu nome - escrito errado, pra variar, aparece! Nos créditos, na lista de agradecimentos. O que deve aumentar a pena pelo crime de não o ter assistido antes... Desculpe, Rodrigo, foi o espírito do atraso cuiabano que permanece vivo em algum lugar da minha alma carioca.  

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Parador Cuyabano” do SEM FIM ... delcueto.wordpress.com

 

Faixa bônus!

Material em vídeo produzido na palestra de Aline Figueredo durante a Exposição "Podre de Chic", no Paço Imperial mencionada na crônica "Capim Navalha não Falha".



Palestra da crítica de artes Aline Figueiredo em "Podre de Chique: uma retrospectiva extraordinária de Adir Sodré", exposição de obras do artista mato-grossense Adir Sodré (1962-2020) no Paço Imperial, com apresentação do vídeo sobre o artista de José Medeiros.

A mostra reuniu obras inéditas ao público, de diversas coleções brasileiras que, desde cedo, reconheceram a importância artista mato-grossense. A retrospectiva de Adir Sodré dimensiona a relevância de sua obra. Temas tratados há mais de três décadas permanecem atuais: defesa ambiental, crítica ao poder político, o perfil elitista do sistema de arte e... sexualidade.

Organizada de forma não linear a exposição mescla obras em cinco eixos: Cuyaverá (Cuiabá), Tapa na cara pálida (horrores da branquitude), Ditos e malditos (imundos das artes), O pop não poupa ninguém (cultura de massas) e Manifestos paus, Brasil! (fabulações estético-eróticas)”.

Faixa Bonus 2

Sem usar o flash durante a palestra um estudo sem luz, como a luz que se perde no olhar de Aline, mencionada em "Eu Sou Capim Navalha", documentário de Rodrigo Vargas.

Clique na foto ou no link para acessar o álbum 

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sexta-feira, 26 de julho de 2024

Saudade, fonte que nunca seca



Saudade, fonte que nunca seca...

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Cada um com seu cada qual. Mas, como dizia Mestre Marçal, “tudo junto e misturado”. E foi comendo pelas beiradas enquanto o mingau esfriava que o Rio ganhou dois representantes legítimos do samba e da carioquice.

Para falar de Monarco, da Portela, e Nelson Sargento, da Mangueira, é preciso saber o significado da expressão “beber na fonte”. Se enredar nos fios de afetos e resistência que, entremeados, teceram histórias, rebordaram sonhos e criaram fantasias interligadas por uma de nossas maiores expressões populares musicais, o samba.  

É preciso ser atraído pela energia irresistível do saber carnavalesco como ponto de convergência e vivência comunitária. Entender o significado dos fundamentos de uma escola. De samba. Sentir no peito e deixar seu corpo ser dominado pelo pulsar de uma batucada.

E se, num desses momentos inebriantes, você cantarolar versos como “Samba, agoniza, mas não morre, alguém sempre te socorre...”, ou “...Agora, uma enorme paixão me devora, a alegria partiu, foi embora. Não sei ficar, sem teu amor...”, esteja seguro que você está apreendendo e repassando costumes e lições de dois griôs.

Eles, os guardiões de saberes ancestrais. Passados e ressignificados entre as gerações que circulam pelas ruas dos subúrbios, vielas e becos das favelas da cidade. As que se encontram e se interligam fortalecendo esse tramado único que podemos chamar de identidade do carioca.

Oriundos de diferentes lugares da cidade, se estabeleceram e conviveram com personalidades exponenciais de suas comunidades, pelas quais sempre declararam paixão incondicional e, sim, beberam na fonte!

Ao fazê-lo, por meio de seus talentos inerentes e desde cedo reconhecidos, se tornaram protagonistas da incrível epopeia suburbana do Rio de Janeiro. As cores de um, o azul e o branco, as do outro, o verde e rosa.

Se não são crias, foram criados nos terreiros de chão batido que mais tarde, depois de cimentados, passariam a ser as quadras de suas agremiações. Nelas, testemunharam o florescimento das comunidades que abraçaram com tanto amor.

Hildemar Diniz, em Oswaldo Cruz, depois de ganhar o apelido de Monarco ainda criança, de passagem por Nova Iguaçu, nasceu em Cavalcante. Nelson Mattos, que do exército levou a alcunha Sargento, na Mangueira, vindo do morro do Salgueiro, nasceu na Praça XV.

Mais distante do centro da cidade, Monarco conviveu com Paulo da Portela, Alcides, Manacéia e Chico Santana. Nelson Sargento, ao lado da Quinta da Boa Vista, na primeira estação do trem, com Alfredo Português, Cartola, Carlos Cachaça e Geraldo Pereira.

Um elo em comum entre os dois bambas é Paulinho da Viola. Foi produtor, em 1970, de “Portela passado de Glória” o primeiro disco da Velha Guarda portelense, já presidida por Monarco. Dele, disse o mangueirense Nelson Sargento: “Dois ídolos. Cartola e Paulinho da Viola, o resto são meus amigos”.

“Quitandeiro, leva cheiro e tomate
Pra casa do Chocolate que hoje vai ter macarrão...”

Monarco e Paulo da Portela

“Oh! primavera adorada, inspiradora de amores.

Oh! Primavera idolatrada, sublime estação das cores...”

Nelson Sargento, Alfredo Português e Jamelão. Samba enredo da Mangueira em 55.

Os dois tiveram o privilégio de compor com seus mentores, mas apenas Sargento venceu samba-enredo em sua escola, a Mangueira, apesar de Monarco ter participado de disputas na Portela, a última em 2007, com seu filho Mauro Diniz e outros parceiros.

Em compensação a cada esquenta, antes da pista da Sapucaí virar o rio que passa por nossa vida, o samba que compôs ainda garoto, “Retumbante Vitória” (depois rebatizado como “O passado da Portela”), leva às lágrimas e acelera o coração pulsante de quem desfila ou assiste a passagem da escola.



Nem sempre conseguiram viver da excelência da arte que praticavam. Monarco guardou carros, foi feirante e contínuo. Nelson Sargento, pintor de paredes. Cacá Diegues, o cineasta, dizia que ele fez em sua casa “a pintura mais longa da história da arquitetura”. Já reconhecido mostrou sua versatilidade artística na literatura e nas artes plásticas, além de ser um ator premiado.

Ligados às suas raizes foram membros e, depois, presidentes de lendárias Velhas Guardas, grupos musicais compostos por pastoras, cantores e compositores das escolas de samba.

Também receberam o reconhecimento que lhes era devido ao serem escolhidos Presidentes de Honra de suas agremiações. Por relevância e merecimento reverenciados nos encontros do povo do samba.

Juntos participaram do espetáculo “Apoteose do samba: 90 anos do Sargento – com Monarco e Nelson Sargento”, escrito e apresentado por Ricardo Cravo Albin. Na ocasião, Nelson disse que passou a se considerar “imortal do samba”. Ele já sabia...

Os ícones da Portela e da Mangueira partiram nesses tempos difíceis.

Para não ficar no vácuo das saudades o jeito é virar o jogo imaginando com quem estão agora (certamente em bom lugar). Na companhia de outros bambas que já por lá se reuniam para pagodes celestiais!

Por eles foram recepcionados, junto a outros sambistas que perderam a vida nesse período da pandemia. Tantos que é melhor nem tentar nomeá-los sob o risco de cometer a injustiça de algum esquecimento.

Sim, merecidamente, como alguns dos outros que partiram, receberam flores em vida (como pedia Nelson Cavaquinho), reconhecidos e reverenciados por serem exemplos às novas gerações que, assim como eles, continuarão bebendo na fonte. Aquela, sobre a qual Candeia já versava...

“O sambista não precisa ser membro da academia

É natural da sua poesia

O povo lhe faz imortal”

......................................

Valeria del Cueto é jornalista, fotógrafa e, uns 500 textos depois, acha que um dia ainda será lembrada como cronista. Do carnaval e da vida. Para isso conta com a sorte! Como a de ter o privilégio de receber a honrosa missão de bordar palavras sobre ídolos que fizeram parte da história do Samba. Da série "É carnaval".

 

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quinta-feira, 18 de julho de 2024

O acalanto do desencanto

O acalanto do desencanto

Texto e foto de Valéria del Cueto

Se a fila anda, por que não quebrar a rotina e mudar o local da escrevinhação no caderninho? Vou jogar a responsabilidade pela alteração nesse tempo instável que parece o inverno.

Por aqui estamos todos meio perdidos. O frio veio forte, mas partiu rapidinho, já dá lugar ao tempo ameno e o anúncio de outro veranico. Tipo Cuiabá, onde o inverno passa num sopro e nunca dura mais de 3 dias.

Situação:  habemos sol entre as árvores (afinal, pelo menos ele se mantém firme e forte em sua trajetória e, nessa época do ano, está passando coladinho as montanhas que compõem o horizonte). Também temos uma temperatura agradável que sugere toalhas e travesseiros na janela para espantar a friaca e arejar a vida. O que me resta? Seguir o exemplo.

Me preparei para aproveitar a tarde ao ar livre. Um (ou uns) fator(es) altera(m) o objetivo inicial. Biquini (olha que ousadia) canga, caderninho, caneta, boné, água mineral (da casa), celular pra fazer a foto da crônica, óculos escuros, filtro solar no rosto e... Pra variar, mudei o rumo. Em vez de sair porta a fora subi as escadas e me aboletei no janelão do mezanino.

Daqui vejo o meio do mundo da Mata Atlântica sentada numa das cadeiras de ferro da mesa da varanda banhada pelo sol. O conjunto faz parte da mobília que me acompanha desde que nasci. Ficava na varanda comprida do apartamento em que morei quase uma vida no Leme. Só saiu de lá quando o imóvel foi vendido.

Sempre que tenho uma casa é colocado num lugar especial. Ainda no Leme foi pra varanda que virou floresta no pé da ladeira. Depois, foi cedido pra Araras e resgatado quando vim pro meio do mundo.

Não pergunte como, sempre coube direitinho entre os braços de ferro da melhor cadeira que conheço pra ficar horas lendo sem parar. Consigo me aboletar desde criança em várias posições diferentes. Jogando, por exemplo, as pernas por cima de um dos braços pra aliviar a coluna do tempão “concentrada”.  

Tudo lindo, mas preciso ressaltar meu próprio espanto ao constatar que nunca escrevinhei por aqui. Gosto de esticar as palavras ao ar livre quando deixam.

Fiquei semanas emudecida, me recusando a registrar os últimos acontecimentos. Pelo menos duas perdas me afastaram do intuito de manter a regularidade das crônicas. Tem coisas que, na minha cabeça, só se concretizam quando coloco no papel. Como não queria que essas fossem verdade, calei a escrita enquanto pude e um pouco mais...

Falo primeiramente da partida silenciosa do meu guru mangueirense Aluízio Derizans, o amigo que abriu as portas da verde e rosa pro acervo carnevalerio.com, que só descobri no dia do seu aniversário e a quem não poderia deixar de registrar @no_rumo do Sem fim meu agradecimento eternizado nas incríveis imagens que que registrei nos anos que por lá passei.

Ainda estava depurando a perda quando o advogado e colega cronista Renato Gomes Nery foi tocaiado em Cuiabá. Fui sua assessora na presidência OAB-MT e nossa amizade sempre me fez recorrer a ele nos poucos “causos” legais que enfrentei. Assim como a sociedade mato-grossense, aguardo esclarecimentos sobre esse filme violento que já vimos tantas vezes em Mato Grosso.

Precisei alterar a paisagem para conseguir destravar minha escrita cheia de indignação e revolta. Não o fiz por livre e espontânea vontade. O que me levou ao movimento que libertará meu peito, esse poço até aqui de mágoa, destilando no caderninho minhas dores foram... os mosquitos.

Sempre eles que, como eu, não reconhecem as estações do ano e, vorazes, me empurraram para a proteção e o acalanto da mobília varanda da vovó que desrepresou meu desencanto. Lá fora o sol brilha, mas a nuvem do desequilíbrio ambiental não dá folga.

Os efeitos de suas picadas duram menos, mas são tão doídos como choro que aperta meu peito e brota nas lágrimas de despedida aos amigos tão queridos e insubstituíveis que encerram essa crônica.  

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Não sei onde enquadrar” do SEM FIM ... delcueto.wordpress.com

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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Aumenta que isso aqui é o carnaval carioca! Três dias de desfiles do Grupo Especial.


Quanto mais, melhor?!

Aumenta que isso aqui é o carnaval carioca!

Três dias de desfiles do Grupo Especial.

Texto, fotos e vídeos de Valéria del Cueto

Não, o próximo carnaval não vai ser igual aquele que passou. São muitas as novidades anunciadas após a eleição de Gabriel David, de 26 anos, filho do lendário patrono da Beija-Flor Anísio Abraão David, para a presidir a LIESA – Liga das Escolas de Samba no final de abril. É ela que dá as cartas no carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

De geração à geração, Gabriel David e a mini passista

Já na apresentação de sua equipe uma quebra de paradigmas. Três diretorias são ocupadas por mulheres. Rafaela Bastos, gestora pública e vice-presidente de projetos especiais da Mangueira, substitui Gabriel na diretoria de marketing, cargo criado em 2021; Evelyn Bastos, rainha de bateria e presidente da escola mirim Mangueira do Amanhã, assume a diretoria cultural e Natália Louise, que acompanha o novo presidente da Liesa desde sua passagem pela Beija-Flor, a diretoria de comunicação.
Evelyn Bastos, presidente da Mangueira do Amanhã, na diretoria cultural

Sim, uma nova geração passa a comandar e transformar o espetáculo. Na primeira plenária dos dirigentes da Liesa mudanças estruturais foram votadas e imediatamente anunciadas.

Enquanto a ficha começava a cair sobre o desastre ambiental no Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro ainda estava de ressaca do apoteótico espetáculo que encerrou na Praia de Copacabana a turnê mundial da pop star Madonna, com um público de mais de 1,6 milhões de pessoas, foi anunciado o aumento dos dias de desfiles do Grupo Especial para o carnaval 2025. A dinâmica da festa será significativamente alterada.

A mudança no calendário

De seis escolas desfilando em dois dias passarão a serem quatro divididas em três noites. Desde a década de 1980 as agremiações se apresentavam no domingo e na segunda-feira de carnaval após as escolas do Grupo Ouro, o de acesso, na sexta e no sábado. Cabia ao desfile mirim ocupar a pista da Sapucaí na terça-feira gorda.

O anúncio da esticada do Grupo Especial para o último dia de carnaval provocou um tsunami e incendiou as redes sociais na bolha carnavalesca. Argumentos favoráveis e contrários dividem as opiniões do universo do carnaval com o drama gaúcho.

A polêmica foi ampliada pela estratégia escolhida para apresentar essa e outras modificações ao mundo do samba. As chances das alterações, diante dos argumentos, não serem implementadas são inexistentes. Foram aprovadas por unanimidade pelo colegiado formado pelas 12 agremiações que compõem a LIESA.

Mudar pra que?

Entre os argumentos da LIESA está a democratização do espetáculo, já que os ingressos costumam se esgotar. Garantem que os preços das arquibancadas serão reduzidos.

Arquibancadas, promessa de redução dos valores

Também avaliam que haverá mais equilíbrio na competição com todas as escolas tendo o mesmo peso no julgamento sob a nova iluminação cenográfica do sambódromo, já implementada na pista. Alegam que as escolas que desfilam de manhã são prejudicadas (argumento rebatido pelo fato de que esse ano a campeã Viradouro e a vice Imperatriz Leopoldinense desfilaram com a luz natural do amanhecer).

Outra mudança será no julgamento. Os envelopes passarão a serem fechados noite por noite e não somente no final da competição. Isso altera, certamente, os critérios dos julgadores que deverão ser menos comparativos.

Apoteose, palco dos shows após os desfiles

Haverá, também, shows após os desfiles na área da Apoteose para encerrar as noites de desfile.

Valorização da AESM-Rio, celeiro de bambas

O desfile das crianças foi realocado para a sexta-feira pós carnaval, um dia antes do desfile das campeãs. Foi firmado um acordo de colaboração com a AESM-Rio, Associação das Escolas de Samba Mirins. Ela se integra aos projetos da Liga num movimento de Evelyn Bastos, diretora Cultural, para incentivar e fortalecer as novas gerações das escolas de samba.

Não será necessário esperar o carnaval para começar a observar a mudança na dinâmica carnavalesca carioca. A intenção da nova diretoria é adiantar todo o calendário de produção da festa antecipando o início dos trabalhos com a definição, agora em maio, da ordem dos desfiles do carnaval 2025. A novidade? O sorteio será aberto ao público.

Aí, você já sabe. A festa começa e só para no carnaval 2025.

SORTEIO DA ORDEM DOS DESFILES DO GRUPO ESPECIAL

Dia 23 de maio, a partir das 19h, na Cidade do Samba

Confraternização de sambistas e torcedores com roda de samba, show da atual campeã, Viradouro, e de Pretinho da Serrinha recebendo convidados. Ingressos das 19 às 21h: um quilo de alimento não perecível para o Rio Grande do Sul.











*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “É carnaval”, do SEM   FIM...  delcueto.wordpress.com




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