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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Mangueira carnaval 2017, desfile das Campeãs

Mangueira carnaval 2017, Campeãs

Ensaio fotográfico da Mangueira carnaval 2017, desfile das Campeãs das Escolas da Samba do Grupo Especial, sábado, 04 de março de e 2017.

A verde e rosa  ficou em quarto lugar  com o enredo "Só com a Ajuda do Santo", do carnavalesco Leandro Vieira.

Mangueira carnaval 2017, desfile das Campeãs
O ensaio fotográfico é de Valéria del Cueto

@no_rumo do Sem Fim… delcueto.wordpress.com

@delcueto para CarnevaleRio.com

Clique AQUI para a coleção completa das fotos do Desfile de sábado das Campeãs. E AQUI para acessar o álbum do desfile oficial, na  segunda-feira, 27 de fevereiro.
Mangueira carnaval 2017, Desfile das Campeãs<script>
* O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa
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Agradecimentos à Riotur e Liesa
Conheça no Studio @delcueto  os objetos para a sua paixão

quinta-feira, 9 de março de 2017

Mangueira carnaval 2017, desfile de segunda

Mangueira carnaval 2017

Ensaio fotográfico da Mangueira no Desfile das Escolas da Samba do Grupo Especial, segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017, com o enredo "Só com a Ajuda do Santo", do carnavalesco Leandro Vieira.


O ensaio fotográfico é de Valéria del Cueto
@no_rumo do Sem Fim… delcueto.wordpress.com
@delcueto para CarnevaleRio.com

Clique AQUI ou na foto abaixo para a coleção completa das fotos.
Mangueira carnaval 2017, desfile de segunda feira

* O grupo Gres Estação Primeira de Mangueira, no FLICKR é o acesso para a coleção de registros da verde e rosa da fotógrafa

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Studio na Colab55

sábado, 31 de janeiro de 2015

A pura raiz do samba, por Valéria del Cueto

Mang BatS 150127 129 Evelyn apoteose linda
Evelyn Bastos, rainha da bateria da Mangueira do Amanhã e... de hoje.

A pura raiz do samba

Desfile no Sambódromo de Escolas Mirins é um celeiro de bambas, revelando talentos e fortalecendo a identidade do carnaval carioca
Texto e fotos de Valéria del Cueto foto do desfile de Marcelo O'Reilly
Quem vai numa quadra de escola de samba carioca, em qualquer horário, sempre se surpreende com a quantidade de crianças de todas as idades que circulam no local. As quadras são espaços familiares onde filhos e pais, avôs e netos se reúnem para celebrar. Em comunidade.
É muito interessante ver como as crianças ocupam estes   espaços e se integram nos diversos segmentos que ali circulam: passistas, ritmistas, alas... Assim crescem os sambistas de amanhã. Cheios de atitude e amparados pela proximidade com os bambas de ontem e hoje. Com muito respeito.
Estes laços são essenciais para que a cultura do samba carioca se fortaleça e se expanda para o futuro. Com o passar do tempo, eles foram se aprimorando e se interligando. Assim como a bateria verde e rosa é dirigida pelos Meninos da Mangueira mais espaços foram ocupados pelos herdeiros do samba. Outro caso da escola é o de Evelyn Bastos que assumiu, em 2013, aos 19 anos, o posto de rainha de Bateria da Mangueira. Ela já estava acostumada ao ritual do cargo. Havia reinado na escola mirim, a Mangueira do Amanhã.
Império do Futuro, Filhos da Águia, Pimpolhos da Grande Rio, Infantes do Lins, Tijuquinha do Borel, Miúda da Cabuçu, Corações Unidos do Ciep, Petizes da Penha, Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy, Aprendizes do Salgueiro, Inocentes da Caprichosos, Nova Geração da Estácio de Sá, Herdeiros da Vila, Planeta Golfinhos da Guanabara e Estrelinha da Mocidade. 16 agremiações trazem em seus nomes as bases da  preservação das tradições do elemento principal do carnaval carioca: as escolas de samba.
Imagine uma Marquês de Sapucaí inteira para as crianças. Uma escola de samba de crianças. Um desfile com 16 agremiações, delas! Onde poderia existir? No Rio de Janeiro, é claro. Acontece na terça feira de carnaval, entre 17 horas e - impreterivelmente - meia noite. Exigência do Juizado de Menores. Nesse intervalo, a pista é principal é das Mirins.
Elas são uma perna do conceito de sustentabilidade por meio de reaproveitamento dos descartes do carnaval. Nelas se reutiliza parte do material do ano anterior das escolas-mães para fazer fantasias e carros alegóricos. Eles são produzidos pelos adultos (o manuseio do material é perigoso) que ajudam como podem no desfile mirim. É comum encontrar pela pista figuras exponenciais do mundo do carnaval. Eles participaram de mais essa iniciativa de valorização.
As escolas de samba tinham uma ala mirim no desfile, mas isso não era o bastante. Em 1979, ano Internacional da Criança, Arande Cardoso dos Santos, o Careca, do Império Serrano, teve a ideia. Levou 4 anos para concretiza-la: criar uma escola de samba formada por crianças e jovens onde elas recebessem os ensinamentos, conhecessem os personagens e estudassem os fundamentos da maior manifestação popular brasileira. Surgia o “Império do Futuro”, a primeira semente estava semeada.
AESM-RIO 140607 002 Careca
Careca é reverenciado pela iniciativa de criar a primeira escola mirim, o Império do Amanhã
A iniciativa recebeu apoio de personalidades como Alcione, Beth Carvalho e Martinho da Vila. Osmar Valença funda a “Alegria da Passarela” que gerou frutos como os irmãos Lucinha e Dudu Nobre. Ela, porta bandeira da Portela, e ele, cantor e compositor de sambas, inclusive de enredo. O cantor Leornardo Bessa também é cria de lá, surgindo com o apelido de Leonardo Alegria.
Muita gente boa embarcou na iniciativa. A Secretaria Estadual de Educação desenvolveu, com alunos e professores da Escola Municipal Ministro Gama filho,  o projeto que criou o “Império das Princesas Negras”, embrião da “Corações Unidos do Ciep”. Dinorah, Xangô da Mangueira e Machine também fundam escolas: “Mangueira do Amanhã”, “Herdeiros da Vila”, “Aprendizes do Salgueiro”, “Flor do Amanhã”... Hoje, as escolas desfilam com 1.500 crianças, em média. Como nas agremiações de gente grande o desfile teve que ser organizado. Tarefa da AESM- Rio - Associação das Escolas Mirins do Rio de Janeiro que reúne as agremiações.
Outra peculiaridade são os enredos voltados para o público-alvo do evento. Seus títulos falam por si só: “O que é que o Aprendizes tem? Tem Carmem Miranda tem!”, “E o meu Brasil tem Chica Chica Boom!”, “O mestre do Samba” (Paulo da Portela), “Rio Maravilha, nós gostamos de vocês!”, “Se essa avenida fosse minha, eu mandava iluminar com as cores das escolas para a garotada desfilar!”, “Rios, mares e cascatas, onde estão as nossas matas”, “Meu Guri – A Imagem da Criança do Meu Brasil”, “Direito é direito”,  “Penha: um canto de amor a vida na voz da nossa petizada” “Portal das delícias, uma saborosa viagem ao redor do mundo”, “Era uma vez, um menino de cabelo de algodão”
Nada escapa ao olhar infantil. Nem “Cuiabá”, enredo no carnaval 2014 da “Infantes do Lins”. Surpresa? Afinal, éramos uma das sedes da Copa do Mundo...
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “É carnaval”, do SEM   FIM...  delcueto.wordpress.com
e1- ilustrado domingo 01-02-2015
    

domingo, 1 de junho de 2014

Até nosso lixo é um luxo!

Mangueira 140302 393 Renato Sorriso bandeira do Brasil aponta
Texto e foto de Valéria del Cueto
É muito assunto para pouco espaço, assim como é pouca caçamba para tanto descarte. Dito isso, vale ressaltar que o carnaval, como força motriz criadora e geradora, sempre andou a frente das teorias que permeiam sua produção artesanal e industrial.
No quesito gerência a aplicação de conceitos de consagrados especialistas mundiais em gestão da excelência (o PDCA de Deming, a adequação de uso com satisfação do cliente de Juran, as equipes de trabalho de Ishikawa, a filosofia de Crosby, o controle total da qualidade de Feigenbaum e os ensinamentos de Peter Drucker) são, atualmente, verificados na cadeia gerencial do cotidiano das escolas de samba. Como não dar a devida importância à questão do descarte na indústria carnavalesca?
“Nossa preocupação é em como colocar o carnaval na avenida. Como tirá-lo de lá, são outros 500...” A resposta pertinente a essa questão há alguns anos  deixou de ter consistência quando se detectou o valor do que saía das pistas de desfile (isso, para abordarmos apenas um “fim” da questão, deixando de lado, entre outras, a destinação das aparas da imensa produção dos barracões).
As agremiações começaram a vender e/ou doar fantasias e alegorias para outras entidades carnavalescas criando uma cadeia que pode começar na Sapucaí e terminar alguns anos depois, por exemplo, na passarela do carnaval de Alegrete/RS. Outra vertente é dos grupos que, depois de desfilarem no sambódromo carioca, se apresentarem em escolas de grupos inferiores na Intendente Magalhães, zona norte do Rio. 
Mas como agregar um selo de sustentabilidade a todo esse esforço ainda incipiente se levar em consideração a imensa quantidade de “lixo” recolhido nas dispersões carnavalescas? Nesse momento temos movimentos e ações realizados individualmente pelas escolas de samba e outros agentes do processo. Como sempre pioneiros e inovadores apesar de, mais uma vez, serem grandes laboratórios na prática para, somente posteriormente, serem reconhecidos e compreendidos pelos teóricos. Eles, que já acordaram para mais esse fenômeno em desenvolvimento na indústria carnavalesca.
É possível identificar os atores principais do que será em breve um processo muito mais amplo. As escolas de samba não são as únicas envolvidas. A cadeia de responsabilidades que influencia e atua diretamente na questão dos descartes começa pelos fornecedores, os tipos de materiais e como eles são produzidos; passa pelos carnavalescos que definem o que será utilizado; os componentes e como vão tratar a fantasia que tem um valor agregado mesmo depois da apresentação; as escolas, que  viabilizam novas utilizações para as peças e pelo poder público, encarregado de recolher  o que fica para trás nas caçambas e espaços do entorno das passarelas.
Parece simples, mas não é. Pelo menos no caso do reaproveitamento do que fica nas dispersões. Uma das dificuldades é a diversidade incrível de materiais que dificulta a coleta, a separação e a seleção do que é, na verdade, um tesouro!
Já há iniciativas para fazer da arte desperdiçada e descartada outras peças, também de arte. É assim que ainda de forma incipiente, mas insistente, projetos tentam recuperar, classificar e, reinterpretando em novas leituras, reciclar a arte pela arte.
Sustentabilidade aos poucos deixa ser apenas tema de enredos carnavalescos para virar prática cotidiana na indústria sempre criativa e inovadora do carnaval.
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “É carnaval”
http://carnevalerio.com 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Se "esquentar" é pecado...

ET Moci 140202 026 Paula Evangelista setor 1
Texto e foto de Valéria del Cueto
A resistência a falar de carnaval perdurou até o último momento. Mas sucumbiu diante do desfile comemorativo dos 30 anos do bloco Simpatia é Quase Amor, pela praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, nesse sábado.
Imaginem o encontro dessa(s) turma(s). Se houvesse um medidor de lembranças e saudades certamente ele atingiria seu nível máximo exatamente nos momentos que antecederam a saída do bloco carnavalesco, ali pelas bandas da Praça General Osório, antes de “armar” e desembocar, balzaquiano e feliz, na Vieira Souto.
Como não falar de carnaval, sobre/vivendo no meio de um dos melhores do mundo? Pra não cair nessa vaidade besta de primeiro, maior... Prefiro situar o Carnaval Carioca um dos melhores.
Afinal, não dá para comparar nossa folia com, por exemplo, Olinda, em Pernambuco, São João del’Rey, em Minas, e mais alguns – não muitos, carnavais brasileiros e tantos outros que ainda pretendo estudar melhor no mundo: New Orleans, nos Eua, Navarra, na Espanha, o carnaval de Veneza, na Itália. Em Ivrea, no Piemonte, por exemplo, tem um tipo de entrudo!
Mas afinal, o que nos deixa sempre nesse dream team da maior festa popular do planeta? Entre outras coisas, a evolução provocada por uma inquietação permanente. O povo do carnaval é novidadeiro! Não precisa assistir os desfiles para observar esse movimento. É claro que nem sempre as coisas funcionam e fazem sucesso, mas já dá para citar alguns erros e acertos da pré-produção carnavalesca de 2014.
Antes da lavagem da pista da Marquês de Sapucaí pelas baianas de todas as escolas de samba nessa noite do domingo que antecede o carnaval, (quando também é feito o teste de luz e som no Sambódromo carioca, com o ensaio técnico da Campeã do Carnaval de 2013, a Vila Isabel), muitas ações já aconteceram no caminho da produção da festa de 2014.
A primeira iniciativa - a ser comemorada - foram os vídeos produzidos e distribuídos fartamente pela internet da gravação do CD das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Dela participaram, na Cidade do Samba, baterias, comunidades e  personalidades de cada agremiação. Uma oportunidade de confraternização e de mostrar ao público a cara do povo do samba.
A segunda, infelizmente, foi um tiro n’água já devidamente criticado: o CD com a falação que impede que a gente simplesmente ouça as músicas. Um saco.
No sambódromo, durante os ensaios técnicos, mais uma vez temos a comprovação de que, sem o som “oficial” do desfile, a festa é muito melhor. É quando podemos ouvir a cantoria das escolas e como elas levam o samba enredo do ano. Sem falar nas baterias...
Uma perda esse ano (que rezo para não aconteça nos próximos) foram os esquentas com a bateria no primeiro recuo, junto ao setor 1. A responsável pela quase extinção desse momento especial foi a Globo, transmissora do espetáculo. Ela obrigou as escolas para uma “gravação oficial” a apresentarem apenas um único samba. Para quem viu, por exemplo, a Imperatriz Leopoldinense levantando o setor popular com músicas dos blocos carnavalescos Cacique de Ramos no ano em que a escola falou de Ramos é uma tristeza! Só para citar um caso especial... Os esquentas das co-irmãs sempre foram emocionantes, um momento para energizar os brios dos componentes, como o nome já diz.
Esse carnaval também tem uma rainha sem reino. Trata-se de Ana Paula Evangelista. Ela gravou as vinhetas e participou de todos os produtos da verde e branco de Padre Miguel. Mas foi substituída de última hora entregando o posto de rainha de bateria para uma atriz da Globo. Não discuto e respeito a decisão da Mocidade Independente que deve ter tido seus motivos. Mas não posso deixar de fazer uma reverência à ex-rainha. Porte e aura da aristocracia do samba não lhe faltam, mesmo sem a coroa!
Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “É Carnaval”,  do SEM FIM... delcueto.wordpress.com
DC ILUSTRADO

domingo, 29 de dezembro de 2013

É coisa de cinema!

Torino 1311 03 147 Museo Nazionale del Cinema
É coisa de cinema!
Texto e foto de Valéria del Cueto
Dizem que a cereja do bolo deve ser o último bocado a ser comido. Difícil decisão já que ela está ali, no prato, olhando pra gente e se fazendo de sedutora desde que o bolo é bolo...
Em relação a Torino, Itália, uma dessas cerejas é, sem dúvida, o Museo Nazionalle del Cinema localizado na Mole Antonielliana, no centro Histórico da cidade.
O prédio, quem diria, foi construído para ser uma sinagoga. Em 1848, Carlos Alberto de Savoia assina o Estatuto Albertino que libera os cultos não católicos e em 1863 começam as obras do templo encomendado pela comunidade judaica, conforme o projeto de Alessandro Antonelli. Previsto inicialmente para ter 47 metros, com várias alterações sofridas, hoje tem 167 metros de altura. Por muito tempo foi edifício mais alto da Europa. É  um símbolo da “Cittá di Torino”.
Torino 1311 03 139 Museo Nazionale del Cinema vista outro lado do rio
A Mole Antonielliana com seu estilo neoclássico oitocentista proporciona dois grandes espetáculos. Um é a vista para quem sobe até o terraço nos elevadores panorâmicos. Tanto a externa que permite uma visão em 360 graus da cidade, como a interna durante a subida e descida. A impressão é estar num prédio de Gothan City onde, em alguns momentos, haverá um embate entre o Morcego Negro e o Coringa. Mas o interior da Mole tem mais, muito mais.
Torino 1311 03 141 Museo Nazionale del Cinema elevador para baixo
O projeto do Museo Nazionalle del Cinema começou em 1941 em pleno regime facista que impulsiona o cinema italiano, cria os estúdios da Cinecittà... A base da coleção é da estudiosa da história do cinema Maria Adriana Prollo. Sua história se mistura a do Museo, fundado em 27 de setembro de 1958. Em julho de 2000 é inaugurada sua nova sede, um projeto do arquiteto Gianfranco Gritella, com concepção interna do suíço François Confino, ocupando toda a Mole Antoniellina.
E é aí que mora o segredo que transformou o local num dos mais visitados de Torino e da Itália, com recordes sucessivos de público na última década. São 3.200 metros quadrados distribuídos em 5 pavimentos que apresentam não apenas a história do cinema...
Para começar, é preciso entender o processo que permite a “invenção” da imagem em movimento. Desde os rudimentos da ótica, até a criação das máquinas que permitiriam a nós, a criação da chamada sétima arte.
Após a fabricação dos aparelhos de movimentar as imagens outras etapas se apresentam entre a transformação de instrumentos artesanais no que viria a ser a indústria cinematográfica, uma marca do século XX.  
Dissecando o processo cinematográfico em todos os seus aspectos técnicos de modo didático (como roteiro, stoyboard, produção, filmagem, som, imagem e, finalmente, edição) nos corredores da Mole o visitante descobre e identifica o longo processo produtivo necessário para fazer um filme.
O Museo também homenageia de forma muito equilibrada os mais famosos cineastas do mundo: americanos, europeus e asiáticos, com um destaque merecido para, por exemplo, o grande diretor italiano Federico Fellini.
O passeio termina num grande espaço, onde estão apresentadas, de forma interativa, cenários e ambientes reconhecidos nas telas. Uma grande brincadeira, depois de uma aula muito séria sobre a fantástica indústria cinematográfica.
Dois detalhes: um italiano desaconselhou a visita ao Museo “por que tem muitas fotos de gente que nunca vi nem ouvi falar”. Certamente, ele não era um cinéfilo. Uma das brincadeiras mais legais no passeio é, justamente, reconhecer entre as imagens filmes e ícones do mundo do cinema.

O segundo detalhe foi a frase escrita numa das salas: “...uma pequena máquina/ que revela aos nossos olhos tamanhas maravilhas/ e graças ao cristal ótico/ faz com que as imagens marchem como cavalos/ Muitas vezes vemos esses dispositivos/ Multiplicados com seus inventores/ E especialmente no carnaval as pessoas chegam/ perto e ficam loucas ao vê-los. – Carlo Goldino – Il Mondo Novo.
Ou seja: carnaval e cinema sempre andaram juntos. E assim será em 2014. Feliz ano novo...
Torino 1311 03 146 Museo Nazionale del Cinema cinema e carnaval
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “No rumo”,  do SEM FIM... delcueto.wordpress.com