Mostrando postagens com marcador carnaval 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carnaval 2008. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de abril de 2008

É o Império... Acesso Carnaval 2008 - Parte 2



del Cueto - assessoria e produção apresenta:

Chuva, suor e paixão. É o Império Serrano, última escola a entrar na Sapucaí na noite de sábado. Para vencer o Carnaval do Grupo de Acesso 2008, vários fatores foram importantes, inclusive a chuva que mexeu com o brio dos componentes. Esta é uma homenagem ao espírito carnavalesco dos componentes imperianos.

Bateria do Império Serrano, comandada por Mestre Átila, livre interpretação da instalação de Marcia Lávia e Renato Lage, na Exposição Parangolhar, em exibição no Centro Cultural José Bonifácio e os olhos, o canto e a emoção de quem esteve lá. Dentro e fora da pista.

Imagens, audio e edição de Valéria del Cueto para o SEM FIM...
http://delcueto.multiply.com

http://www.youtube.com/watch?v=nnEt8TKEoUs

sábado, 15 de março de 2008

FRAGMENTOS - Acesso 2008 - parte 1



Carnaval 2008.
Sapucaí, sábado, Grupo de Acesso.
Tudo (menos a campeã que virá depois) ao som da bateria de Mestre Átila entrando na avenida.
Imagens, audios, fotos e montagem de Valéria del Cueto.
Produção del Cueto - assessoria e produção.
http://delcueto.multiply.com

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Beija Flor é bi - campeã - Diário de Cuiabá


Beija Flor é bi-campeã

DC acompanhou a festa carioca e relata abaixo a emoção de participar de um evento que foi assistido por 400 milhões de pessoas no mundo


Valéria del Cueto*
Especial para o Diário de Cuiabá

A melhor coisa quando chega terça feira gorda é saber que nos resta o sábado das campeãs... A maratona ainda não terminou, graças a Deus.

Fui só Sapucaí neste abençoado carnaval de 2008 e, digo pra vocês, mereci. Com todos os percalços. Como a chuva que, no domingo de carnaval, fez os reis da comunicação se curvarem a seus desígnios. Se os seres mortais assim o fizeram, diante da força da natureza, o mesmo não podemos dizer deles, dos que irmanados pela cumplicidade da fantasia carnavalesca passaram pela linha demarcatória do início de desfiles da Sapucaí e, ali, perderam-se no espaço que separa a armação da dispersão representando papéis criados pela imaginação ilimitada dos carnavalescos e seus enredos.

O que vi foi lindo. E sei, não representa nada diante do que realmente aconteceu na pista no decorrer de todo seu percurso. Digo isso por que não me sinto capaz de julgar. Dizer quem foi melhor, onde estavam os defeitos. Vi o que meus olhos me mostraram, senti o que me pegou pela frente. Tive sorte. A sorte poder de andar, circular. Sentir a emoção dos que esperam impacientes a hora de pisar na avenida. E tudo isso ainda no desfile das escolas do grupo de acesso.

Comecei o Grupo Especial, organizado pela Liga das Escolas de Samba, vendo a dispersão da saga japonesa da Porto da Pedra. Confesso, perdi a São Clemente. Cheguei tarde...

Assisti ao desfile do triunvirato: Salgueiro, Portela e Mangueira encostada na parede do corredor do setor 2. Consegui uma vaga estratégia, quase em frente ao segundo recuo de bateria estrategicamente estacionada em baixo do praticável, colocado três andares acima onde se posicionava uma câmera da transmissão do desfile. Ali não chovia, em compensação em volta...

O Salgueiro passou, e, lá de longe, apareceu a águia da Portela. E parece que a água em volta se integrou as cores usadas para representá-la no enredo que falava de meio ambiente. Antes, bem antes da passagem da rainha da bateria, Luisa Brunet, as arquibancadas já estavam sob o domínio hipnótico do que rolava na Sapucaí. Bastou a águia do abre alas ‘gritar’; para arrancar os merecidos aplausos para a comissão de frente que fluía em tons da água. E água tem tom?

Tom afinadíssimo era o da bateria de mestre Nilo que me fez correr, quando começou a sair do recuo, para ver sua chegada na apoteose. Que espetáculo! Ali, a Sapucaí se amplia e tudo que se vê na avenida reflete-se nas ondas humanas que recebem os foliões. A bateria, se curvando diante da multidão, agradecendo as palmas e os gritos de é campeã. Essa, eu vi.

Acho que outras consagrações aconteceram. Mas, então, eu já estava novamente observando tudo do setor 2. Veio a Mangueira e o centenário do frevo, mas o ‘sacode’ verde e rosa não aconteceu. O final da noite era da Viradouro, Paulo Barros, Mestre Ciça e sua rainha, Juliana Paes.

A pista de esqui perdeu a graça diante da expectativa em torno do carro sobre o nazismo proibido. ‘Liberdade ainda que tardia’, com componentes amordaçados e um Tiradentes entristecido foi um dos muitos arrepios provocados pelo carnavalesco. Chucky misturava-se com aranhas e baratas gigantes que subiam rastejantes pela alegoria. Para compensar, bolas de futebol eram atiradas para o público. E dá-lhe pingüins... Coitadas das baianas, vestidas de iglus. A pista cheia de água sujou a barra de suas saias que ficaram pesadas e encharcadas. Assim acabou a primeira noite da Sapucaí. Arrepios generalizados, inclusive nos nós que aconteceram no trânsito no final da festa.

Na segunda, havia jurado chegar cedo. E não me arrependi. A Mocidade Independente de Padre Miguel apresentou uma visão deliciosa e alto astral da vinda da corte portuguesa, tive uma aula de história do Rio de Janeiro dada pelo encarregado da pista, Honório, há mais de dez anos trabalhando no controle do vai-e-vem pelo corredor de imprensa. Foi ele quem me contou que o carro com o destaque Maurício de Paula, em meio a jatos de água, representava o chafariz feito por Valentim e que hoje está na Praça da Bandeira. A noite apenas começava...

Na seqüência, a Unidos da Tijuca, falando em coleções e brigando para anexar um título inédito as suas glórias carnavalescas e a Imperatriz Leopoldinense com a coleção de Marias do João que fizeram a história do Brasil. Depois do enredo bolivariano do ano passado, a Vila trouxe para a avenida os trabalhadores do Brasil, apoiado pela CUT. Mas o apoio mais eficaz foi o da Miss Brasil Natália Guimarães, estreando nas passarelas. As celebridades da Grande Rio deram um gás, sob a batuta de mestre Odilon, na rivalidade entre Susana Vieira e Grazieli Massafera.

Quem venceu a disputa foi o maravilhoso gari, Renato Sorriso, uma encarnação inspirada do espírito carioca. Cheio de alegria com sorriso largo, braços abertos e ginga gostosa e malevolente para colher os aplausos do público nas cadeiras, frisas e arquibancadas, ele representa o esforço de quase 3.500 funcionários da Liesa e da Riotur. Os Miltons, Bentos, Honórios e Ulisses que se desdobram para ajudar quem, como eu, sou uma só, querendo captar e transmitir milhares de visões, uma gama imensa de sentimentos, dramas, lutas e vitórias. Como a da Campeã de 2007, a Beija Flor de Nilópolis, que encerrou a festa, calando a boca de quem dizia que não havia nada possível de se fazer com um enredo sobre Macapá e o equinócio solar.

Quando você ler esta reportagem, já saberá quem é a vencedora do Carnaval carioca de 2008 e que agremiações estarão na Sapucaí no desfile das campeãs. Por isso, não vou arriscar um palpite. Mas alerto; são tantos olhares, tantas emoções e acontecimentos nas duas noites de desfile, que, certamente, muitas serão as preferidas, dependendo do ponto de vista e dos parâmetros com que se analisem as concorrentes. Não faço previsões, só posso tentar decifrar onde o coração de cada um bateu mais forte.

DESFILE DAS CAMPEÃS


No próximo sábado as seis escolas melhor classificadas voltam à Sapucaí. Confira abaixo, as escolas que receberam as melhores pontuações da comissão julgadora.

1° Beija Flor
2° Salgueiro
3° Grande Rio
4° Portela
5° Unidos da Tijuca
6° Imperatriz Leopoldinense

*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e colabora com o DC

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Suor, chuva e paixão: meu carnaval


Foto de Valéria del Cueto, sem tempo de editar o que está "captando" no carnaval.
Aguardem...
Esta é para Paulo Vizeu.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Manchetes ao vento



MANCHETES AO VENTO

Texto e foto de Valéria del Cueto

Quanta gente sorridente. Um pouco mofada, é verdade, mas feliz que nem pinto no lixo comemorando o sol que nos aquece nesta tarde de verão.
A água está imunda. A ressaca formou um paredão na areia que as ondas mais afoitas tentam escalar. Dali até a arrebentação a correnteza espumosa adverte sobre o que vem mais para frente, mar adentro. Não é elevação para amador. Aliás, a maioria nem pode ser chamada assim. É caixote mesmo, parede!
Do alto de minha sabedoria “lemense”, avaliando os custos e benefícios, não aventaria a hipótese de ter o mar que vejo diante dos meus olhos como objeto de desejo. Poucas ondas decentes e muita sujeira indecente, cercando a área de esperar a boa da seqüência. Vote!
Mas pra lagartear aqui fora está valendo. Também, não dá pra mais nada. Um exemplo? Ler o jornal nem pensar. A bandeira do alto da Pedra do Leme aponta na direção do Pão de Açúcar, animada o suficiente pelo vento sudoeste. A ponto de bagunçar as páginas do jornal do dia.
Melhor assim. Um cuidado da natureza amiga aos que, como eu, se concentram  e preparam para enfrentar a maratona carnavalesca na Marquês de Sapucaí a partir do sábado.
É claro que me preocupo com a conjuntura mundial, com a baixaria nacional e o colapso municipal. E só de olhar as manchetes de hoje dançando em primeiro plano em cima da minha canga, com o mar revolto emoldurando o fundo do quadro, para saber que, mais uma vez, o universo conspira e joga a meu favor, pelo menos nos pequenos detalhes...
Já que não posso resolver, por alguns dias, prefiro ignorar as mazelas rotineiras e me dedicar a tentar ser feliz fazendo uma das coisas que mais gosto na vida: cair dentro do mundo carnavalesco.
Eu sei, que é pra tudo se acabar na quarta feira. E que,  neste dia, lá estarão elas, as manchetes de sempre persistentes e tenebrosas. Quase as mesmas de hoje...
Pelo menos tenho um consolo: no dia seguinte, a quinta feira, algo vai mudar nessa primeira página. Ali, linda e colorida, estará a foto da escola que levou o título de 2008, cantando vitória e anunciando o desfile do sábado das Campeãs...

 
Valeria del Cueto é jornalista e cineasta
liberado para reprodução com o devido crédito

Este artigo faz parte da série Ponta do Leme

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Meninos, eu vi!


MENINOS, EU VI!
Texto de Valéria del Cueto
aqui fotos que correspondem aos fatos
 Amigos parceiros e voyeurs do meu posto de observação na Ponta do Leme. Cá estou a lhes trazer meu testemunho ilibado sobre uma raridade nestes dias derradeiros que antecedem o carnaval: Faz...SOL!!!!
Isso mesmo. Contrariando até as previsões mais otimistas, o astro rei resolveu, num surpreendente e sensacional ato de recuperação física e moral, dar o ar de sua aguardadíssima graça no verão carioca.
Ele está assim, maneiro, como dizem no interior. Diferente e imprevisível.
O dia amanheceu daquele jeito. Nublado, chuvoso e chato. Os jornais anunciavam as previsões meteorológicas mais  negativas possíveis: de chuvas, ventos e ciclones para as próximas horas, dias, pro carnaval inteiro.
Aí, ele resolveu aparecer. E pegou de surpresa todo mundo.
É... quando a gente chega na praia e não vê uma única sombra de barraca, nem seus respectivos barraqueiros, até onde vistas menos míopes que as minhas alcançam, é sinal de que nem um mormaço clássico fazia parte das  previsões do povo da areia que atende diligentemente aos banhistas, no caso em pauta, tão escassos quanto ele. Onde não há procura, não há oferta.
A faixa de areia que atravesso em direção a beira da praia está quase virgem de pegadas humanas. Está marcada pelos pingos da última chuvinha chata e pelos três palitinhos que forma as pegadas dos pombos que insistem em ciscar no pedaço, mais persistentes do que eu.
Meus amigos, ilhéus lá do Brandão, me ensinaram que um fenômeno marítimo sempre acontece nesta época do ano. Trata-se da ressaca de carnaval, que temporada após temporada, turva as águas claras e transparentes da baia de Angra do Reis, onde sonho em mergulhar, um dia, novamente.
A ressaca anual, desconfio, está diante de mim na tarde que cai aqui na Ponta do Leme, para alegria dos surfistas. Eles se atiram paredão abaixo, sem o menor pudor. O pico não é no canto da Pedra do Leme, o mais almejado pelos especialistas da área, mas está alto e desafiador. Somos só nós. Pranchas, bicicletas, surfistas e eu.
Não vai dar tempo para uma reação dos turistas entediados, que nos últimos dias serpenteiam pelo calçadão com olhos compridos em direção ao mar. Até eles se darem conta do que já aconteceu e espanarem a inércia modorrenta que se abate sobre suas almas inquieta,s a festa já acabou.
Mal deu tempo para escrever este relato, descrevendo o milagre quase particular que presencio e usufruo.
Está tudo quase cinza novamente, exceto por uma barra azul da cor mais límpida do céu, que enfeita o horizonte por cima do mar. É a prova que preciso para os que acham que aqui, na Ponta do Leme, a gente costuma delirar e ver miragens de verão, em pleno janeiro, aqui no Rio...

Valeria del Cueto é jornalista e cineasta
liberado para reprodução com o devido crédito

Este artigo faz parte da série Ponta do Leme

domingo, 27 de janeiro de 2008

ESTAÇÃO CARNAVAL





ESTAÇÃO CARNAVAL

Texto e foto de Valeria del Cueto
Respeitável público!
Por motivo de força maior tive que trocar (momentaneamente, espero) meu posto cativo de observadora da Ponta do Leme por um singelo lugar num vagão do metrô carioca.
E ainda tenho sorte! Podia ser pior, levando-se em conta  que não consigo ler nem escrever num banco dos ônibus que, muito a contra gosto, em casos excepcionais, sou obrigada a tomar para me locomover entre um evento carnavalesco e outro.
A causa é, no mínimo, prosaica e insuperável: fico tão enjoada com o sacode-para-corre-freia e anda dos motoristas revoltados que a única coisa que consigo fazer, nestas circunstâncias, é me concentrar nas acrobacias motorizadas cometidas pelo condutor e achar que posso, assim, fazer minha agonia labirintitica passar mais rápido.
Por isso preferencialmente, vou de metrô. Aqui, o pior risco que corro é deixar a estação Arcoverde, em Copacabana, passar de tão concentrada estou na escrivinhação.
Quem sabe não descobri um outro ponto de observação a ser explorado? Já experimentou andar no metro em tempo de chuva? No frio ou no verão? As modas e os costumes passam diante dos seus olhos entre a sinalização que indica o passar das estações.
O que mais me diverte é o metrô carnavalesco. Esse, só existe aqui no Brasil. Um dia ainda vou passar uma parte do carnaval aqui em baixo, compartilhando as expectativas dos serem semi-fantasiados carregando enormes e desconjuntados sacos pretos recheados com o complemento de cabeças, ombreiras, e sejam lá quais forem os adereços que compõem o personagem criado pela imaginação superlativa dos carnavalescos.
 Já vi macho de verdade vestido de galinha africana, fantasia de abridor de garrafa... O céu é o limite nos sonhos de milhares de componentes das alas que, para chegarem a Sapucaí, atravessam a cidade nos vagões do metrô.
Muita gente tentando decorar o samba, outros poupando energias para o desfile, a maioria se acabando na farra mesmo, com amigos e camaradas tão entusiasmados quanto. Todos preocupados em acomodarem, da melhor maneira possível, seus vastos pertences.
Central ou Praça XV? Correio ou Balança Mas Não Cai? Os vagões se esvaziam nas duas estações. Apenas por alguns segundos...
Embarcam em seguida os sobreviventes. Suados, excitados, esgotados. A maioria feliz e detonada. Valorizando um lugar para encostar e poder descansar as pernas trêmulas do esforço.
Todos se consideram grávidas, deficientes e idosos, merecedores dos acentos a eles destinados. Os adereços, antes tratados com cuidado, agora ficam largados de qualquer maneira. Isto os que voltaram, apostando na esperança de um novo desfile no sábado das campeãs.
O metrô vai despejando os foliões nas suas estações de origem. E, ao fazê-lo, abre suas portas para a próxima leva que virá, daqueles cheios de gás e animação, que seguem para a região da Praça XI ou da Central, loucos de vontade de pisarem na avenida e  viverem o sonho de um carnaval na Sapucaí...
Até a última leva, na madrugada de terça feira gorda. Quando, então, quem entra nos vagões dos subúrbios, são os trabalhadores de mais um dia, na rotina que recomeça, depois que o carnaval passou...

Valéria del Cueto e jornalista e cineasta
liberado para reproducao com o devido credito
da série É Carnaval 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O Babado da Imperatriz no Saara


Clique AQUI ou na foto para acessar o álbum Imperatriz Leopoldinense no Saara

Foi no sábado na Praça do Mascate, no centro do Rio de Janeiro!
O entorno é sempre inspirador...

fotos de Valéria del Cueto