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terça-feira, 7 de julho de 2009

Noite de Gala no Cine Teatro Cuiaba


Clique no LINK para acessar o ensaio @no_rumo do Sem Fim... no FLICKR

Noite de Gala no Cine Teatro Cuiaba

Pois não é que cheguei na capital de Mato Grosso na véspera da reabertura do Cine Teatro Cuiabà?

Descendo a Getúlio Vargas, ao cair da noite calorenta, em direção ao epicentro cultural da temporada, vi por que a obra demorou tanto. Isso, pensava eu com meus cordôes, observando o esforco para estender o tapete vermelho que "ornou" o asfalto em frente ao antigo prédio, contruído por Julio Muller, para a passagem do governador e a primeira dama. Em vez de deixarem o bichão rolar avenida abaixo, foi no muque que ele foi estendido, por diligentes funcionários, rua acima...

A noite mal comecava.

De longe, cuiabanos como Gloria Albues, Luis Borges e outros descolados, distantes do tumulto, viram as cortinas se abrindo para desnudarem a fachada do Cine Teatro, antes do pipocar dos fogos lancados do alto do edifício em frente.

Tanto esperamos, que acabamos no balcão do mezanino, observando e comentando a falação lá em baixo, no palco. Na hora de descerrar a placa, foi que deu pra observar o coletivo da obra. Isso depois de ouvirmos a explicação, dada pelo governador, para o tal tapete estendido para receber de volta D. Teresinha, que havia andado adoentada. Não posso deixar de reconhecer que a atitude foi fofa e cavalheiresca.

Depois, mais uma surpresa: a Orquestra de Mato Grosso, que tocou direitinho, quando o maestro Leandro Carvalho deixou. Segundo um cuiabano presente ele, o regente, "fala mais do que padre em dia de casamento de filha de maçon".

Com essa descrição, tão d'accord, sabia que estava chegando em casa... e em noite de festa!

PS: Sei que minha agilidade para publicar estas e outras materias que virão, falhou. Mas, diante do tempo que levou a obra do Cine Teatro, quem poderá me criticar? Essa coisa pega....

Texto e fotos de Valéria del Cueto para a série Parador Cuyabano 2009, do Sem Fim...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

(Sobre) viver pra ver

(Sobre) viver pra ver!

Texto e foto de Valéria del Cueto
E lá vamos nós! Deixe a crise pra lá e traga a alegria pra cá. Chegou mais um carnaval. Mais um? Que nada! A cada ano algumas coisas se repetem, mas se olharmos bem, outras tantas se modificam, mudando a cara da festa.
Para cada lado que lanço meu olhar de observadora da folia vejo essas modificações. Sutis, algumas vezes, escancaradas em outras.
Hoje, minha atenção está se divide em três pontos do país:Uruguaiana/RS,  Cuiabá/MT e, claro o Rio de Janeiro que, afinal é a origem do meu amor pela folia e suas formas de manifestação.
Esse amor é tão grande que realizou o milagre de me fazer, finalmente, terminar um curso superior. Comecei com a primeira turma e terminei com a segunda (só consegui pegar meu certificado um ano depois), o que faz de mim, oficialmente, uma Gestora de Carnaval. E é o que parece uma piada ou diversão para alguns que me faz ter hoje, esse triplo olhar sobre a festa e seus variados aspectos.
SUL
Em Uruguaiana, sou testemunha de um fenômeno cultural da cidade: um desfile tardio, realizado duas semanas depois do carnaval oficial. É aí que estarei para ver no que virou o a festa que vi se transformar, por razões involuntárias, há mais de 20 anos atrás. Nessa época, por anos seguidos, a chuva, a falta de energia e outras intempéries fizeram com que o carnaval “atrasasse”. Um dia alguém se tocou que este “delay” era a chave para o sucesso do evento que hoje reúne mais de 25 mil pessoas.
LESTE
Aqui no Rio o fenômeno carnavalesco se renova a cada ano. E se (hipótese implausível) nada de novo acontecer no período momesco, ainda assim o Rio já terá dado sua cota de reinvenção na pré-temporada de verão.
A encolha das noites memoráveis nas semanas que antecediam a festa, nos shows do Terreirão do Samba, (que agora acontecem só no carnaval), foi inversamente proporcional ao crescimento e ao sucesso dos ensaios técnicos das escolas de samba, realizados desde dezembro na Sapucaí.
A diversão gratuita caiu no gosto dos cariocas que, pelo menos no mês de janeiro, lotaram as arquibancadas do sambódromo para ver as grandes agremiações “afinarem” a performance para a disputa do título.
No início eram apenas ensaios. Com o passar dos anos evoluíram para uma diversão popular e descontraída, sob o olhar atento da LIESA. As alas passaram a usar camisetas, estas foram customizadas, personalizadas e ganharam ares de fantasias.
Hoje temos uma festa cheia de atrativos para o público, que não enfrenta a maratona de seis escolas por noite ( nunca são mais de 3 por ensaio), e ainda pode se acabar de sambar na arquibancada. Isso, se não rolar uma camiseta de uma ala, o que costuma acontecer. Muitos componentes do desfile oficial são de fora.. Virou praxe democratizar a diversão e convidar os chegados pra fazer número no desfile de mentirinha.
Como o Deus do carnaval não é chegado numa mesmice, as novidades (que já não são tantas no desfile oficial), se multiplicam nos ensaios técnicos.  O show da Viradouro, com toques de atabaques anunciando o Exu incorporado pelo carnavalesco da escola é um exemplo. Milton Cunha, responsável pelo show “Forças da natureza”, da Cidade do Samba (complexo onde estão reunidos os barracões do Grupo especial), extrapolou o enorme palco do local e levou para a avenida uma abertura de ensaio sui generis. Vai haver, daqui pra frente muitas luzes no final do túnel que ele acaba de transpor tateando, ainda na escuridão.
A segunda novidade também diz respeito a entrada na avenida de uma escola. Desta vez a Imperatriz Leopoldinense, considerada uma escola certinha, burocrática demais. Pois esta pecha cai por terra quando, devido a seu enredo “Imperatriz, só quer mostrar que faz samba também”, ela substitui seu repertório antigos sambas de enredo campeões, cantando no lugar sambas como Tristeza ( por favor vá embora...) de Niltinho Tristeza, Vou Festejar, de Neoci, Dida e Jorge Aragão. E pra gente se acabar de brincar ( é eu disse brincar) carnaval, um clássico do Cacique de Ramos, de Amauri, Noca da Portela e Valmir. Depois vem o samba enredo deste ano, que segue no mesmo embalo.
Tu brincastes ele brincou, nós brincamos. A Imperatriz foi o verbo transitivo, intransitivo dos esquentas das escolas nos ensaios técnicos. Resta saber como ela se sairá na hora do da onça beber água.
CENTRO OESTE
Vamos ao  último vértice do meu triângulo. Em Cuiabá, Mato Grosso, me chamou à atenção a proposta de reestruturação da festa, decadente nas últimas décadas. A descentralização e a iniciativa de utilizar apenas gente local para animar os foliões são etapas de um processo muito interessante de revitalização dos festejos. Pretendo participar ativamente deste processo, com a realização das oficinas Plumas e Paetês,  uma série de work shops sobre o fazer carnavalesco.  A intenção é deixar aflorar as características do carnaval local.
Você vai dizer que é muito chão para poucos dias, mas o que posso fazer se ainda não descobrimos um jeito de fazer carnaval o ano inteiro? Vamos chegar lá! Quem (sobre) viver verá...
 Valeria del Cueto e jornalista e cineasta
liberado para reprodução com o devido credito

sábado, 25 de outubro de 2008

Tá na onda? Ela é verde... (sou carioca, com muito orgulho!!!!)

Rating:★★★★★
Category:Other
Leiam o texto abaixo: Assim deveriam ser TODAS as campanhas políticas do país: éticas, transparentes e limpas.
Valéria
PS: Isso não é uma declaração pessoal de voto, é um exemplo de como deveriam ser conduzidas as eleições pelo Brasil a fora. Vamos aprender com Gabeira...


Voluntári@s,

Chegamos ao fim de uma inesquecível campanha eleitoral. Graças a uma quebra de palavra num acordo que estava previsto para ser assinado hoje, a campanha na internet será encerrada às 23h59. A campanha de Eduardo Paes, sabedora da qualidade e da presença do nosso movimento na Rede, voltou atrás e não assinou o acordo previsto desde o início da semana, que garantiria o site de campanha até domingo.

Dessa forma, esse é o último e-mail que envio a vocês antes da votação. Quero agradecer a cada um(a) de vocês, que fizeram desta campanha, a maior mobilização em rede já vista no Brasil. Encerramos essa campanha com quase 10.000 pessoas inscritas como voluntários e com mais de 5.000.000 de hits e 2.500.000 de páginas visualizadas. Nosso canal do YouTube chegou a estar na primeira colocação de acessos entre os produtores de conteúdo no Brasil e entre os 100 mais acessados do mundo!

Essa campanha entra para a História como um marco da articulação entre política e internet no Brasil. Disponibilizamos pela rede um amplo material informativo e trouxemos a transparência das contas eleitorais para o centro do debate político no Rio.

E, principalmente, construímos um movimento maravilhoso. Agradeço em primeiro lugar a participação fundamental dos coordenadores regionais e dos colaboradores mais próximos, que dedicaram seu tempo e empenho para ajudar a mover todas as peças da nossa rede. Agradeço também a todos/as que, anonimamente, enviaram e-mails a conhecidos, colocaram os símbolos da campanha em suas fotos e fizeram todo o tipo de mobilização que a internet permite. Foram vocês que mostraram ao Rio que temos uma oportunidade histórica de eleger uma pessoa como Fernando Gabeira para prefeito.

E não paramos por aqui! Vamos fazer dessa campanha um ponto de partida para algo muito maior. Domingo, vamos estar todos nas ruas e mostrar para todo o Brasil que nenhum boato, nenhuma mentira e nenhuma difamação pode SEGURAR A FORÇA DE UM MOVIMENTO!



Segunda-feira, não tenho dúvidas, será um lindo dia: http://br.youtube.com/watch?v=YDxgcEebZrg

Até a vitória!

RECOMENDAÇÕES GERAIS

Provocações: A previsão é de um domingo agitado e tenso, sabemos que a estratégia de campanha do adversário é agredir, ofender e mentir. NÃO ACEITE PROVOCAÇÕES. Nossa proposta de campanha é limpa, educada e pacífica. Se você for constrangido por alguma manifestação agressiva, procure a delegacia mais próxima e ligue para o nosso comitê, que estará de plantão durante todo o dia da votação: 2233-1942.

Precisamos da sua ajuda: Pedimos também que você relate se por um acaso encontrar alguém fazendo campanha negativa (seja pela distribuição de panfletos ou através de carros de som), relate imediatamente ao comitê. Se puder, tire fotos com o celular e envie para: fabiano.carnevale@gmail.com

Mostre sua opção: Quando for votar, não deixe de portar algum símbolo da campanha de usar uma peça verde no seu vestuário. Cole um adesivo na roupa, leve sua bandeira, escreva na camisa o número 43, tudo isso é permitido pela lei e ajuda a construir um clima de movimento em ação (veja abaixo o que você pode e o que não pode fazer no dia 26).

Corrente positiva: Se você tiver adesivos sobrando até sábado, distribua entre os seus amigos e familiares simpatizantes da campanha. Construa uma corrente positiva.

Faça você mesmo: Se você não tiver adesivo para distribuir, imprima num papel o nome do Gabeira e o número 43.

O que você pode fazer no dia da votação...
- É permitida, no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada no uso de bandeiras, camisas, bonés, broches ou adesivos em roupas ou veículos particulares.

- É permitido o carregamento de faixas por duas pessoas, desde que não respeitem os limites estabelecidos pelos fiscais eleitorais (em geral, cerca de 200m dos locais de votação).


O que você NÃO pode fazer no dia da votação...

- No dia da eleição, é proibida a aglomeração de pessoas e veículos com material de propaganda, caracterizando manifestação coletiva de preferência eleitoral.

- Não é permitido o uso de alto-falantes, nem a realização de comícios ou carreatas.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

SINA

SINA



Texto e foto de Valéria del Cueto*


Chove a cântaros lá fora. Logo depois do viaduto, num prédio gigantesco em final de construção, vejo uma cachoeira formada pela calha da marquise. Fico tentada a tomar um banho de chuva.

É muita água. O suficiente para me fazer desligar o computador, que não tem estabilizador, com medo de uma queda de energia provocada pelos raios e trovoadas que batem boca no calor da tempestade.

Meu primeiro reflexo proseador me leva ao fato de que este tipo de chuvarada não “orna” com esta época do ano. Mas já vi que não há nada de preocupante no acontecimento, pelo menos para quem não está nem aí para o significado das alterações climáticas atuais. Esta é a contramão da história e, nela, pilotam o bólido da falta de cuidado e do descaso ambiental...

Estou paralisada. Hoje é um dia especial, assim como é especial o significado do evento que aguardo.

Pronto. Lá se foi o sinal da TV. Fico imaginando o que mais pode acontecer. Sem TV, sem computador ou internet, com um dilúvio ocorrendo - ou melhor -  escorrendo do lado de fora, enquanto espero. (Só  me resta de consolo o fato que tudo é passageiro, menos o trocador).

Isso mesmo. Espero um aviso da chegada de um fax liberatório de um cartório co-irmão para, finalmente, receber uma escritura.

Minhas dificuldades sempre foram burocráticas. Elas correspondem a exatamente 20 anos de incompetência. Minha incompetência, reconheço.

Elas, as dificuldades, podem ser encerradas até às 18 horas de hoje se o tal fax se materializar. Caso contrário, serei novamente vencida pelos deuses autoritários dos trâmites do Incra, cartório, Ibama e da Receita Federal, não necessariamente nessa ordem...

Se não for hoje só encontrarei o que procuro, no caso, meu procurador, daqui a mais de um mês, graças a inúmeros compromissos assumidos por ambos fora de Cuiabá. Ele é um santo, o procurador e, acho, nunca pensou que eu fosse me enrolar tanto nas idas e vindas normalmente feitas por despachantes que despacham e não a lei de Murphy ambulante que vos fala.

Fico imaginado (mas não muito)  o que mais pode acontecer. Se hoje, finalmente, quebrarei esta escrita de vinte anos. (não é um trocadilho, viu, gente?) Enquanto espero, escrevo e, nessas linhas, aproveito para registrar este momento histórico.

Não por opção, reconheço, mas ao contrário, por falta total de qualquer outra atividade disponível no meu vasto minifúndio, além de escrever e ouvir o barulho da chuva e o som dos carros e caminhões que circulam pela asfalto molhado do viaduto que fiscalizo das minhas janelas do terceiro andar.

Detalhe: Chova ou faça sol, esteja onde estiver, hoje é sexta feira e são três e meia da tarde, horário destinado ä contemplação, inspiração e prazer na Ponta do Leme, Rio de Janeiro, seja qual for o lado do vento e a viração vigente. É a lembrança tatuada na minha memória do meu porto seguro que me faz capaz de transformar esta espera chuvosa no texto quase molhado que você lê...


*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da serie Parador Cuyabano





quarta-feira, 23 de julho de 2008

Asa da imaginação 03

Asa da imaginação 03

Base.
Caminho,
garganta.
Desordem
Mandala...

Arte e divagação de Valeria del Cueto
baseada no Presságio 

segunda-feira, 21 de julho de 2008

VIA DUTO


VIA DUTO

Texto e fotomontagem de Valéria del Cueto*

Sou dual e adaptável mas de vez em quando exagero na dose, confesso.

Um bom exemplo é agora, na minha fase atual de produção intensa e diversificada para  o Parador Cuyabano.  Fico aqui, na quina de baixo do bairro Baú, em Cuiabá, sentada diante do viaduto que ocupa todas as janelas do meu imóvel alugado (quase andante) no terceiro e último andar que habito.

Vejo os automóveis, caminhões, motos, demais veículos e poucos, raros e quase sempre desmilinguidos pedestres que se arriscam a irem e virem pelas três pistas que se descortinam na paisagem. Olhando, durante a manhã, o sol invadindo o piso branco da sala, do quarto e da área de serviço do meu minifúndio e sentindo... calor, é claro. Porém menos que na parte da tarde, O que é inexplicável, se levarmos em consideração que o sol baixa do lado oposto do prédio.

Para sobreviver e tentar poetisar o contexto, tracei um paralelo entre o barulho do vai-e-vem imprevisível  do viaduto na pista da Miguel Sutil que me é de direito, com o som do mar do meu porto seguro e permanente, no Leme, lá no Rio de Janeiro, local que freqüento desde meu nascimento, no milênio passado.

A comparação não resiste a uma análise mais apurada, mas vale como um exercício, espero que passageiro.

Eu mesma detono minha teoria, bastando raciocinar um pouco: no mar, é totalmente impossível traçar qualquer parâmetro ou regra de constância sonora.  Não há tempo, compasso ou ritmo repetido. São muitos elementos conjugados para fazerem seu sussurrar, seu grito, seu ronco e/ou tudo junto e mais alguma coisa.

No caso do viaduto, existem variáveis imponderáveis como o som dos diferentes motores, a velocidade da passagem diante das janelas, etc. Mas há, sim, um fator comum a todos eles: os metros que percorrem diante do meu pedaço. Isso não muda. Pode variar a velocidade, mas a metragem da pista que me cabe é sempre a mesma.

A não ser, Deus me livre, que o veículo mude sua rota e encontre algum obstáculo extra no caminho. Pensando bem, sou uma sortuda. Podia ser pior...  Já pensou se aqui em frente existisse um quebra molas, esta praga disseminada por várias vias da Cidade Verde?

Bom, isso é um SE, um exercício masoquista inexistente, graças a Deus, mas caso acontecesse, uma coisa garanto: ia viver pintando o dito cujo de amarelo, para que fosse visível a distância e não pegasse motoristas desavisados, como eu, de surpresa na avenida. Freadas desesperadas e intermitentes seriam demais...

Tudo isso, para dizer que na minha área visual e sonora, os veículos passam batido, sem obstáculos aparentes. Que nem num mar. Dia e noite. Mas um oceano com  várias limitações, entre elas, o sonhar. Coisa que o mar me leva a , e o viaduto me atrapalha o...

Mas como diz o ditado, “tudo na vida é transitório”. Incluindo o viaduto, acrescento esperançosa, para terminar essa crônica com o sentimento de otimismo que a inspirou....

*Valeria del Cueto e jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da serie Parador Cuyabano






quinta-feira, 10 de julho de 2008

Asa da imaginação 02


Asa da imaginação 02

O corte
des monta,
se pa ra,
resume.

Re moNta e cria
o (N) O V O...

Arte e divagação de Valeria del Cueto
baseada no Presságio 

segunda-feira, 7 de julho de 2008

TAL E QUAL ou...



Tal e qual ou...

Recomendações para se dar bem em Cuiabá


Ensinamentos para não perder a paciência e enfrentar numa boa os contratempos, o arrastar das horas e o calor cuiabanos

Valéria del Cueto
Especial para o Diário de Cuiabá

Fila de banco
Paciência, muita paciência, na tentativa de sintonizar  o tuc, tuc inquieto do meu coração à calma calorenta de Cuiabá. Não adianta tentar acelerar o ritmo do pulsar da cidade no seu tempo espaçado e infinito.
.
É assim há quase 300 anos e, neste período, os que insistem em acelerar o compasso acabam sucumbindo ao estresse inerente ao atravessamento sem cadência,  ditado pela pressa inaceitável aos padrões locais.

Se forem espertos, adaptam-se. Reduzem as batidas incontidas e se adequam a regra básica de felicidade e satisfação em solo cuiabano: tudo ao seu tempo, tudo na hora determinada pelo momento em questão.

Tudo demais: calor demais, chuva abundante, secura asfixiante.

A vida que te leva e remar contra a corrente apenas demonstra desconhecimento de causa, ausência do mais rasteiro sentimento de sobrevivência, indispensável para os que almejam algo mais, além da eficiência pregada pelos que contam seu sucesso através do número de agendamentos prévios para a próxima semana, mês e/ou ano.

Espera de vôo
Se chover, o tempo mudar, aproveite para dormir. Se o calor estiver muito forte, prefira a fresca, almeje uma sombra e agradeça aos céus a brisa sonhada, mas inexistente.

Qualquer esforço contra a maré irrita, atiça, prejudica e deixa a gente muito infeliz.
A regra é primordial e filosófica: quem não a segue acaba detestando Cuiabá, achando seu povo preguiçoso e, claro, tendo uma insolaçãozinha renitente.

Os sintomas são clássicos: dor de cabeça, corpo mole e melado. Suar em bicas faz parte do quadro mas, em última análise, serve para expelir um pouco da cerveja consumida em altas dosagens para iludir o calor.

Bom, aí pode haver um choque térmico, ainda mais se o vivente for vítima do tradicional entra e sai dos ares condicionados possantes e poderosos que pululam aqui, ali e acolá.

Cartório
Parece miragem, filme mal editado com vários tons de fotografia e ruídos incompreensíveis, mas não é. É fila de banco, espera de vôo, vez sendo aguardada em cartório.

Toda paciência é pouca. Esquece a urgência, relaxa e, como diz Serginho Meriti, deixa a vida te levar, no estilo cuiabano.

Use seu tempo de espera para escrever algumas linhas (no meu caso) pensar na vida, fazer croche ou então, o que mais tenho visto nos meus momentos de espera, falar no celular.

Aqui, todos o fazem em qualquer hora e lugar. Sem distinção. Já aconteceu de, repentinamente, ver-me sozinha numa mesa de quatro pessoas. É isso mesmo... Num determinado momento, meus companheiros pagavam seu tributo ao Grande Irmão, aquele de 1984, o romance de  George Orwell, dando conta de sua localização e mais algumas explicações pelos seus celulares. 

E, já que desaparecer não é mais uma hipótese viável, nem para um banhozinho de rio no caminho pra Chapada, respire fundo  e encare, olho no olho,  a burocracia onipresente.

O conselho é: ocupe seu tempo, não force a barra e nunca, nunca mesmo, se estresse ou se irrite. Não vale a pena, nem resolve nada. Apenas fecha seus canais energéticos e impede o lado positivo (as possíveis coincidências), barrando as energias que farão que entre o nada e o lugar nenhum você encontre amigos, reveja gente querida, enfim, deixe Cuiabá chegar até você.

Este lugar é assim: faz por que gosta, quando e se tiver vontade....


*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da série Parador Cuyabano



quarta-feira, 2 de julho de 2008

Vento bom e passaporte...



Vento bom e passaporte: a gentileza federal



Valéria del Cueto*
Especial para o Diário de Cuiabá

Para tirar o passaporte na Polícia Federal de Cuiabá, o vento estava a favor. Aliás, o vento, não: a chuva fina que riscava o céu da Cidade Verde em pleno abril. Como observadora e anotadora das idas e vindas dos ventos e mares da Ponta do Leme, ao chegar a Cuiabá testemunhei um evento estranho ao cotidiano climático dos mais de 15 anos que aqui vivi nas décadas de 80 e 90 e nos dois primeiros anos do novo milênio em que hoje transitamos.

O frio chegou de mansinho, após uma chuva fina que inundou o asfalto e fez subir aquele cheiro inconfundível de terra molhada, uma semana depois de uma daquelas típicas tempestades cheias de raios, trovoadas e clarões.

Não lamento as novidades no cotidiano meteorológico da cidade, apesar de temer a hipótese de que a água que agora cai, venha a fazer uma falta danada nos meses de secura que virão em breve.

Mas, para o momento e o movimento que faço, as condições de tempo e temperatura estão mais que favoráveis. Afinal, sei o que demanda, no sul-maravilha, o esforço sobre humano necessário para tirar ou renovar o passaporte na policial federal: é preciso madrugar, enfrentar filas para pegar a senha e esperar mais que um par de dias para iniciar o procedimento. Eu disse dias? Dependendo da boa vontade dos computadores, e outras variáveis, os dias podem até virar meses...

Com este espírito de monge tibetano adentrei o prédio da PF em Cuiabá numa tarde de quinta feira, pensando em iniciar uma longa maratona burocrática. A primeira surpresa foi a ante-sala cheia de cadeiras... vazias. Uns três gatos pingados aguardavam atendimento: munida de minha senha aguardei, no máximo, uns 10 minutos para ser atendida por um gentil(!) agente que conferiu meus documentos e explicou o procedimentos a ser seguido: tirar uma guia, pagar no banco e voltar à PF. Faltavam 10 minutos para o banco fechar quando sei de lá rumo a agência que fica a algumas centenas de metros, subindo pela avenida do CPA.

Cheguei na marca do pênalti, paguei a taxa e tal qual Gene Kelly, cantando na chuva de voltei à Federal. No caminho, para comemorar a freeway burocrática em que estava transitando, aproveitei para tomar um picolé de abacaxi. Foi saboreando o gosto de infância que cruzei pelos cajus, mangas e pacus de Adir Sodré que decoram as pilastras do viaduto que corta a avenida.

De volta à ante sala da Polícia Federal não precisei nem de senha para ter a sorte de ser atendida novamente por Odair Elias, o mesmo funcionários diligente e educado que havia me passado as instruções meia hora antes.

Após a checagem da documentação exigida, tirar a foto digital e registrar eletronicamente minhas impressões digitais, só me restava assinar o documento, o que foi feito numa folha de papel engenhosamente presa num espaço entre duas réguas, para delimitar a área de ‘escrivinhação’. Comentei com o agente o detalhe de ser a máscara, a única coisa artesanal de todo o processo. E, aí, outra surpresa. Ele disse ser o criador do objeto, visando facilitar a engenharia de produção da obtenção do passaporte.

Para fechar com chave de ouro o desempeno da operação fui informada que o documento ficaria pronto em 7 dias úteis. Saí de lá em menos de 40 minutos, achando que estava em outro país. Eficiente, ágil e, o melhor, onde somos atendidos com simpatia e bom humor.

A chuva que continuava caindo apenas confirmou minha impressão de que estava vivendo um sonho e tudo aquilo não passava de uma miragem. Afinal, contando ninguém ia acreditar que o clima em Cuiabá estava fresco e agradável e que eu havia feito um passaporte novo em menos de duas horas. Sorte que tenho em mão o protocolo de atendimento para comprovar meu feito burocrático e que testemunha a minha façanha.

*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da série Parador Cuyabano


quinta-feira, 12 de junho de 2008

En talhe


En talhe
Nuvem color ida
Inicio/meio em mim...

foto/divagação de Valeria del Cueto
da série Parador Cuyabano

terça-feira, 10 de junho de 2008

...menos o Chopão!




As paisagens de Adir Sodré
Pra quem contempla Cuiaba
De onde a tradição faz a fama.

Texto e fotos de Valéria del Cueto
Leia a matéria no link

terça-feira, 3 de junho de 2008

Detalhe...




D e t a l h e.

Um pequeno de talhe
trans fOrma a pAiSaGeM.
O que podemos fazer com a realidade?

Fotos e divagação sofismatica de Valeria del Cueto
da série Parador Cuyabano

terça-feira, 13 de maio de 2008

Pelos ares



Pelos ares

Texto e fotos de Valeria del Cueto*



Nada a observar sobre o transbordo em Brasília para o vôo com destino a Cuiabá além dos vidros azulados dos corredores do aeroporto da Capital Federal.

Foi como o pit stop de uma escuderia de ponta da fórmula 1. Só deu tempo de andar do portão 4 até o 6 e entreouvir pelo rádio do atendente da companhia aérea "só falta a Maria Cueto". "Faltava", informei para o diligente rapaz que, imediatamente, anunciou ao chefe dos comissários da aeronave: "embarque completo".

Eficiência pensará você, caro leitor, talvez até emocionado, depois da cama feita pela fama dos percalços aeronáuticos do ano anterior. Não, companheiro, foi atraso mesmo, esclarecerei do alto de minha vasta experiência, adquirida cruzando os céus deste imenso Brasil.

O vôo do Rio chegou a Brasília 15  minutos depois do horário da partida da conexão para Cuiabá e esta aguardava a passageira que vos fala. Só eu vinha do Rio com destino a capital de Mato Grosso...

Sinceramente, nem me estressei. Afinal, atraso em/ou para Cuiabá, é barbada  em qualquer aposta sobre pontualidade. E, caso tivesse que pegar o próximo vôo, que saía às 10 e tanto da noite, aproveitaria para rever alguns amigos queridos de Brasília, dos tempo em que fiz a direção de produção do longa Federal, em 2006. Diante da performance excepcional da troca de aeronaves, esta hipótese super agradável ficou para uma próxima vez.

Quem sabe na viagem que farei à Cidade Maravilhosa para a 4º Edição Prêmio Plumas e Paetes, onde um “coletivo” formado no curso de Gestão de  Carnaval, da Estácio de Sá, distribui um troféu aos artífices da folia carioca.

Isso mesmo, o troféu que este ano homenageia o centenário de Cartola, é entregue a marceneiros, ferreiros, costureiras, aderecistas, bordadeiras, etc. distribuídos por 37 categorias que fazem do carnaval  do Rio de Janeiro um grande e único espetáculo de arte popular mundial.

Desnecessário dizer que este tem sido tema e mote das minhas pesquisas acadêmicas e das entrevistas que gravei para o programa da TV Universitária sobre Carnaval, o Estácio de Samba. Também me orgulho de fazer parte deste bonde, composto pelo José Antônio, o John Michael, o Izaaquis e seu atelie, a Glöria e muitos outros que buscam, com um árduo trabalho profissional, um lugar ao sol no mercado carnavalesco.

Sol me lembra céu e é no do centro oeste que encontro. Ele me saúda com um show de efeitos tão especiais quanto irresistíveis para a lente da minha câmera digital. Tudo a seu tempo, aprendi um dia...  

Agora, é inevitável, que venga Cuyabá!


*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da série Parador Cuyabano do  Sem Fim...




sexta-feira, 9 de maio de 2008

Comecar mais uma...

Começar mais uma...

Texto e foto de Valéria del Cueto*

É em pleno vôo Rio Brasília que inicio minha viagem ao mundo mágico do centro-oeste. O destino final é Cuiabá, para onde retorno depois de dois anos de ausência. Durante este tempo, me concentrei em terminar meu curso superior, em Gestão Carnavalesca, no Rio de Janeiro.

O motivo inicial do deslocamento não poderia ser mais prosaico: renovar meu passaporte, a habilitação que havia vencido, e tirar uma nova via da minha carteira de identidade. E, já que a ordem é recuperar minha cidadania quase perdida, aproveitarei também pra regularizar minha situação eleitoral.

Por que sair do Rio de Janeiro e ir a Mato Grosso por tão pouco, perguntarão intrigados alguns amigos?

Ora, diacho, se Mato Grosso e Cuiabá me adotaram, é de lá que quero ser cidadã. Se não de "chapa", por que não nasci lá, pelo menos de documentos. Sou o que sou: uma cidadã mato-grossense.

Sei que um incrível périplo burocrático me aguarda, mas se é para ser uma tri atleta da papelada e dos meandros de comprovantes, taxas e documentação desta gincana, que seja por uma causa na qual acredito, no lugar por mim escolhido.

Com essas palavras, os objetivos acima firmados e a intenção de rever amigos e sons, cores, e tons que fazem parte da minha vida, é que abro mais uma série de escritos, sem encerrar as narrativas praianas da Ponta do Leme.

Primeiro, pensei em chamá-la de crônicas cuiabanas, mas acho que alguém já as publicas. Então, optei por um outro título que, diga-se de passagem,(Olha ela, que não é a da Conceição, nas bandas de Várzea Grande)  combina melhor com minha intenção de tocar laudas por parágrafos, encurtando os textos postados no SEM FIM, pelo menos os rabiscos desta série: Aqui nasce o Parador Cuyabano.

Bem vindos as minhas aventuras (sempre agradáveis e calorosas) pelas terras de Rondon.

*Valéria del Cueto é jornalista, cineasta e gestora de carnaval
Este artigo faz parte da série Parador Cuyabano


sexta-feira, 16 de setembro de 2005

O TEMPERO DO SABER E SEU SABOR CUIABANO


Depois de ler um livro você...

Passa adiante, na sua "cadeia de leitura"
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Doa para uma biblioteca ou instituição
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Guarda para suas sobrinhas
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Acrescenta a sua biblioteca pessoal
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Bota na roda, mas pede de volta
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O destino do livro varia conforme qualidade
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De 19/09/2005
Cuiabá é, e sempre foi, um lugar peculiar. E se você quiser amar a cidade tem que, primeiro, se adaptar as suas singularidades.
Depois de um tempo fora me esqueci completamente de uma destas suas, digamos, características. É impossível andar por suas ruas em determinados horários.
É o calor, minha gente, capaz de inibir qualquer medida anti-sedentária e saudável. Que transforma uma pernada de algumas poucas quadras como, por exemplo, do Edifício Milão até a Murakitan, na 24 de Outubro, num verdadeiro martírio.
Só que, no meio do caminho, em vez de uma pedra, há uma praça, a Clóvis Cardoso, e numa de suas quinas, uma construção que eu lembrava ser um quiosque de flores. Passei a primeira vez em frente, tudo fumê, fechado, estranho, sem parecer abandonado… Segui para o encontro com a Tetê e o Cacá de Souza, num maravilhoso e reconfortante jardim, nos fundos da loja com direito a chá indiano e boa conversa.
Me esqueci da “travessia”…
ATRAÇÃO INEVITÁVEL
Dias depois, erro recorrente. O mesmo percurso, a mesma gastura. No mesmo lugar. Em frente ao quiosque. Reparei melhor. Havia uma placa na porta de vidro com alguns dizeres “Saber do Sabor”… Pensei com meus botões que havia algo habitando o espaço. Provavelmente uma lanchonete…
E eis que a porta se abre. Saem de dentro três estudantes e um bafo fresco de ar condicionado. Sigo a temperatura (isso é possível em Cuiabá) e me vejo cercada por livros. Bastante livros. Aproximadamente 6.000 volumes.
Na parede, um cartaz me arrepia: “Não estamos recebendo de livros didáticos”. Um contra senso, mas está lá.
A ORIGEM E A CONSCIÊNCIA
A biblioteca foi coisa do Maldonado, mantida na atual administração, por que Wilson Santos, também professor, aprendeu direitinho a lição que ensina que não se mexe em time que está ganhando e agradando a comunidade. E o projeto é um grande sucesso.
Confesso que me sinto em casa. Orgulhosa desta minha cidade. E mais feliz ainda fico, quando conversando com Claudemir Jorge de Sales, um dos anjos da guarda da livrarada, fico sabendo que só ali, na Clóvis Cardoso, 2.000 pessoas estão no cadastro ainda não informatizado da biblioteca popular.
A MULTIPLICAÇÃO DO ALIMENTO
Minha sensação de orgulho e carinho por Cuiabá aumenta ainda mais quando descubro que o “Saber do Sabor” se espalhou por outros pontos da cidade. E que pontos! Dom Aquino, Pedregal, Santa Isabel e Pedra 90. Tirando este ultimo, que é bairro novo, os outros são comunidades tradicionais cuiabanas.
Foi lá também que descobri a existência da “Sociedade dos Amigos do Sabor do Saber”, dirigida pelo jornalista e poeta Weller Marcos. Trocamos correspondência e ele me contou os esforços feitos pelo grupo e pela responsável pelo projeto, Creusa Guimarães, para manter e desenvolver as bibliotecas.
E dizer que foi o ar condicionado que me levou a conhecer o projeto e reencontrar velhos conhecidos e amigos, unidos por um ideal que é, também, parte dos meus princípios.
A ARTE DE TEMPERAR 
É nesta posição que faço um apelo ao Prefeito Wilson Santos, um cuiabano como eu, de coração. O “Sabor do Saber” não é uma iniciativa do seu governo – o projeto começou em 2001, mas é uma iniciativa de sucesso e que agrega valores e conhecimento, disponibilizando cultura e educação as comunidades envolvidas. Serve também para aumentar a auto estima da população cuiabana. E, para tanto, acredite, prefeito, ar condicionado e outros pequenos cuidados são fundamentais e devem funcionar também na versão itinerante do Sabor.
Cuidados como o que me faz tentar entender por que a “Sabor do Saber” não aceita doações de livros didáticos. Se o projeto é ligado a prefeitura e a secretaria de Educação, deduz-se, que não faltam livros didáticos para estudantes da região. Se for verdade, que se recolham os desprezados, e sejam eles distribuídos entre a população carente.
Assim como a boa comida, livros, didáticos ou não, alimentam a alma.
Se cada criança, de um livro qualquer que lhes passe pela mão, aprender uma ou duas palavras, ele, o livro, e nós, que tentamos distribuí-los, estaremos despertando para leitura futuros cidadãos.
E isto certamente é um tempero essencial no sabor do saber cuiabano…..
*Valéria del Cueto é jornalista e cineasta