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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Ari no Leme



Na Wikipedia Ari Barroso é descrito como "o maior compositor brasileiro de música popular". Lá também diz que "ao compor Aquarela do Brasil inaugurou o gênero samba-exaltação".
Mineiro de Ubá, escolheu o Leme para morar... e ficar.
Aqui sempre foi muito bem tratado...

fotos de Valeria del Cueto

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Manchetes ao vento



MANCHETES AO VENTO

Texto e foto de Valéria del Cueto

Quanta gente sorridente. Um pouco mofada, é verdade, mas feliz que nem pinto no lixo comemorando o sol que nos aquece nesta tarde de verão.
A água está imunda. A ressaca formou um paredão na areia que as ondas mais afoitas tentam escalar. Dali até a arrebentação a correnteza espumosa adverte sobre o que vem mais para frente, mar adentro. Não é elevação para amador. Aliás, a maioria nem pode ser chamada assim. É caixote mesmo, parede!
Do alto de minha sabedoria “lemense”, avaliando os custos e benefícios, não aventaria a hipótese de ter o mar que vejo diante dos meus olhos como objeto de desejo. Poucas ondas decentes e muita sujeira indecente, cercando a área de esperar a boa da seqüência. Vote!
Mas pra lagartear aqui fora está valendo. Também, não dá pra mais nada. Um exemplo? Ler o jornal nem pensar. A bandeira do alto da Pedra do Leme aponta na direção do Pão de Açúcar, animada o suficiente pelo vento sudoeste. A ponto de bagunçar as páginas do jornal do dia.
Melhor assim. Um cuidado da natureza amiga aos que, como eu, se concentram  e preparam para enfrentar a maratona carnavalesca na Marquês de Sapucaí a partir do sábado.
É claro que me preocupo com a conjuntura mundial, com a baixaria nacional e o colapso municipal. E só de olhar as manchetes de hoje dançando em primeiro plano em cima da minha canga, com o mar revolto emoldurando o fundo do quadro, para saber que, mais uma vez, o universo conspira e joga a meu favor, pelo menos nos pequenos detalhes...
Já que não posso resolver, por alguns dias, prefiro ignorar as mazelas rotineiras e me dedicar a tentar ser feliz fazendo uma das coisas que mais gosto na vida: cair dentro do mundo carnavalesco.
Eu sei, que é pra tudo se acabar na quarta feira. E que,  neste dia, lá estarão elas, as manchetes de sempre persistentes e tenebrosas. Quase as mesmas de hoje...
Pelo menos tenho um consolo: no dia seguinte, a quinta feira, algo vai mudar nessa primeira página. Ali, linda e colorida, estará a foto da escola que levou o título de 2008, cantando vitória e anunciando o desfile do sábado das Campeãs...

 
Valeria del Cueto é jornalista e cineasta
liberado para reprodução com o devido crédito

Este artigo faz parte da série Ponta do Leme

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Meninos, eu vi!


MENINOS, EU VI!
Texto de Valéria del Cueto
aqui fotos que correspondem aos fatos
 Amigos parceiros e voyeurs do meu posto de observação na Ponta do Leme. Cá estou a lhes trazer meu testemunho ilibado sobre uma raridade nestes dias derradeiros que antecedem o carnaval: Faz...SOL!!!!
Isso mesmo. Contrariando até as previsões mais otimistas, o astro rei resolveu, num surpreendente e sensacional ato de recuperação física e moral, dar o ar de sua aguardadíssima graça no verão carioca.
Ele está assim, maneiro, como dizem no interior. Diferente e imprevisível.
O dia amanheceu daquele jeito. Nublado, chuvoso e chato. Os jornais anunciavam as previsões meteorológicas mais  negativas possíveis: de chuvas, ventos e ciclones para as próximas horas, dias, pro carnaval inteiro.
Aí, ele resolveu aparecer. E pegou de surpresa todo mundo.
É... quando a gente chega na praia e não vê uma única sombra de barraca, nem seus respectivos barraqueiros, até onde vistas menos míopes que as minhas alcançam, é sinal de que nem um mormaço clássico fazia parte das  previsões do povo da areia que atende diligentemente aos banhistas, no caso em pauta, tão escassos quanto ele. Onde não há procura, não há oferta.
A faixa de areia que atravesso em direção a beira da praia está quase virgem de pegadas humanas. Está marcada pelos pingos da última chuvinha chata e pelos três palitinhos que forma as pegadas dos pombos que insistem em ciscar no pedaço, mais persistentes do que eu.
Meus amigos, ilhéus lá do Brandão, me ensinaram que um fenômeno marítimo sempre acontece nesta época do ano. Trata-se da ressaca de carnaval, que temporada após temporada, turva as águas claras e transparentes da baia de Angra do Reis, onde sonho em mergulhar, um dia, novamente.
A ressaca anual, desconfio, está diante de mim na tarde que cai aqui na Ponta do Leme, para alegria dos surfistas. Eles se atiram paredão abaixo, sem o menor pudor. O pico não é no canto da Pedra do Leme, o mais almejado pelos especialistas da área, mas está alto e desafiador. Somos só nós. Pranchas, bicicletas, surfistas e eu.
Não vai dar tempo para uma reação dos turistas entediados, que nos últimos dias serpenteiam pelo calçadão com olhos compridos em direção ao mar. Até eles se darem conta do que já aconteceu e espanarem a inércia modorrenta que se abate sobre suas almas inquieta,s a festa já acabou.
Mal deu tempo para escrever este relato, descrevendo o milagre quase particular que presencio e usufruo.
Está tudo quase cinza novamente, exceto por uma barra azul da cor mais límpida do céu, que enfeita o horizonte por cima do mar. É a prova que preciso para os que acham que aqui, na Ponta do Leme, a gente costuma delirar e ver miragens de verão, em pleno janeiro, aqui no Rio...

Valeria del Cueto é jornalista e cineasta
liberado para reprodução com o devido crédito

Este artigo faz parte da série Ponta do Leme

domingo, 27 de janeiro de 2008

ESTAÇÃO CARNAVAL





ESTAÇÃO CARNAVAL

Texto e foto de Valeria del Cueto
Respeitável público!
Por motivo de força maior tive que trocar (momentaneamente, espero) meu posto cativo de observadora da Ponta do Leme por um singelo lugar num vagão do metrô carioca.
E ainda tenho sorte! Podia ser pior, levando-se em conta  que não consigo ler nem escrever num banco dos ônibus que, muito a contra gosto, em casos excepcionais, sou obrigada a tomar para me locomover entre um evento carnavalesco e outro.
A causa é, no mínimo, prosaica e insuperável: fico tão enjoada com o sacode-para-corre-freia e anda dos motoristas revoltados que a única coisa que consigo fazer, nestas circunstâncias, é me concentrar nas acrobacias motorizadas cometidas pelo condutor e achar que posso, assim, fazer minha agonia labirintitica passar mais rápido.
Por isso preferencialmente, vou de metrô. Aqui, o pior risco que corro é deixar a estação Arcoverde, em Copacabana, passar de tão concentrada estou na escrivinhação.
Quem sabe não descobri um outro ponto de observação a ser explorado? Já experimentou andar no metro em tempo de chuva? No frio ou no verão? As modas e os costumes passam diante dos seus olhos entre a sinalização que indica o passar das estações.
O que mais me diverte é o metrô carnavalesco. Esse, só existe aqui no Brasil. Um dia ainda vou passar uma parte do carnaval aqui em baixo, compartilhando as expectativas dos serem semi-fantasiados carregando enormes e desconjuntados sacos pretos recheados com o complemento de cabeças, ombreiras, e sejam lá quais forem os adereços que compõem o personagem criado pela imaginação superlativa dos carnavalescos.
 Já vi macho de verdade vestido de galinha africana, fantasia de abridor de garrafa... O céu é o limite nos sonhos de milhares de componentes das alas que, para chegarem a Sapucaí, atravessam a cidade nos vagões do metrô.
Muita gente tentando decorar o samba, outros poupando energias para o desfile, a maioria se acabando na farra mesmo, com amigos e camaradas tão entusiasmados quanto. Todos preocupados em acomodarem, da melhor maneira possível, seus vastos pertences.
Central ou Praça XV? Correio ou Balança Mas Não Cai? Os vagões se esvaziam nas duas estações. Apenas por alguns segundos...
Embarcam em seguida os sobreviventes. Suados, excitados, esgotados. A maioria feliz e detonada. Valorizando um lugar para encostar e poder descansar as pernas trêmulas do esforço.
Todos se consideram grávidas, deficientes e idosos, merecedores dos acentos a eles destinados. Os adereços, antes tratados com cuidado, agora ficam largados de qualquer maneira. Isto os que voltaram, apostando na esperança de um novo desfile no sábado das campeãs.
O metrô vai despejando os foliões nas suas estações de origem. E, ao fazê-lo, abre suas portas para a próxima leva que virá, daqueles cheios de gás e animação, que seguem para a região da Praça XI ou da Central, loucos de vontade de pisarem na avenida e  viverem o sonho de um carnaval na Sapucaí...
Até a última leva, na madrugada de terça feira gorda. Quando, então, quem entra nos vagões dos subúrbios, são os trabalhadores de mais um dia, na rotina que recomeça, depois que o carnaval passou...

Valéria del Cueto e jornalista e cineasta
liberado para reproducao com o devido credito
da série É Carnaval 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Mocidade - vídeo ensaio técnico 2008

No Sem Fim...
Trechos do ensaio técnico da Mocidade Independente de Padre Miguel, 18 de janeiro de 2008, no Sambódromo.
Criação, captação e edição: Valéria del Cueto
Produção: del Cueto - assessoria e produção

Faça sua inscrição no canal del Cueto no youtube

domingo, 20 de janeiro de 2008

Equivalente


Equivalente

Reflexo suspenso,
fios tensionados.
Altura de queda
Direção sugerida:
Novo sentido

Clique AQUI para acessar o album Equivalência, no Flickr
Fotos e vagabinha de  Valéria del Cueto

sábado, 19 de janeiro de 2008

Viradouro - vídeo do ensaio técnico 2008


O Sem Fim... foi lá:
Ensaio técnico da Viradouro no Sambódromo do Rio de Janeiro, dia 13 de janeiro de 2008.
Criação, captação e edição: Valéria del Cueto
Produção: del cueto - assessoria e produção

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Show Man de Copacabana



Personagem da praia de Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, SHOW MAN dá seu recado.

Criação, captação e edição: Valéria del Cueto
Produção: del Cueto - assessoria e produção.